MAIS UMA GREVE A VISTA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DA GUINÉ-BISSAU


Os três sindicatos de professores da Guiné-Bissau apresentaram hoje um pré-aviso de greve para maio para exigir o cumprimento do acordo assinado com o Governo. 
“O Governo só cumpriu com um dos pontos que foi a publicação da revisão do estatuto de carreira docente no Diário Oficial (equivalente ao Diário da República) “, disse o porta-voz dos três sindicatos, Bungoma Duarte Sanha.
Segundo o porta-voz, os professores pretendem realizar a nova greve em dois períodos, nomeadamente entre a 07,08 e 09 de maio e a 14,15 e 16 de maio.Os professores guineenses estiveram em greve entre outubro e o início de janeiro e milhares de alunos perderam o primeiro período do ano letivo.
A greve foi retomada em março, mas os três sindicatos decidiram pela sua suspensão para dar o “benefício da dúvida” ao Governo para cumprir o acordo assinado e depois de ter sido publicado em Boletim Oficial a revisão do estatuto de carreira docente.
Os professores exigem também o pagamento de dívidas salariais acumuladas desde 2003, disse a rádio Sol manci.
Fonte: Notabanca.

Setor de Bigene: HORTICULTORAS DE TANDE PRODUZEM PIMENTA PARA ABASTECER MERCADOS DE BISSAU E ZIGUINCHOR

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[REPORTAGEM abril_2019] As mulheres horticultoras da aldeia de Tande, uma secção de setor de Bigene, região de Cacheu no norte da Guiné-Bissau, transformaram aquela aldeia num grande centro de produção da pimenta verde que é vendido a grupos de mulheres vendedeiras da capital Bissau e de outras cidades do país, como também para as de Ziguinchor, região de Casamança no sul do Senegal. Pimenta é da espécie “Capsicum annuum”, muito utilizado na culinária em todo o mundo.

A secção de Tande é constituída por oito aldeias que no total constituem um aglomerado populacional de mais de mil habitantes. A semelhança de outras aldeias da Guiné-Bissau, enfrenta enormes problemas sociais, desde a falta de um troço de estrada em condições que permita a evacuação dos produtos cultivados naquela aldeia bem como a circulação normal de pessoas e bens.

ONG SOGUIBA APOIA MULHERES DA SECÇÃO DE TANDE NA PRODUÇÃO DE PIMENTA

A aldeia de Tande tem apenas um furo de água potável para toda a população, mas não dispõe de nenhum posto de saúde para, pelo menos, prestar os primeiros socorros aos utentes. A maior parte dos seus habitantes, em particular as mulheres, são horticultoras e trabalham diariamente na produção de pimenta, registando a maior produção na época da chuva.

As mulheres horticultoras das diferentes aldeias que constituem a secção e de outras aldeias beneficiam do apoio da Organização Não Governamental Espanhola – Solidariedade para com a Guiné-Bissau (SOGUIBA) que assiste as horticultoras em materiais para a vedação do espaço bem como em sementes e instrumentos para cultivo.

A SOGUIBA intervém em diferentes áreas, desde a horticultura e agricultura à educação, através de apoios na construção de escolas e ofertas de materiais didáticos às escolas bem como a formação de mulheres para a confeção de rendas.

As mulheres trabalham em conjunto no cultivo da pimenta e na recolha dos mesmos, mas cada uma vende o produto para benefício próprio, apenas disponibilizando uma soma de seis mil francos cfa como contribuição para a compra de inseticidas e de outros materiais necessários ao cultivo da pimenta.

Uma mulher abordada pela repórter confirmou que trabalha naquele campo faz quatro anos e que consegue para já resolver os problemas de sobrevivência da sua família com o dinheiro que ganha da venda das pimentas.

