DJUMBULUMANI: Rebeldes de Casamança ameaçam entrar na Guiné-Bissau se forem atacados

Os rebeldes de Casamança ameaçaram hoje entrar na Guiné-Bissau se sofrerem ataques das tropas senegalesas a partir de território guineense, acusando as autoridades de Bissau de se terem aliado ao Senegal contra a região independentista.

O ocupante estrangeiro senegalês resolveu nas últimas semanas assinar um acordo com as novas autoridades da Guiné-Bissau para utilizar o seu território e atacar as bases da resistência“, acusou, em comunicado, o comando do Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC).

A tomada de posição surge depois de, na quarta-feira, os independentistas de Casamança terem acusado o exército do Senegal de, após anos de trégua, estar a reavivar o conflito na região ao lançar uma nova ofensiva militar na semana passada.

A ala combatente do MFDC avisa que qualquer agressão do exército senegalês a partir da república-irmã da Guiné-Bissau, será considerada, nem mais nem menos, como uma declaração de guerra contra Casamança“, advertiram.

Para o Movimento das Forças Democráticas de Casamança, a existência de tais ataques concederia aos rebeldes legitimidade para perseguir “soldados senegaleses, onde quer que se encontrem, até ao interior da Guiné-Bissau.

Segundo a imprensa senegalesa, desde 26 de janeiro que se ouvem tiros na zona de Ziguinchor, a principal cidade da região de Casamança, numa zona próxima da fronteira com a Guiné-Bissau.

Contactados pela AFP, habitantes de aldeias na Guiné-Bissau, como Bergolen, Nhalom e Papia, afirmaram ter ouvido, na quarta-feira, fortes explosões vindas do lado senegalês da fronteira, onde os rebeldes mantêm as suas bases na floresta.

Estamos a operar no setor florestal de Bilass contra grupos armados“, disse um alto funcionário militar à agência France-Presse no final de janeiro, falando sob condição de anonimato.

O objetivo destas operações é “acompanhar e proteger a população para que esta possa levar a cabo as suas atividades tranquilamente“, disse, acrescentando que os militares estão, “ao mesmo tempo, a lutar contra o tráfico ilegal de madeira e cânhamo indiano”.

Os rebeldes do Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC) são acusados de envolvimento nesses tráficos, acrescentou.

Mais de uma semana após o início da operação, o exército não divulgou qualquer balanço, no entanto, um dos seus líderes negou ter perdido três soldados, como alegou o MFDC.

O movimento rebelde, por seu lado, acusou Dacar de ter “desencadeado novamente a guerra em Casamança” numa mensagem publicada no seu `site` de notícias, Le Pays.

Não haverá compromisso com aqueles que ateiam fogo e derramam sangue em Casamança“, advertiu o movimento.

Mas no terreno, um combatente do MFDC contactado por telefone a partir de Bissau relatou uma situação difícil.

Os soldados senegaleses têm vindo a bombardear-nos há dois dias sem descanso. Na quarta-feira de manhã, a força aérea entrou na batalha. Estamos a ser bombardeados por um helicóptero e um avião”, disse. Estas alegações não puderam ser confirmadas por fontes independentes.

A calma vivida na região nos últimos anos fez com que as pessoas regressassem às suas aldeias, abandonadas por causa dos anteriores combates entre o exército e o MFDC, que há quase 40 anos trava uma guerra pela independência desta região, limitada a sul pela Guiné-Bissau e a norte pela Gâmbia.

O exército anunciou a 28 de janeiro, em comunicado, a sua intenção de “neutralizar os elementos armados que se refugiaram” em Casamança e aí estão a levar a cabo “abusos contra a população“.

Casamança já tinha experimentado um ressurgimento da violência no início de 2018 com o massacre de 14 homens que tinham ido buscar madeira perto de Ziguinchor. O exército tinha então prendido cerca de 20 suspeitos, que ainda estão à espera de julgamento.

As conversações de paz, tornadas ainda mais difíceis pelas divisões internas do MFDC, foram relançadas após a chegada ao poder do Presidente Macky Sall em 2012.

Mas não resultaram num acordo para pôr fim a um conflito que já causou milhares de vítimas civis e militares, devastou a economia e forçou muitas pessoas a fugir da região.

