Votação na Guiné-Bissau: CARLOS GOMES JÚNIOR PROCLAMA-SE VENCEDOR DAS PRESIDENCIAIS DESTE DOMINGO

24/11/2019 / OdemocrataGB / No comments

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O candidato independente, Carlos Gomes Júnior, autoproclamou-se vencedor das eleições presidenciais deste domingo, 24 de novembro de 2019, na Guiné-Bissau e disse estar  confiante que será  o próximo Presidente da República.

Após exercer o direito de cidadania, no círculo eleitoral 24, na assembleia de voto número um ao lado da antiga padaria Cacheu, na avenida Osvaldo Vieira, Carlos Gomes Júnior pediu  afluência de eleitores às  urnas e, consequentemente, votar no número sete.

Amadu Baldé, cidadão eleitor, disse acreditar que desta vez a Guiné-Bissau, realmente, ultrapassará todos os estrangulamentos vividos durante vinte e cinco anos da democracia e vai seguir rumo ao desenvolvimento do país e apela a eleitores inscritos a votarem massivamente.

O Democrata constatou igualmente que no Distrito Eleitoral 27 do sector 101, o processo estava, no período de manhã, a decorrer com total  tranquilidade. 

Por: Djamila Da Silva

APESAR DO PESO DA LEI, AS CRIANÇAS GUINEENSES CONTINUAM A VER SEUS DIREITOS NEGADOS

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É Celebrado, esta quarta-feira (20 de Novembro), 30 anos da assinatura da Convenção sobre Direitos das Crianças. Apesar de 3 décadas da convenção do acordo internacional sobre a infância, a maior parte das crianças guineenses ainda não sente o impacto do documento

Há 30 anos os líderes mundiais, incluindo da Guiné-Bissau, assumiram um compromisso histórico com as crianças de todo o mundo ao adoptar a Convenção sobre os seus Direitos. Embora esta decisão, mas até agora, as crianças guineenses continuam a ser negadas os direitos à escola, saúde, alimentação e principalmente da protecção social.

Continuam a ser vistas em diferentes pontos do país, crianças mendigas que são obrigadas à sair às ruas pedindo esmolas e são negados os direitos à escola e à protecção. Estas crianças são totalmente ignoradas pelas autoridades nacionais e pelas organizações que deveriam zelar pelas suas protecções.

Na avenida principal da capital Bissau e das grandes cidades, as crianças talibés encostam de pessoa em pessoa e atravessam estradas sem noção do perigo correndo atrás das viaturas pedindo esmola porque, segundo elas, caso contrário serão punidas pelos seus metres.

“Não sei escrever o meu nome e tenho muita vontade de ir à escola”, disse um menino de aparentemente 8 anos de idade vestindo calção e camisas rasgadas.

“Quero continuar a pedir esmola nas ruas e o meu mestre me obriga a isso. Aos meus pais não me impedem de vir pedir as esmolas. O dinheiro ofertado, levo ao Tcherno (nome do mestre corânico) ”, explica um outro menino de aparentemente 10 anos de idade mas que estava descalço e com roupas sujas.

Apesar disso continuam desigualdades de género da mesma camada. O direito à escola é fundamental e está consagrado na mesma convenção assinada há 30 anos e ainda nas leis da república.

Apesar do peso da lei, a Guiné-Bissau está longe de alcançar a escolaridade universal e de qualidade e educação para todos e as greves constantes e a falta das infra-estruturas pioram a qualidade do ensino.

Para o presidente do Parlamento Nacional Infantil (PNI), Júnior Sebastião Tambá, o presente ano de 2019 tem sido muito sofrido para as crianças guineenses.

“Este é um ano que as crianças não tiveram a oportunidade de irem às escolas”, lamenta.

A Guiné-Bissau, em relação aos outros 14 membros da CEDEAO, tem mais baixo nível de escolaridade e de qualidade.