A repórter constatou no terreno um grupo de mulheres a venderem a pimenta num mercado improvisado sob um mangueiro junto de uma casa particular. Vendia-se também a pimenta em baldes e outras amontoadas no chão sob sacos plásticos. Vendiam cinco pimentas a cem (100) francos cfa.

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO REVELA QUE CEM MULHERES TRABALHAM NO PROJETO HORTÍCULA

O presidente da Associação dos Filhos e Amigos de Tande, Aruna Nuanco, explicou na entrevista à repórter que o campo onde as mulheres exercem as suas atividades hortícolas tem uma área de dois hectares vedados, graças a um projeto desenvolvido pela ONG SOGUIBA. Contudo frisou que os arrames utilizados para a vedação dos campos estão danificados e que agora cada mulher é obrigada a procurar varas para vedar a sua parcela.

Nuanco, que preside a associação com mais de 650 membros inscritos, disse que as pimentas produzidas na sua terra são comercializadas na capital Bissau e parte é vendida nas feiras populares de Ingoré e Bula.

“As mulheres vendedeiras saem de Bissau e vêm até a nossa aldeia a procura da pimenta, mas antes de partirem da capital entram em contacto connosco por telefone para fazerem as suas encomendas. Isso permite que as produtoras façam a colheita normal e assim que chegam vão pegar e voltar para Bissau. As senegalesas de Ziguinchor vêm também a procura da pimenta para irem revender, espelhou.

Contou a repórter que mais de cem mulheres têm participado ativamente no projeto, explicando que a horticultura é uma atividade comum das mulheres da sua aldeia e que algumas têm suas hortas em casa. Lamentou, no entanto, a falta de meios para alargar a produção e para o escoamento do produto.

Aruna Nuanco informou que a aldeia dispõe de um centro hospitalar construído pela comunidade local, mas que devido a falta de materiais e de pessoal não está a funcionar. Acrescentou que os habitantes, em caso de problemas de saúde, deslocam-se ao centro de saúde de Ingoré.

ASSOCIAÇÃO ENALTECE APOIO DA ONG SOGUIBA NA CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA

Aruna Nuanco realçou o trabalho e o apoio que a organização espanhola SOGUIBA tem prestado à população daquela zona em diferentes áreas, tendo assegurado que, com o apoio da SOGUIBA, a comunidade conseguiu construir um pavilhão de quatro salas de aulas.

Sublinhou que as quatro salas de aulas construídas não são suficientes tendo em conta o número de crianças na aldeia e nas tabancas arredores que se inscreveram naquela escola. Adiantou ainda que devido à falta de escola obriga-os a colocar em cada uma das salas mais de 50 alunos por período, como forma de inscrever maior número de crianças.

A escola funciona em dois períodos de manhã e à tarde, de 1ª classe e até a 4ª classe, como ensino básico. Este ano conseguiram aumentar de 5ª classe ao nono ano de escolaridade (9ª classe), a fim de poderem inscrever as que concluíram a 4ª classe e que não têm como prosseguir os estudos nas grandes cidades do país, observou.

Relativamente à questão do roubo de gado e outros animais, disse que o chefe de tabanca em colaboração com os responsáveis da associação ajudaram na resolução de vários problemas bem como na mediação de pequenos conflitos devido à ausência de uma entidade estatal (forças de segurança) que tenha o papel de manter a segurança a população.

Nuanco explicou à repórter que a cada ano a sua organização reúne os seus associados com o intuito de traçar grandes projetos e atividades em diferentes domínios e os que devem ser tidos como a prioridade para a aldeia, de acordo com as suas necessidades. Adiantou, no entanto, que este ano a sua organização perspetiva construir uma pequena ponte de madeira que vai ligar a aldeia de Tande à tabanca de Barraca. Justificou que a falta de uma ponte tem dificultado muito a população local como também afeta a produção de arroz nas bolanhas.

O funcionamento da ponte improvisada facilitará a ligação entre as aldeias e permitirá o estabelecimento do comércio entre as aldeias através de feiras populares organizadas pela associação, de forma a permitir trocas e vendas de produtos cultivados localmente, contou o jovem.