Casamança, uma faixa de território no sul do Senegal próxima da fronteira norte da Guiné-Bissau, foi trocada por Portugal com a França no século XVII, passando a integrar o Senegal, após a independência desta antiga colónia francesa, em 1960.

A integração é contestada pelos rebeldes – estimados entre 4.000 e 5.000 – que há 40 anos reclamam a independência de uma das regiões com mais recursos do país, considerada o “celeiro” do Senegal e com reservas de petróleo `offshore` ainda inexploradas, mas que os independentistas consideram ter sido marginalizada em matéria de desenvolvimento. LUSA

XIVª REUNIÃO PALOP-TL UE ORDENADORES NACIONAIS DOS PALOP-TL QUEREM MAIOR INVESTIMENTO NA GOVERNAÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA

0

Os Ordenadores Nacionais dos Países Africanos de Língua Portuguesa e Timor Leste (PALOP-TL) com a União Europeia (EU) reiteraram o desejo de explorar conjuntamente o desenvolvimento de ações específicas para os PALOP-TL em áreas de grande potencial e de interesse comum, nomeadamente, a governação económica, o Estado de direito, a cultura e o emprego.

O desejo dos seis países dos PALOP foi transmitido esta quinta-feira, 25 de novembro de 2021, no final da XIVª reunião de dois dias (24 e 25) de Bissau, que assumiu agora a presidência rotativa da organização.

As conclusões da reunião foram lidas pela Diretora geral da União Europeia para a política externa da África, Rita Laranjinha.

Os países que fazem parte deste grupo sublinharam a importância de melhorar a operacionalização dos projetos do 11º Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) para ampliar o respetivo impacto para as populações dos seis países, na promoção do emprego na vertente cultural e no desenvolvimento das capacidades de governação.

Os Ordenadores Nacionais incentivaram os países membros da organização a prosseguirem, com renovado empenho, os programas entre os PALOP-TL com a União Europeia e a melhorarem a sua eficácia, eficiência e impacto.

A XIVª reunião de Bissau elogiou os resultados alcançados nos últimos vinte e nove anos de cooperação com a UE, que contribuíram para o reforço de laços de amizade e de cooperação entre os PALOP com a União Europeia, bem com concentrar a cooperação nas áreas consagradas na “ Agenda 2030”, através da promoção humano e social, de modo a combater a pobreza e a desigualdade “de maneira sustentável”.

Outra nota deixada tem a ver com a ambição dos países em dar continuidade e aprofundar o diálogo de parcerias sobre as políticas públicas, nomeadamente, a Economia Azul, a Digitalização, a Paz e a Segurança.

DECLARAÇÃO DE BISSAU RECOMENDA A FORMULAÇÃO DE PROJETOS NO INÍCIO DE 2022

A Declaração de Bissau, país que assume a presidência rotativa dos Ordenadores Nacionais dos PALOP-TL com a União Europeia, recomendou que seja feita a formulação de projetos nas áreas de Direitos, da Governação Económica e Financeira logo no início de 2022.

Os países membros da organização assumiram, na declaração lida por João Alage Mamadu Fadia, ministro das Finanças da Guiné-Bissau, que vão mandatar o seu país a dar seguimento à declaração de Bissau e transmiti-la à presidência da União Europeia, ao Alto Representante da EU para os Negócios Estrangeiros e Política e Segurança e à Comissária para as Parcerias Internacionais.

No âmbito da declaração de Bissau, os países membros reafirmaram a vontade política expressa ao mais alto nível, para fortalecer a cooperação entre os PALOP-TL, visando também o fortalecimento dessa cooperação com a UE em áreas de interesse comum e, consequentemente, no quadro do novo instrumento de vizinhança de cooperação para o desenvolvimento de cooperação internacional-Europa Global.

“Sublinhar que a identificação das futuras áreas de cooperação promoverá a concentração de setores em três áreas de intervenção: 1) Estado de Direito; 2) a Governação Económica e Financeira; 3) a Geração de Emprego na área da Cultura”, lê-se na declaração.

Ainda vão prosseguir com a melhoria dos procedimentos de governação do programa para garantir mais eficácia, eficiência, impacto e visibilidade à cooperação entre os PALOP com a UE, bem como envidar esforços para a adequada implementação dos projetos relativos ao 11º FED, visando  “o pleno alcance dos resultados esperados”.