Entretanto, Laudelino Medina, Secretário Executivo da Associação de Amigos das Crianças (AMIC), disse que a Guiné-Bissau deve apostar n um investimento sério nas crianças. Para ele, as greves crónicas e sistemáticas de longos anos na Guiné-Bissau constituem uma “grave” violação flagrante dos direitos á educação e à escolarização das crianças.

Para o respeito à declaração universal dos direitos das crianças, a responsabilidade também cabe aos pais e encarregados da educação. Segundo os últimos dados da AMIC só no ano 2018, foram resgatadas cerca de 161 crianças guineenses em Senegal vítima de tráficos.

Segundo a mesma organização as crianças guineenses constituem os 30 porcentos dos 6.000.000 talibés que vivem em Senegal.

“Só neste ano resgatamos 47 crianças vítima de tráficos, no Senegal”, sustenta.

Embora há algumas crianças nas escolas, outros são negados categoricamente estes direitos, pelos seus próprios pais ou encarregados de educação que proíbem os filhos de irem às escolas. Muitas organizações lutam para que todas às crianças estejam nas escolas a partir dos 06 anos de idade

Para a comemoração dos 30 anos da adopção da convenção sobre os direitos das crianças, o Conselho Consultivo Nacional de Crianças e Jovens da GB, Djamila Silva, disse que as autoridades nacionais não têm feito nada para cumprir com o acordo internacional.

“Existem ainda crianças deficientes que são tradas como doentes. Não existem centros de acolhimento, nem cuidados e protecção das crianças pedintes de esmola. Até agora o Estado da Guiné-Bissau, há 30 anos, não apresentou nenhum relatório dos direitos das crianças nas Nações Unidas. Isso é uma preocupação de todos e principalmente no que o Estado faz pelas crianças, meninas, adolescentes e jovens”, alerta.

Segundo a organização, a instabilidade política que o país vive nos últimos tempos reflecte negativamente na vida das crianças e por isso exortam o governo a colocar os problemas das crianças nos seus planos de acções.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

ECTOR CASSAMÁ DISTINGUIDO COM PRÉMIO PAN-AFRICANO’2019

23/11/2019 / OdemocrataGB / No comments

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O coordenador do Grupo Cultural Netos de Bandim, Ector Deogenes Cassamá (Negado) foi distinguido no dia 21 de novembro de 2019, com o prémio Pan-Africano 2019 na categoria de Advocacia para o Impacto Cultural e Comunitário.

A 5.ª edição da gala Humanitária Pan-Africano – Summit & Awars 2019, decorreu em Abu Dhabi nos Emirados Árabes Unidos, no qual Negado recebeu o galardão pelo seu contributo no progresso da cultura africana, particularmente da Guiné-Bissau, através do Grupo Cultural “Netos de Bandim”.

Na sua intervenção no evento, Negado diz sentir-se honrado por ser nomeado e lhe ter sido atribuído o prémio Pan-Africano 2019 na categoria de Advocacia para o Impacto Cultural e Comunitário.

“No primeiro momento, agradecer em primeiro lugar a Deus, pela vida, por ter me dado esta oportunidade de ser filho de África e em particular da Guiné-Bissau, uma pequena parcela de África situada na costa ocidental com 36.125km² e mais ou menos 1.600.000 de habitantes mas com um potencial cultural enorme”, sublinha.

O ativista cultural agradeceu o Governo e em particular à Secretaria de Estado da Cultura, também à Associação dos Amigos da Criança (AMIC) pela criação do Grupo Cultural Netos de Bandim, para de seguida assinalar que recebeu o prémio pela iniciativa ‘carinhosa, gentil e generosa da Comissão Pan-Africana Humanitária, não pelas minhas virtudes, mas pelas valiosas contribuições que o Grupo Cultural Netos de Bandim tem dado no resgate, preservação e promoção da cultura guineense.

Recorde-se que o Grupo Cultural Netos de Bandim é uma organização da cultura guineense com maior visibilidade nos últimos tempos, tendo já participado em inúmeros eventos culturais a nível sub-regional e internacional.