Avançou ainda que a sua organização improvisou um mercado local que permite às populações vender os seus produtos localmente para evitar a deslocação até a pequena cidade de Ingoré, onde encontram grandes dificuldades.

Relativamente ao problema da água salgada que afeta as bolanhas devido a danificação dos diques que impedem a entrada de água, disse que a comunidade está a trabalhar intensamente para a recuperação dos diques e consequentemente proteger as bolanhas de água salgada. Contudo, apelou à intervenção das autoridades bem como das organizações não governamentais no sentido de ajudá-los na recuperação das bolanhas como também no apoio em sementes e materiais para aumentar a produção.

Por: Epifania Mendonça

BUREAU POLÍTICO DO PAIGC PROPÕE CIPRIANO CASSAMÁ PARA LIDERAR A ANP E NUNO NABIAM PARA PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE

A Comissão Permanente do Bureau Político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) aprovou os nomes de Cipriano Cassamá para o cargo de presidente da Assembleia Nacional Popular e o do líder de Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) para primeiro vice-presidente do Parlamento.

Para os cargos da primeira e segunda secretária da mesa de Assembleia Nacional Popular, foram aprovados os nomes de Dam Yalá e Gabriela Fernandes, respectivamente.

A lista apresentada pelo terceiro vice-presidente dos libertadores, Califa Seide, foi submetida a votação pelo líder do partido, Domingos Simões Pereira, e aprovada por unanimidade dos membros do Bureau Político presentes na segunda sessão extraordinária da reunião daquele órgão consultivo da direção superior do PAIGC.

A direção do partido reuniu o seu órgão consultivo este sábado, 13 de abril de 2019, para analisar a legislatura finda (IX Legislatura) e projetar a próxima que inicia com a investidura dos novos deputados a 18 do mês em curso. 

O segundo ponto da reunião apresentado aos membros daquele órgão consultivo tem a ver com a apreciação da candidatura a presidente e demais órgãos da mesa de Assembleia Nacional Popular. 

A lista será apresentada amanhã (domingo) aos 351 membros do Comité Central para análise e consequente aprovação. Se for aprovada, será de seguida apresentada e defendida no parlamento pela bancada Parlamentar do PAIGC e partidos aliados (APU-PDGB, UM E PND) na primeira sessão [18 de Abril], que servirá para a constituição da Mesa da Assembleia Nacional Popular.

Salienta-se que o Bureau Político é constituído por 91 membros, mas estiveram presentes nesta reunião 70 pessoas.

GOVERNO GUINEENSE INICIA ABASTECIMENTO DE PESCADOS EM TODOS OS MERCADOS DO PAÍS

Bissau, 12 Abr 19 (ANG) – A ministra das Pescas garantiu que o governo vai criar as condições para abastecer todos os mercados do país com pescado de qualidade.
Segundo a rádio Capital-FM, Maria Adiatú Djaló Nandigna esteve quinta-feira em Bafatá e Gabú com intuito de entregar o primeiro carregamento do pescado para abastecer o mercado local, onde afirmou que o processo vai continuar em todas as localidades do país porque o executivo tem responsabilidade de garantir alimentação ao seu povo.
Acrescentou que a Organização Mundial de Saúde(OMS) exige que, em toda a parte do mundo o consumo mínimo de peixe por cada pessoa deve ser duas vezes por semana, acrescentando que felizmente na Guiné-Bissau é o prato do dia-a-dia.
“Se a população não tiver peixe ao seu alcance, isso significa que o governo não está a cumprir com seu dever, “frisou a governante.
Adiatú Nandigna afirmou que o país não possui nenhuma frota pesqueira mas, o Governo assinou um acordo com uma empresa Chinesa para o abastecimento do mercado nacional.Em nome das mulheres peixeiras, Sirem Mané agradeceu o gesto do governo e apelou o mesmo para colocar uma câmara frigorífica para conservação dos seus pescados.
A mesma delegação do Ministério das Pescas desloca-se esta sexta-feira a Canchungo e Bissorã com o mesmo propósito naquelas cidades do norte do país.
Conosaba/ANG/JD/AC