Por: Filomeno Sambú

Guiné-Bissau e Moçambique querem aprofundar relações económicas

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Manuel Gonçalves, disse hoje que há espaço para aprofundar as relações económicas com a Guiné-Bissau, com quem Maputo tem excelentes relações.
“Aministra teve a amabilidade de me receber, trocamos impressões sobre as relações bilaterais entre Moçambique e a Guiné-Bissau, que são excelentes. Há espaço para aprofundar as relações económicas entre os dois países e vamos continuar a trabalhar neste processo”, afirmou Manuel Gonçalves.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros moçambicano falava à Lusa no final de um encontro com a chefe da diplomacia guineense, Suzi Barbosa.
Manuel Gonçalves deslocou-se a Bissau para participar na 14.ª reunião de ordenadores nacionais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste para discutir o futuro da cooperação com a União Europeia.
A governação económica e financeira, o Estado de direito e a geração de emprego na área da cultura vão ser as três grandes áreas da futura cooperação entre a União Europeia e os PALOP e Timor-Leste.
“São áreas que de facto são prioritárias”, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, que tem a coordenação permanente da cooperação PALOP e Timor-Leste com a União Europeia.
 
Conosaba/Lusa

Cooperação/”A implementaçao do Programa PALOP-TL reforçou o processo democrático ao longo de quase  35 anos”, diz Soares Sambú

 

Bissau, 25 Nov 21 (ANG) –  O vice primeiro-ministro afirmou hoje que a implememtação do Programa do PALOP e Timor Leste financiado pela União Europeia  permitiu o reforço do processo democrático e os mecanismos de controlo da gestão das finanças públicas, nos respectivos países  ao longo de  quase 35 anos.

Soares Sambú falava  na abertura da XIV reunião dos Ordenadores Nacionais dos PALOP e Timor Leste que decorreu em Bissau, esta quinta-feira.

O governante disse  que o referido programa permitiu o envolvimento e a inclusao da soberania e as organizaçoes da sociedade civil  em áreas complexas do Estado, nomeadamente branqueamento de capitais, corrupção e crime organizado, especialmente o tráfico de estupefacientes.

Segundo Sambú, nos finais de 2020, os principais negociadores da União Europeia e da Organizaçao dos Estados Africanos, Caraíbas e Pacificos(OACP), anteriormente conhecida como grupo dos Estados ACP chegaram a um acordo politico sobre o texto do novo acordo politico de parceria que sucederá o acordo de Cotonou.

O novo quadro juridico, diz o governante,passou a  orientar a cooperação, bem como as relações politicas e económicas entre a União Europeia e os 79 membros de OACP para os próximos 20 anos, estabelecido por uma base comum que define os valores dos princípios que unem paises e indicam as áreas prioritarias  estratégicas.

Segundo Soares sambú, com a extinção do Acordo do Cotonou,  também se extinguiu o Fundo Europeu do Desenvolvimento(FED), e a figura do Ordenador Nacional Regional, e, por consequência, as estruturas de apoio aos referidos instrumentos  no seu formato actual, situações geradoras de potenciais dificuldades.

ʺTodavia, e com o propósito de racionalizar o financiamento europeu para a cooperação e desenvolvimento,   foi instituido um instrumento de vizinhança, de desenvolvimento e cooperação internacional, que coloca no seu cerne a cooperação com duas regiões prioritarias da União Europeia: África subsariana e os vizinhos orientais e meredionais, disse.ʺ   ANG/MI/ÂC//SG

Cooperação-PALOP-TL/Ordenadores Nacionais decidem prosseguir com  procedimentos de governação para maior eficácia da cooperação com União Europeia   

                          

Bissau, 25 Nov 21( ANG) – Os Ordenadoress Nacionais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor Leste (PALOP- TL),  prometem prosseguir com  procedimentos de governaço nos respectivos Estados, para garantir mais eficácia, eficiência, impacto e visibilidade à cooperaçao com a União Europeia.

A promessa consta na Declaração de Bissau lida esta quinta-feira pelo Ministro das Finanças da Guiné-Bissau, João Aladje Mamadu Fadia, no final  da XIV reunião dos PALOP-TL  que decorreu  na capital guineense.