Por: Sene Camará

BRAIMA DABÓ RECEBE PRÉMIO FAIR PLAY DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ATLETISMO

23/11/2019 / OdemocrataGB / No comments

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O atleta guineense Braima Suncar Dabó acaba de ser distinguido com o prémio Fair Play da Federação Internacional do Atletismo (FIA), numa Gala anual a decorrer esta noite, 23 de Novembro de 2019, em Mónaco.

O guineense destacou-se nos Mundiais de Atletismo realizado em Doha por um gesto digno de homem guineense, por ter ajudado um atleta de Aruba a terminar a prova de 5000 metros.
Na eliminatória dos 5 mil metros, a cerca de 250 metros da meta, Dabó ajudou Jonathan Busby a concluir a prova, amparando-o, depois do atleta de Aruba ter denotado sinais de quebra física e dificuldades em manter-se em pé.

Além de Braima Dabó, esteve na corrida à galardão, quatro saltadores com vara e uma velocista: Sam Kendricks, dos Estados Unidos, Armand Duplantis, da Suécia, e Piotr Lisek, da Polónia, os três medalhados no concurso de salto com vara.

Dabó superou a concorrência e liderou a preferência dos adeptos e o comité internacional de ‘Fair Play’ da FIA.
Recorde-se que além do prémio Fair Play, Braima Suncar Dabó e Jonathan Busby receberam ambos diplomas de mérito na gala da FIA.

Por: Sene Camará

PRESIDENCIAIS 2019: “A maioria dos políticos não tem ideia do país económico, fala nas nuvens”

Seja qual for o futuro económico da Guiné-Bissau depois destas eleições será “muito difícil”, mas todos os analistas concordam que sem estabilidade política será ainda pior.

A instabilidade política, o tráfico de droga que degradou a imagem externa da Guiné-Bissau, a dificuldade de circulação dentro do país e a falta de garantias para o investimento mantêm os empresários estrangeiros longe de um país que tem potencial, nomeadamente na área do turismo, e que segue sem o aproveitar.

“A crise política concorre, sobretudo, para afastar o investimento externo. Mas com crise política ou sem crise política, ninguém investe num país onde as acessibilidades são inexistentes e não há condições mínimas para garantir a segurança dos investimentos”, diz ao PÚBLICO Julião Soares Sousa, historiador e analista político guineense.

“A estabilidade política é fundamental”, afirma o investigador, a questão é se um país como a Guiné-Bissau, “mergulhado há décadas em sistemáticas crises, é capaz de fazer a catarse e inverter essa tendência de uma ‘guerra civil’ não declarada ou de guerra de todos contra todos”.

Para Carlos Lopes, professor guineense da The Nelson Mandela School of Public Governance, da Universidade da Cidade do Cabo, o futuro da Guiné-Bissau será “muito difícil” e o que “sair das eleições pode criar uma imagem favorável ou piorar ainda mais o cansaço internacional” em relação ao país.

“Muitos guineenses gostam de falar de soberania, esquecendo-se que somos a 52.ª economia de 54 em África – só São Tomé e Comores, com populações menores que Bissau, têm economias mais pequenas. O desafio da transformação do país é gigantesco. A maioria dos políticos não tem ideia do país económico, fala nas nuvens”, explica Carlos Lopes, que fez toda a sua carreira na ONU e chegou a ser conselheiro político do secretário-geral Kofi Annan.

É, por isso, que o economista Fernando Jorge Cardoso, especialista em assuntos africanos, não tenha dúvidas que o país não tem capacidade para desenvolver a sua economia a curto prazo, mesmo que das eleições deste domingo saia uma estabilidade que não houve durante o mandato de José Mário Vaz na Presidência: “O país vive de ajuda externa, para investir ou mesmo pagar despesas correntes. A prazo poderá haver investimentos se a situação se mantiver estável durante uma legislatura”.