CASO ARROZ/FILME DO DIA NO Ministério ou “EU VOU, EU VOU” mas NÃO FUI

A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau tentou hoje deter o ministro da Agricultura no âmbito do caso do arroz doado pela China, num momento marcado por alguma tensão, mas foi impedida pelos seguranças do governante.

O ministro Nicolau dos Santos foi ouvido esta manhã por elementos da PJ durante mais de duas horas, no seu gabinete no ministério, tendo a polícia dado ordem de detenção, testemunhou a Lusa no local.

Perante a ordem policial, seguranças do governante tentaram impedir a detenção e arrastaram o ministro para uma outra sala, onde se barricaram.

Nicolau dos Santos tentou resistir à iniciativa dos seus seguranças, dizendo: “Eu vou, eu vou”.

Cerca das 11:30 em Bissau (12:30 em Lisboa), o ministro ainda se encontrava no interior do edifício.

A PJ reforçou entretanto a presença no local, incluindo com agentes armados, e acabou por arrombar a porta.

O momento foi marcado pela tensão, registando-se confrontos entre elementos da PJ e seguranças do ministério, e um jornalista guineense foi agredido.

Segundo fonte da PJ, a diligência está relacionada com o processo “Arroz do Povo”, relativo a arroz doado pela China e que estaria a ser preparado para ser vendido no mercado.

No início desta semana, a PJ apreendeu 36 toneladas de arroz numa quinta do ministro da Agricultura.

Até agora, a operação desencadeada pela PJ guineense no início deste mês já levou à apreensão de pelo menos 136 toneladas daquele alimento, base alimentar dos guineenses.

Além da apreensão feita na segunda-feira na quinta do ministro da Agricultura, a PJ já tinha apreendido outras tantas toneladas de arroz em armazéns em Bafatá alegadamente propriedade da empresa Cuba Lda, cujo dono é Botche Candé, antigo ministro do Interior do país.

Na semana passada, foram detidas três pessoas no âmbito desta operação.

Em declarações à imprensa, o inspetor da PJ responsável pela operação, Fernando Jorge, disse que o arroz doado pela China estava a ser preparado para ser vendido no mercado.

“Só queremos mostrar a nossa determinação e dizer que esta investigação vai até ao fim. A China doou 104 contentores de arroz e agora vamos perceber a dinâmica de distribuição desse arroz”, disse.

Na quinta-feira, após a primeira apreensão de arroz ter sido tornada pública, o ministro da Agricultura esclareceu que os armazéns onde se encontrava o arroz apreendido em Bafatá foram alugados pelo Governo e que o donativo doado pela China não tinha sido desviado.

Num comunicado divulgado à imprensa no mesmo dia, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, que se encontrava em Washington, pediu à PJ para “prosseguir o inquérito visando situar as responsabilidades no descaminho verificado na distribuição do arroz doado pela República Popular da China”. Lusa

ZONA LIVRE DE COMÉRCIO EM ÁFRICA É INICIATIVA MAIS IMPORTANTE DESDE O COLONIALISMO” , DIZ CARLOS LOPES, ECONOMISTA GUINEENSE