O documento refere que os ordenadores se comprometem a  envidar esforços para a adequada implementação dos projectos relativos 11º Fundo Europeu de Desenvolvimento(FED), visando o pleno alcance dos resultados esperados.

Reafirmaram a vontade politica  para fortalecer a cooperação entre os PALOP-TL, visando também o fortalecimento da cooperaçao com a União Europeia em áreas de interesse comum e em particular no quadro do novo instrumento de vizinhança para desenvolvimento.

A Declaração de Bissau destacou  a necessidade de identificação das futuras áreas de cooperação e da concentração nas três áreas de intervenção, nomeadamente, o Estado de Direito, a governação económica e financeira e geração do emprego na área da cultura.

Para o efeito, o documento anuncia  o início  de formulação de projectos nas áreas do Estado de Direito e da governação económica e financeira, no inicio do 2022.

A Declaração  de Bissau assinalou a transferência da Presidência da organização para a  Guiné-Bissau.ANG/MI/ÂC//SG

 

 

 

Pescas/Ministro defende necessidade de exploração  económica e sustentável dos recursos marinhos


 

Bissau,23 Nov 21(ANG) – O ministro das Pescas defendeu esta terça-feira a necessidde de o sector se lancar numa exploração  dos recursos marinhos de forma sustentável, de forma a se contribuir para o desenvolvimento e o bem-estar das populações.

Mário Siano Fambé falava na abertura da jornada comemorativa do Dia Mundial da Pesca, que se assinala, anualmente, em 21 de novembro e que no país, está a ser celebrado hoje, 23 do corrente mês.

O governante acrescentou que atirgir esse objectivo pressupõe a criação de condições adequadas que permitam a maximização das vantagens do país dispor de recursos haliêuticos em quantidade suficiente e diversificado.

Para  Sambé  é importante trazer à mesa, o debate e a reflexão sobre a evolução das pescarias, o estado dos recursos e a sua preservação, bem como a exploração sustentável ou seja servir a actual e a futura geração

“O sector das pescas é o segundo motor de crescimento da economia nacional, com capacidade para proporcionar valor acrescentado e gerar empregos. A vasta plataforma continental é rica em variedade de recursos, sendo uma preferência  para pescadores estrangeiroos, tanto artesanais  como industriais”, salientou.

O titular da pasta das Pescas sublinhou que vários factores contribuem para a riqueza haliêutica do país, nomeadamente, uma Zona Económica Exclusiva(ZEE), que se estende por 108 mil km2 e uma plataforma  continental muito larga  e pouco profunda.

Acrescenta  que o país dispõe de  largos braços de mar, cobertos nas suas margens por mangais, numerosos estuários, com um sistema de protecção natural formados por diversas ilhas. “Estas caracteristicas naturais traduzem-se em abundantes e diversificados recursos haliêuticos costeiros ou de alto mar, repartidos ao longo dos 274 km de costa”, suatentou.

Segundo ministro das Pescas o sector tem uma enorme potencial para o crescimento da economia, criação de empregos, a melhoria de segurança alimentar e a redução da pobreza no país.

Por sua vez, a Directora-geral da Formação e Apoio ao Desenvolvimento da Pesca, Virgínia Pires realçou que todos os anos a data é celebrada como uma oportunidade para reflectir e analisar os aspectos de sustentabilidade da actividade pesqueira e manutenção do equilílbrio dos ecossistemas marinhos e afins.

Para este ano, segundo Virgínia, destaca-se a importância da pesca de pequena escala ou artesanal como tema central das comemorações, que visam chamar a atenção internacional para a necessidade de se melhorar as condições de trabalho no sector pesqueiro.

O Dia Mundial da Pesca, instituído pela ONU desde 1998, destaca a importância da conservação dos mares e oceanos, consequentemente da vida aquática e marinha para a sustentabilidade da pesca.

O lema escolhído para este ano para a comemoração da efeméride no país é “Nô Pisca Diritu pa Mindjor Futuro de Nô Mininus”.

Na jornada com a duração de um dia, devem ser  abordados os temas sobre a Fiscalização das Actoividades de Pesca, Papel do Supervisor da Pesca Artesanal a nível nacional, Gestão de Recursos Haliêuticos e Investigação Ciêntífica.ANG/ÂC//SG

Postado por ANG às 09:34:00 Sem comentários: 

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) alertou que existem casos de fome e subnutrição em várias regiões

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) alertou que existem casos de fome e subnutrição em várias regiões do país e pediu às autoridades e aos parceiros internacionais para adotarem um plano conjunto de contingência.