E a estabilidade é mesmo a palavra fundamental. Como lembra Carlos Sangreman, especialista em cooperação, com muitas missões nos PALOP e profundo conhecedor da situação guineense. “A crise 2014-2019 foi o factor que impediu o país de aproveitar os meios que a comunidade internacional lhe colocou à disposição em 2014, na mesa redonda de Bruxelas, com base no plano de desenvolvimento Terra Ranka (para o país arrancar)”, refere.

“Mesmo assim, houve avanços em estradas, energia eléctrica, sistema fiscal, segurança, etc., mas nada do que poderia ter sido feito com os fundos disponibilizados”, acrescenta Sangreman, que pertence à direcção do CESA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento do ISEG. Mas “foi como um carro potente que andou a 40 à hora quando tinha condições para andar a 200”.

De acordo com o FMI, o PIB da Guiné-Bissau cresceu 3,8% em 2018 e poderá crescer 5% em 2019 e 2020, números que deixam transparecer melhor saúde do que a economia guineense realmente tem. “O que importa é que 85% da população vive abaixo do limiar da pobreza e o país no seu todo tenha um PIB pífio de menos de dois mil milhões de dólares para uma população de 1,4 milhões de pessoas, ou seja menos de uma semana do PIB da Nigéria, ou, se quisermos, menos de metade do PIB dos Açores que tem apenas 248 mil almas”, explica Carlos Lopes.

Muito dependente da castanha-de-caju, que representa mais de 80% em valor das exportações do país, a Guiné-Bissau, como outros “países africanos que vivem da grande dependência de um produto não transformado”, também se viu a braços com os preços em queda desse produto no mercado mundial. Algo que o FMI avisava que podia ter impacto nas previsões de crescimento económico guineense este ano. E daqui para a frente a situação será ainda mais problemática.

“Muitos países africanos estão rendidos a esse negócio e a Guiné-Bissau já perdeu o seu lugar privilegiado de grande fornecedor”, explica Carlos Lopes. “A concorrência é grande e, claro, os preços baixam. No futuro será pior, o que deixa condescendente os que ouve ouvem alguns candidatos prometer preços ainda maiores ao produtor. Um absurdo.”

GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU QUER TIRAR ILHAS DO ISOLAMENTO

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O governo aposta no desbloqueio de zonas insulares e preocupa com segurança do povo nas viagens marítimas, diz ministra de administração territorial, Maria Odete Semedo.

A governanta falava, esta quinta-feira (21), durante a visita ao novo “Navio Bijagós” da empresa espanhola Consulmar Bissau, no quadro da política de promoção dos destinos turísticos do país.

A ministra da administração territorial mostrou ainda a satisfação do governo e realçou a importância da segurança do povo para o executivo.

“O governo aposta no desbloqueio das zonas insulares para que possam também beneficiar de uma viagem confortável e com segurança, para nós a segurança do povo é a nossa maior preocupação por isso encorajamos todos aqueles que queiram trabalhar na Guiné-Bissau que o façam sem receio”, sustenta.

Catarina Taborda, secretária de estado de turismo, considera este navio de uma grande “conquista” para a sua secretaria de estado e afirma que o governo tem o dever de apoiar as grandes empresas que investem na Guiné-Bissau.

“Transporte marítimo é imprescindível para o desenvolvimento do turismo, sobretudo na Guiné-Bissau um país que despõe de 88 ilhas com 20 apenas habitadas, por isso têm que começar a arranjar soluções”, acrescenta.

O Gerente da empresa Consulmar, Júlio Ochoa, disse que o objectivo desta companhia é manter o sector da linha regular entre Bissau e destino de Intchudé, Bubaque e proximamente Bolama, e ainda estabelecer rotas e serviços à medida que provinda transporte, passageiros e mercadorias.

A visita realizada pela ministra da administração territorial e secretaria de estado de turismo e artesanato é no quadro da cooperação institucional com a empresa Consulmar que já opera no país há cerca de 4 anos.