Desde a criação da Organização da Unidade Africana [em 1963, atualmente União Africana – UA] que não aconteceu nada desta importância desde o fim do colonialismo e do apartheid”, disse o economista guineense, em entrevista à Lusa por altura da ratificação da Gâmbia, o 22.º país a assinar o tratado, permitindo que entre em vigor.
“Este acordo é histórico por várias razões; pelo tempo recorde desde a sua negociação e o atingir do número necessário para a entrada em vigor, pela sua abrangência e pela sua ambição”, disse Carlos Lopes, lembrando que “foi em 2009 que primeiro se falou de iniciar o processo para uma Zona de Livre Comércio, mas apenas em 2013 se passou à fase negocial”.
Em 21 de março do ano passado, na cimeira extraordinária da UA, que decorreu em Kigali, capital do Ruanda, 44 dos 54 Estados-membros da organização pan-africana aprovaram o acordo que prevê lançar o tratado de criação desta zona de livre comércio, com a designação em inglês de African Continental Free Trade Area (ACFTA).
A criação desta região económica, que visa fortalecer os fragmentados mercados africanos e a presença, a uma só voz, na cena internacional nas negociações com outros blocos, vai permitir apoiar o desenvolvimento de um continente com cerca de 1.200 milhões de habitantes.
A ACFTA permitirá criar o maior mercado do mundo, uma vez que envolverá os 55 Estados-membros da UA, com um Produto Interno Bruto (PIB) acumulado a ascender a 2,5 biliões de dólares, cerca de 2 biliões de euros.
“O acordo foi lançado faz apenas um ano e já vai entrar em vigor”, disse Carlos Lopes, notando que “a União Europeia, em etapas equivalentes do processo, demorou o triplo do tempo e outros acordos similares ainda mais”.
O acordo que entrou em vigor com a assinatura da Gâmbia, o 22.º Estado membro da UA a ratificar o documento, na semana passada, é “o maior acordo de sempre em número de países, populações afetadas e incidência geográfica, e a sua ambição é de não se limitar apenas a questões tarifárias, mas sim alargar o foco para uma verdadeira integração”, salientou o economista da Guiné-Bissau e antigo chefe da Comissão Económica das Nações Unidas para África.
O acordo permite aumentar o comércio intra-africano, que representa atualmente 18% do total das trocas comerciais, em 52% inicialmente”, disse, mas o impacto estimado de 5 a 6% no PIB africano “é exagerado”, disse Carlos Lopes, notando, no entanto, que “o impacto maior no comércio vai possibilitar a industrialização mais acelerada do continente, e todos os estudos são unânimes em prever um maior crescimento para o conjunto da zona, como aliás aconteceu com outras zonas de livre comércio”.
Os valores sobre o comércio intra-africano, explicou, devem ser maiores do que os 18% registados, porque “a informalidade das transações é notória, posto que o verdadeiro volume é certamente maior, e com a liberalização das fronteiras para mercadorias e serviços, que é o que está por enquanto previsto, os números reais vão aparecer pois não haverá necessidade de esconder as transações”.
Os países lusófonos, disse Carlos Lopes, apenas assinaram o tratado, mas os parlamentos nacionais ainda não o ratificaram: “Isso não é surpreendente; o que me parece espetacular é ter-se já 22 países que em tempo recorde, menos de um ano, ratificaram”, concluiu.
Questionado sobre a eficácia de um acordo que está a deixar de fora, pelo menos até agora, a maior economia do continente, a Nigéria, o economista desvalorizou a questão.
“Os nigerianos estavam em período eleitoral e este assunto tornou-se uma batata quente, pois o setor privado de um país de renda vive de importações e revenda; uma parte desses agentes económicos tem pavor da concorrência pelas piores razões, mas não seria essa a posição de quem produz produtos transformados que tem a oportunidade de exportar para os países vizinhos”, argumentou o economista.
As reservas que a Nigéria tem exprimido “podem ser resolvidas com um bom sistema de regulação de disputas e clarificação das chamadas regras de origem dos produtos, que são discussões que ainda não estão terminadas”, acrescentou.
“É melhor fazer parte do processo de as desenhar ou sentar-se no muro enquanto outros deliberam? Para mim é inconcebível os três países que sobram – Nigéria, Tanzânia e Eritreia – manterem a distância, pois todos os tratados com terceiros não serão então aplicados a eles”, disse, questionando: “Será que vão negociar bilateralmente com o resto do mundo? Estamos a ver com o ‘Brexit’ no que isso dá”, concluiu. 
Conosaba/dn.pt/lusa/