«A LGDH lança um vibrante apelo às autoridades nacionais e aos parceiros internacionais no sentido de convergirem as sinergias com vista à adoção urgente de um plano de contingência contra a fome na Guiné-Bissau e o seu consequente e imediato financiamento» pede a organização, em comunicado.

A Liga refere que as suas unidades locais de alerta registaram 650 famílias em «situação de insegurança alimentar grave em várias regiões do país».

«Refiro-me, em concreto, às regiões de Oio, Quinará, Tombali e Bafatá e alguns bairros periféricos de Bissau, havendo casos de famílias inteiras a passar vários dias sem comer», salienta a Liga.

Segundo a organização, as principais causas da insegurança alimentar estão relacionadas com o impacto direito das medidas de prevenção do Covid-19 no mundo e na Guiné-Bissau, em particular, «afetando de sobremaneira a campanha de caju, base da economia nacional».

Cerca de 80% da população do país depende direta ou indiretamente da comercialização e exportação da castanha de caju, que está parada por falta de compradores no terreno.

A Guiné-Bissau registou 50 contaminações de Covid-19, três das quais já foram dadas como curadas.

A pandemia atingiu a Guiné-Bissau num momento em que o país vive mais um período de crise política, depois de o general Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente, enquanto decorre no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

A Guiné-Bissau tem 1.8 milhões de habitantes.

A BOLA

Bacar Biai é novo Procurador-geral da Repúblic

É oficial. Bacar Biai é o novo Procurador-geral da República. O magistrado foi nomeado ao cargo neste sábado, dia 20, na sequência do pedido de demissão de Fernando Gomes, que alegou problemas pessoais e familiares.

O decreto-presidencial que nomeou Biai não adiantou muitos pormenores, sublinhando apenas a necessidade de preenchimento da vaga para assegurar a continuidade do funcionamento do Ministério Público.
Ibraima Sori Baldé
Conosaba/odemocratagb

Cooperação/Guiné-Bissau acolhe XIVª Reunião dos Ordenadores Nacionais para Fundo Europeu de Desenvolvimento(FED) Bissau, 19 nov 21 (ANG) – A Guiné-Bissau vai acolher no dia 25 do mês em curso, a XIVª Reunião dos Ordenadores Nacionais (RON) para o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) e de Timor-Leste e a União Europeia. Imagens da XIII reunião em Maputo A informação consta num comunicado à imprensa enviado à redação da ANG, segundo o qual, trata-se da primeira vez que a RON se realiza em Bissau, desde a criação deste instrumento de cooperação entre os PLOP-TL e a União Europeia já há quase30 anos. A RON é um espaço de fortalecimento da Cooperação e do relançamento histórico-cultural, linguístico, político e económico entre os PALOP-TL e a União Europeia em áreas de interesse mútuo, nomeadamente, a transparência, a responsabilização na gestão das finanças públicas, a luta contra a corrupção, o branqueamento de capitais e a criminalidade organizada, especialmente o tráfico de estupefacientes, refere o comunicado. A referida cooperação, segundo o mesmo documento, visa impulsionar as atividades culturais geradoras de rendimento. A reunião do próximo dia 25 vai servir de passagem de testemunho da presidência rotativa desta organização, de Moçambique para a Guiné-Bissau, por um período de um ano, por parte do ministro das Finanças da Guiné-Bissau na sua qualidade de Ordenador Nacional. “Na XIIIª RON dos PALOP_TL e a União Europeia realizada em Moçambique (Maputo), em março de 2019, foi decidida realizar a RON em Bissau tendo essa decisão sido reforçada em Angola (Luanda) em janeiro de 2020, por ocasião da realização do seminário sobre “ Os mecanismos de políticas”. No entanto, devido às restrições de mobilidade internacional decorrentes da pandemia Covid-19, a RON não se pode realizar em 2020”, lê-se no comunicado. Acrescenta que, com a situação sanitária vigente, foi consensualizada a realização da reunião sob o formato presencial e devem ser respeitadas as regras sanitárias em vigor. Na mesma reunião, a União Europeia vai ser representada pela Diretora-geral para África do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) e o evento será antecedido por uma reunião técnica preparatória no dia 24 do mês em curso. Os participantes nessa reunião ministerial vão analisar os temas: A Implementação do Programa de Cooperação PALOP-TL com a União Europeia 2012-2021, Novo instrumento de financiamento para a cooperação internacional (Vizinhança, Desenvolvimento e Cooperação Internacional-NDICI, Apresentação do ciclo de financiamento 2021-2027 regional e entre outros.ANG/DMG/ÂC//SG Postado por ANG às 06:52:00 Sem comentários:

 

Bissau, 19 nov 21 (ANG) – A Guiné-Bissau vai acolher no dia 25 do mês em curso, a XIVª Reunião dos Ordenadores Nacionais (RON) para o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) e de Timor-Leste e a União Europeia.

Imagens da XIII reunião em Maputo

A informação consta num comunicado à imprensa enviado  à redação da ANG, segundo o qual, trata-se da primeira vez que a RON se realiza em Bissau, desde a criação deste instrumento de cooperação entre os PLOP-TL e a União Europeia já há quase30 anos.

A RON é um espaço de fortalecimento da Cooperação e do relançamento histórico-cultural, linguístico, político e económico entre os PALOP-TL e a União Europeia em áreas de interesse mútuo, nomeadamente, a transparência, a responsabilização na gestão das finanças públicas, a luta contra a corrupção, o branqueamento de capitais e a criminalidade organizada, especialmente o tráfico de estupefacientes, refere o comunicado.

A referida cooperação, segundo o mesmo documento, visa impulsionar as atividades culturais geradoras de rendimento.

A reunião do  próximo dia 25 vai servir de passagem de testemunho da presidência rotativa desta organização, de Moçambique para a Guiné-Bissau, por um período de um ano, por parte do ministro das Finanças da Guiné-Bissau na sua qualidade de Ordenador Nacional.

“Na XIIIª RON dos PALOP_TL e a União Europeia realizada em Moçambique (Maputo), em março de 2019, foi decidida realizar a RON em Bissau tendo essa decisão sido reforçada em Angola (Luanda) em janeiro de 2020, por ocasião da realização do seminário sobre “ Os mecanismos de políticas”. No entanto, devido às restrições de mobilidade internacional decorrentes da pandemia Covid-19, a RON não se pode realizar em 2020”, lê-se no comunicado.

Acrescenta  que, com a situação sanitária vigente, foi consensualizada a realização da reunião sob o formato presencial e devem ser respeitadas as regras sanitárias em vigor.

Na mesma reunião, a União Europeia vai ser representada pela Diretora-geral para África do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) e o evento será antecedido por uma reunião técnica preparatória no dia 24 do mês em curso.

Os participantes nessa reunião ministerial vão analisar  os temas: A Implementação do Programa de Cooperação PALOP-TL com a União Europeia 2012-2021, Novo instrumento de financiamento para a cooperação internacional (Vizinhança, Desenvolvimento e Cooperação Internacional-NDICI, Apresentação do ciclo de financiamento 2021-2027 regional e entre outros.ANG/DMG/ÂC//SG

Postado por ANG às 06:52:00 Sem comentários: 

Bissau, 19 nov 21 (ANG) – A Guiné-Bissau vai acolher no dia 25 do mês em curso, a XIVª Reunião dos Ordenadores Nacionais (RON) para o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) e de Timor-Leste e a União Europeia.

Imagens da XIII reunião em Maputo

A informação consta num comunicado à imprensa enviado  à redação da ANG, segundo o qual, trata-se da primeira vez que a RON se realiza em Bissau, desde a criação deste instrumento de cooperação entre os PLOP-TL e a União Europeia já há quase30 anos.

A RON é um espaço de fortalecimento da Cooperação e do relançamento histórico-cultural, linguístico, político e económico entre os PALOP-TL e a União Europeia em áreas de interesse mútuo, nomeadamente, a transparência, a responsabilização na gestão das finanças públicas, a luta contra a corrupção, o branqueamento de capitais e a criminalidade organizada, especialmente o tráfico de estupefacientes, refere o comunicado.

A referida cooperação, segundo o mesmo documento, visa impulsionar as atividades culturais geradoras de rendimento.