PRESIDENCIAIS 2019: Domingos Simões Pereira classifica acordo contra si como “sentimento de derrota”

O candidato às presidenciais guineenses pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, considera que o acordo assinado entre os seus adversários para apoiarem um candidato único contra si numa eventual segunda volta constitui “um sentimento de derrota”.

Em declarações à agência Lusa à margem do comício de encerramento da campanha eleitoral, esta sexta-feira (22.11), Domingos Simões Pereira, disse que o anúncio do acordo assinado entre os seus adversários para apoiarem um candidato único contra si numa eventual segunda volta “a dois dias das eleições” só pode significar “um sentimento de derrota” e a “intenção de questionar ou colocar em causa aquilo que é a liberdade de escolha do povo guineense”.

O candidato disse esperar “que o povo guineense saiba compreender isso e saiba responder a isso”, à margem do comício no estádio Lino Correia, palco tradicional do comício que encerra as campanhas do PAIGC, que juntou milhares de apoiantes do líder do partido.

O acordo foi anunciado à Lusa pelo Presidente cessante, José Mário Vaz, que se recandidata ao cargo como independente, e pelo candidato apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), Umaro Sissoco Embaló, em declarações aos jornalistas na cidade da Praia, Cabo Verde.

Questionado sobre se teme perder as eleições por causa desse acordo, Domingos Simões Pereira respondeu que não.

“O meu pacto é com o povo guineense, desde o início que a minha preocupação não é convencer os candidatos, é ter a preferência do povo guineense e continuar a ter uma mensagem que seja capaz de mobilizar o povo guineense”, disse.

O candidato do PAIGC manifestou a esperança de que haja “transparência nestas eleições” e que “as coisas aconteçam em clima de tranquilidade e que o povo guineense se possa expressar”.

Sobre se tem confiança numa vitória à primeira volta, respondeu: “não sou eu que acho, é o povo que acha que há uma urgência e uma necessidade”.

Questionado sobre o acordo que os candidatos opositores anunciaram para todos apoiarem o candidato que entre eles passar à segunda volta contra Simões Pereira, o vice-presidente do partido, Cipriano Cassamá, referiu que isso “não mete medo” ao PAIGC.

A campanha para as eleições presidenciais de domingo, a que concorrem 12 candidatos, terminou ontem, sexta-feira. Lusa

Campanha eleitoral

Domingos Simões Pereira diz que não haverá alternativa à escolha do Povo na urna
Bisssau,22 Nov 19(ANG) – O candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), às presidenciais de 24 de Novembro, afirmou que a Lei deve ser respeitada por todos e que não haverá nunca mais no país a alternativa à escolha do Povo nas urnas.

Domingos Simões Pereira que falava hoje em Bissau, perante milhares de apoiantes no último comício da campanha eleitoral, disse que a sua candidatura apresentou um Manifesto ao Povo guineense durante os 21 dias da campanha eleitoral, com ambição e visão clara para a Guiné-Bissau.
“No nosso Manifesto, afirmamos que, enquanto Presidente da República,  vamos unir os guineenses como um só Povo, porque queremos para que todos nós sermos parte de uma única Nação ,sem pertença étnica, religião ou cidadão da cidade ou tabanca”, explicou.
O líder do PAIGC sublinhou que os guineenses devem demonstrar que são um único Povo, acrescentando que para o efeito devem ser capazes de celebrar a referida identidade que os une.
“A nossa presidência vai produzir a reconciliação de forma a fazer os guineenses unir de novo, depois de muitos anos de tentativa de divisão no seio da nossa sociedade, tendo em conta que somos  filhos da mesma terra”, disse.
Domingos Simões Pereira salientou que, se for eleito Presidente da República, irá fazer uma nova digressão à todas as regiões do país, para  ouvir as preocupações do Povo guineense, conselhos dos anciões e formulas, de facto, para unir a nação guineense.
“Quando apresentamos os problemas  que enfrentamos no país, as pessoas de outros países, questionam se de facto não temos homens grandes na Guiné-Bissau, capazes de intervir para encontrar  soluções”, frisou.
Disse que, para o efeito, se for eleito chefe de Estado, irá criar as condições para que os anciões sejam respeitados na sociedade guineense, acrescentando que não para eles demonstrarem que são os mais sábios, mas têm que ser ouvidos em todas as circunstâncias, de forma a indicarem o caminho a  percorrer.
“Vou reencontrar com os homens grandes de todas as regiões do país para lhes transmitir a nossa confiança no futuro do país, para que possamos ser capazes de dizer que não temos outro paraíso para viver a não ser a Guiné-Bissau”, sublinhou.