PESCAS» SINAMAR DENUNCIA PRÁTICAS DE “MAUS TRATOS” CONTRA MARINHEIROS GUINEENSES EM ALGUNS NAVIOS DE PESCA

Bissau, 09 abr 19 (ANG) – O Presidente do Sindicato Nacional dos Marinheiros disse hoje existir práticas de “maus tractos” contra marinheiros guineenses em alguns navios de pesca, sobretudo de chineses e russos.
João Cá que falava em exclusivo à Agência de Notícias da Guiné- ANG, disse ainda que é muito frequente a prática de despedimento ou revogação unilateral do contrato pelo armador alegando pouca qualidade de prestação de serviço e falta de formação.
João Cá disse que a maioria dos marinheiros nacionais dispõe de formação prática no domínio das pescas.
Quanto aos maus tractos, revelou que o primeiro erro acontece no decurso da inspecção, explicando que os inspectores não fazem análise das condições em que os marinheiros dormem nos navios e isso tem trazido muita discussão entre o capitão dos barcos e os marinheiros.
A título de exemplo, disse que há barcos em que os marinheiros usam cartolina para dormirem, situação que considera de grave, razão pela qual pede a intervenção do Instituto Marítimo Portuário como entidade reguladora do sector para acabar com os maus tratos contra marinheiros nacionais em alguns navios de pesca.
Lamentou por outro lado a não implementação pelo Instituto Marítimo Portuário de uma das deliberações da Organização Internacional de Trabalhadores (OIT) que fixa o salário mínimo de marinheiros em valor superior a 600 dólares.
Acrescentou que este valor também foi aprovado pelo conselho de Administração do Instituto Marítimo Portuário, mas que até agora não está a ser cumprido. 
Conosaba/ANG/LPG/AC//SG

FIBRA ÓPTICA: Vem aí a grande revolução

Por força do consórcio “Bissau Cabo”, administrado por Rui Duarte de Barros e criado pelo governo no âmbito do projeto ACE (African Coast to Europe), a fibra ótica está praticamente pronta para penetrar na Guiné-Bissau.

Segundo dados de 2017 divulgados pela Index Mundi, tem apenas 3.5% da sua população com acesso doméstico à internet, pode ver esse panorama radicalmente alterado já em 2020.

O ACE fornece internet a mais de 20 países, desde a França até à África do Sul, através do cabo de comunicações submarino. Foi, aliás, o primeiro cabo submarino internacional a chegar à Guiné Equatorial, à República da Guiné, à Libéria, à Mauritânia, a São Tomé e Príncipe, à Gâmbia e à Serra Leoa.

Trata-se de um cabo de fibra ótica com 17 mil quilómetros de distância que, agora, pode também vir a transformar a realidade da Guiné-Bissau.

O financiamento para este projeto foi cedido pelo Banco Mundial, no valor de 35 milhões de dólares americanos — empréstimo a ser reembolsado até 2022.

A informação patente no site desta instituição confirma que a estação terrestre localizada em Suru, que terá um cabo de fibra ótica fixado até Antula, tem como objetivo possibilitar a propagação do sinal por cabo em todo o território guineense. Segundo os dados, o término desta operação poderá ser a chave para democratizar o acesso à internet no país.

Numa nação em que o acesso à internet ainda apresenta valores muito diminutos, uma mudança desta dimensão irá impactar o modo de vida da população. Desde os métodos de ensino, que poderão tornar-se mais dinâmicos e diversos, até aos momentos de lazer e à conectividade com o resto do globo, a Guiné-Bissau vive um clima que pode revelar-se tecnologicamente revolucionário. A isso junta-se a redução de custos, discriminada pelo Banco Mundial como um dos principais objetivos desta implementação.