A reunião do  próximo dia 25 vai servir de passagem de testemunho da presidência rotativa desta organização, de Moçambique para a Guiné-Bissau, por um período de um ano, por parte do ministro das Finanças da Guiné-Bissau na sua qualidade de Ordenador Nacional.

“Na XIIIª RON dos PALOP_TL e a União Europeia realizada em Moçambique (Maputo), em março de 2019, foi decidida realizar a RON em Bissau tendo essa decisão sido reforçada em Angola (Luanda) em janeiro de 2020, por ocasião da realização do seminário sobre “ Os mecanismos de políticas”. No entanto, devido às restrições de mobilidade internacional decorrentes da pandemia Covid-19, a RON não se pode realizar em 2020”, lê-se no comunicado.

Acrescenta  que, com a situação sanitária vigente, foi consensualizada a realização da reunião sob o formato presencial e devem ser respeitadas as regras sanitárias em vigor.

Na mesma reunião, a União Europeia vai ser representada pela Diretora-geral para África do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) e o evento será antecedido por uma reunião técnica preparatória no dia 24 do mês em curso.

Os participantes nessa reunião ministerial vão analisar  os temas: A Implementação do Programa de Cooperação PALOP-TL com a União Europeia 2012-2021, Novo instrumento de financiamento para a cooperação internacional (Vizinhança, Desenvolvimento e Cooperação Internacional-NDICI, Apresentação do ciclo de financiamento 2021-2027 regional e entre outros.ANG/DMG/ÂC//SG

Postado por ANG às 06:52:00 Sem comentários: 

Presidente guineense ignora PM na celebração do aniversário nas Forças Armadas

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, ignorou hoje a presença do primeiro-ministro, Nuno Nabiam, quando se dirigia aos dignitários convidados para assistir às comemorações do 56.º aniversário da criação das Forças Armadas.
Ao levantar-se tribuna de honra para se dirigir para um palanque instalado na pista de tartan do Estádio Nacional 24 de setembro, Sissoco Embaló estendeu a mãos a vários dignitários nacionais e internacionais convidados, mas ignorou por completo Nabiam, que se encontrava na mesma fila.
Ao ser anunciado para pronunciar o seu discurso, Umaro Sisosco Embaló levantou-se, caminhou alguns metros para se dirigir ao palanque e no meio parou para cumprimentar algumas pessoas que também se puseram de pé, como é tradição no protocolo guineense, cabendo aos superiores hierárquicos a decisão de quem cumprimentar.
Entre as pessoas, encontrava-se o primeiro-ministro, a quem não apertou a mão, constatou a Lusa no local.
À chegada do Presidente ao estádio, na pista de tartan, o chefe de Governo foi receber Sissoco Embaló, que, na ocasião, não cumprimentou ninguém.
Vestido de farda militar, o Presidente guineense também fez o seu discurso à nação, que igualmente assinalou a festa do 48.º aniversário da independência do país, sem se referir uma única vez ao Governo e ao primeiro-ministro.
As relações entre Umaro Sissoco Embaló e Nuno Nabiam têm conhecido momentos de tensão nos últimos dias por causa de uma aeronave, Airbus A340, que se encontra retido no aeroporto de Bissau por ordens do Governo que considera suspeita a sua aterragem no país, desde o dia 29 de outubro e agora pede peritagem internacional à carga que traz a bordo.
Embaló já disse que as circunstâncias da vinda do aparelho ao país “são normais” e que seria uma empresa internacional que pretende se instalar em Bissau para a manutenção de aviões.
O Presidente guineense defende que o suposto caso do avião seria uma tentativa de algumas pessoas no país para desviar atenção sobre o tráfico de droga que o próprio afirmou estar a combater.
A Polícia Judiciária guineense tem em marcha uma operação de desmantelamento de uma alegada rede internacional de tráfico de droga no país, tendo sido já detidas várias pessoas, entre civis e militares, envolvidas no processo.
Umaro Sissoco Embaló prometeu para esta quarta-feira uma posição sobre a situação do país.
O Presidente avisou que poderá demitir o primeiro-ministro, Nuno Nabiam, lembrando que aquele não chegou ao cargo por via de eleições legislativas, mas por indicação sua.
Conosaba/Lusa