Domingos Simões Pereira frisou que não irá permitir que as pessoas nos dividem com base na religião, cor de pele ou na diferença dos cidadãos que nasceram nas tabancas com os da cidade.
Acrescentou que devemos levantar todos para demonstrar que, se existe algo de bom no país, é a humildade e tolerância do Povo guineense.
“Então devemos levar a esperança, o convencimento de que nós todos vamos ser  suficientes para criar um país que Amílcar Cabral e outros combatentes da liberdade da pátria nos tinha prometido”, declarou.
Domingos Simões Pereira informou que enquanto Presidente da República irá trabalhar para que, de facto,   os guineenses encontrem a concórdia nacional, proclamada há muitos anos.
Disse que isso significa que irá trabalhar para que haja justiça, para que as leis sejam implementadas no país, acrescentando que vai igualmente recordar as pessoas de que é possível perdoar e sermos capazes de esquecer os erros do passado e projectar o futuro de reconciliação.
“Enquanto Presidente da República vou garantir  que a justiça tem que funcionar. Vou pedir o perdão de facto, mas nunca vou interferir na justiça de forma a condicionar a sua capacidade de chegar junto de todos os cidadãos”, prometeu Domingos Simões Pereira, apoiado pelo PAIGC, vencedor das legislativas de março passado, e por vários  outros partidos sem assento parlamentar. ANG/ÂC//SG

JOSÉ MARIA NEVES REAGE ÀS DECLARAÇÕES PROFERIDAS POR SISSOKO EMBALÓ SOBRE PAICV E EXIGE PEDIDO DE DESCULPA


O ex-primeiro-ministro e ex-presidente do PAICV, José Maria Neves, mostrou-se insatisfeito com as recentes declarações do candidato presidencial da Guiné-Bissau, Umaru Sissoko Embaló, em que este afirma que aquele partido é o “mal” de Cabo Verde.Numa publicação efectuada na sua página do Facebook, José Maria Neves afirmou que, apesar dos constrangimentos inerentes, Cabo Verde sempre se respeitou e em nenhum momento foi subserviente face aos outros.