Somos uma entidade sem fins lucrativos que acredita no jornalismo independente. Se esse conteúdo acrescentou algo de relevante ao seu dia, considere apoiar-nos com uma pequena doação. É seguro e leva menos de um minuto. Fonte: Conexão Lusófona

LGDH – Liga Guineense dos Direitos Humanos

Missão de sensibilização na aldeia de Maqué!

Com o apoio financeiro do PNUD Guiné-Bissau, uma delegação da LGDH chefiada pelo seu Presidente o Sr. Augusto Mário da Silva, visitou hoje a aldeia de Maqué Sector de Bissorã, região de Oio, onde recentemente duas pessoas foram brutalmente espancadas até a morte, devido as acusações de práticas de feitiçaria.

Esta missão, visava de um lado, recolher informações sobre os tristes acontecimentos ocorridos nesta localidade, por outro lado, sensibilizar a comunidade local sobre os perigos de persistirem nestas crenças obscurantistas, capazes de minar a paz e convivência pacífica.

Na sua intervenção, Augusto Mário da Silva, condenou mais uma vez os atos de espancamentos que ocorreram naquela aldeia, no dia 28 de Fevereiro de 2019, tendo assegurado que a LGDH tudo fará para que os autores morais e cúmplices sejam traduzidos à justiça e exemplarmente punidos.

“Não podemos permitir que no pleno Sec. XXI os cidadãos sejam amarrados, torturados de forma bárbara e cruel, ao ponto de sucumbirem destes atos hediondos, devido as acusações de práticas que ninguém pode provar”, lamentou o Presidente Augusto Mário da Silva.

Na sua longa intervenção perante os anciões da aldeia, familiares das vítimas e alguns supostos cúmplices, Augusto Mário da Silva lançou um vibrante apelo a população local, a se absterem de todo e qualquer ato de vingança ou a justiça privada, tendo assegurado que a LGDH vai acionar todos os mecanismos ao seu alcance para que a justiça seja feita de forma célere e independente neste caso.

Para Terminar, o Augusto Mário da Silva apelou a reconciliação com base nos critérios da justiça, entre as diferentes famílias envolvidas no caso.

Durante o encontro, era perceptível a revolta dos familiares das vitimas, agravada pelos pressentimentos de impunidade, na justa medida em que, os casos semelhantes na região nunca foram punidos pela justiça.

Infelizmente, a LGDH testemunhou o ambiente de grande tristeza e da dor junto das viúvas das vítimas as quais denunciaram que serão os próximos alvos destas praticas criminosas que têm ceifado dezenas de vidas humanas na Guiné-Bissau, sem que as autoridades nacionais tomassem quaisquer medidas.

Nos próximos dias, a LGDH irá solicitar um encontro de urgência com o Procurador Geral da República para pedir o aprofundamento das investigações sobre este caso, tendo em vista a tradução à justiça de todos os implicados.

LGDH

A Hora do Planeta

A Hora do Planeta é um movimento global para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global, lançado pela primeira vez em 2007. No último sábado de março de cada ano, durante 1 hora, governos, empresas e a população de todo o planeta são convidados a apagar as luzes para demonstrar a sua preocupação com as mudanças climáticas e em favor da conservação dos ecossistemas terrestres e aquáticos.

A família das Nações Unidas na Guiné-Bissau, e em todo o mundo, no dia 30 de março, adere uma vez mais à Hora do Planeta e apela a todos/as que apaguem as luzes por uma hora – a Hora do Planeta. O objetivo é não só contribuir para a preservação do nosso Planeta, como fazer parte da maior plataforma voluntária de cidadãos contra as alterações climáticas.

Desta vez será por uma boa causa ficarmos na escuridão para concentrar a nossa atenção em soluções voltadas às pessoas para proteger o planeta e construir um ambiente sustentável.