Na sequência dos encontros com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, e militantes do seu partido, o Movimento da Alternância Democrática (MADEM-G15), na Praia, recordou Neves que Umaru Sissoko Embaló teceu “duras críticas” ao PAIGC, considerando-o um cancro, que deve ser extirpado, e o “eixo do mal” da Guiné-Bissau.“Segundo ele, em Cabo Verde, o eixo do mal é o PAICV (presume-se que também deve ser extirpado do campo político), e regozijou-se com a sua derrota nas eleições de 2016”, reclamou o ex-primeiro ministro cabo-verdiano.Prosseguindo, acrescentou que sempre que se tentou dividir o mundo entre o bem e o mal e impor o bem, os resultados foram “catastróficos”.“Cada um, em Cabo Verde, no âmbito das famílias e alianças políticas a que pertence, pode apoiar este ou aquele candidato, eu mesmo apoio Domingos Simões Pereira, do PAIGC, como apoiaria o PS, em Portugal, o PSOE, em Espanha, ou o Partido Trabalhista inglês”, escreveu.Este apoio de José Maria Neves, disse, sempre aconteceu “numa perspectiva de tolerância e de respeito mútuo”.“Não posso, de modo nenhum, considerar os adversários políticos dos meus companheiros e amigos da esquerda democrática, como forças do mal, cancros que devem ser eliminados do espaço político”, frisou.Para José Maria Neves, Sissoko Embaló, ao sugerir que um dos partidos políticos cabo-verdianos é uma força do mal, “imiscuiu-se grosseiramente” nos assuntos internos de Cabo Verde, “desrespeitando gravemente” o PAICV, um dos pilares da democracia.Neves defendeu, igualmente, que os mais altos dignitários do país que receberam o candidato guineense “deviam, no mínimo, exigir-lhe um pedido de desculpas”.“Hoje, ele insulta o PAICV, amanhã, aquele insulta o MpD, como ontem Faustino Embali, primeiro-ministro recente e ilegalmente nomeado por José Mário Vaz, insultara grosseiramente o ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades de Cabo Verde, chamando-o de fascista e neocolonialista, pelo facto de apoiar as decisões da CEDEAO e da comunidade internacional a propósito da crise política naquele país”, argumentou.José Maria Neves reforçou ainda que Cabo Verde é um Estado de Direito Democrático, onde as instituições funcionam e são respeitadas e “os partidos políticos são pessoas de bem e esteios essenciais das liberdades civis e políticas e da democracia”.“Não se pode permitir que venha um candidato de outro país, ainda que amigo, contaminar o espaço político, maltratar os partidos políticos com assento parlamentar, e instigar a intolerância, a violência e o medo”, prosseguiu, acrescentando que “só quem não se respeita e não tem sentido de Estado pode permitir tamanho despautério”.José Maria Neves terminou afirmando que ainda se vai a tempo de reparar essa “desconsideração” ao país e às suas instituições democráticas e de exigir um pedido público de desculpas.As eleições Presidenciais naquele país acontecem este domingo, 24 de Novembro. Ao todo, são 12 as figuras que querem chegar à Presidência da Guiné-Bissau, um candidato a menos do que em 2014.Notabanca; 23.11.2010

Publicada por notabanca 

Como garantir que os boletins de votos cheguem a tempo nas localidades mais remotas do país?

Por ONU na Guiné-Bissau

O arquipélago dos Bijagós, com 17 267 eleitores espalhados por 88 ilhas levou as autoridades Bissau-guineenses a estabelecer um sistema de processo eleitoral meticuloso e específico para chegar mais perto da população durante as eleições presidenciais. O material de voto foi recebido em Bubaque, que beneficia-se duma posição mais central que Bolama no arquipélago e garante, portanto, uma melhor logística no transporte de equipamentos para as 77 mesas de voto. Dada a distância entre ilhas e a dependência das marés para a circulação dos barcos, algumas mesas tiveram a particularidade de receber o material um dia antes das eleições, ao contrário do resto do país. Assim, desde ás 5h00 da manhã nesse dia 23 de novembro, foi possível observar no porto de Bubaque dezenas de pirogas a navegar para Canhabaque, Formosa, Unhocomo, Caravela, ou Bolama com a bordo boletins, listas de eleitores, urnas seladas, cabines de votação e voluntários que irão durmir com o equipamento para evitar qualquer risco de substituição.

O Presidente da Comissão Regional de Eleições (CRE) para Bolama-Bijagós, Fernando Gomes Mendes, que pela sétima vez organiza eleições no país, afirma que considerando a situação geográfica peculiar dos Bijagós, nunca houve problemas graves e, após a contagem dos votos, são poucas ou inexistentes as reclamações que chegam até a Presidência da CRE. O Presidente também decidiu entregar uns 15% de boletins a mais para cada mesa, a fim de evitar qualquer possivel falta de equipamento no dia do voto.

Apesar da organização minuciosa, a taxa de abstenção durante as ultimas eleições de março de 2019 foi mais alta nos Bijagós (20,4%) em relação à taxa nacional (15,3%). Uma situação que se explica principalmente visto a distancia das mesas de votos, localizadas ás vezes em ilhas diferentes de onde vivem alguns eleitores.

Posted by FALADEPAPAGAIO