BOAD disponibiliza 20 biliões FCFA para reabilitação do Aeroporto de Bissau, notícia Rádio NACIONAL

O BOAD disponibilizou 20 dos 27 bilhões de Francos Cfa necessários para a reabilitação e modernização das infra-estruturas aeronáuticas do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira.

A decisão saída da reunião do Conselho da Administrativo do BOAD, foi anunciada pelo Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, tendo realçado a necessidade do governo recorrer ao empréstimo junto dos bancos comerciais para a cobertura total dos fundos do projecto.

SAMUEL DINIS MANUEL falava ontem na abertura da décima quarta reunião do Comité de Gestão das Actividades Aeronáuticas Nacionais, onde saúdou o contributo da ASECNA para modernização do Aeroporto Osvaldo Vieira.

Foto: net

Aliu Cande

Figura da semana: ADULAI BARY CONQUISTA ESPAÇO EM ÁFRICA

20/07/2019 /

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O jovem empreendor guineense, Adulai Bary, conquista espaço em África. Desta vez foi distinguido no dia 15 de julho de 2019, em Lagos na Nigéria, com o ‘Prémio Jovem Líder do Ano para a Tecnologia’. O galardão vem da organização da África Ocidental “West Africa Leadership And Empowerment Center (WALEC)”.

“Sempre procurando a próxima coisa a criar, ou o próximo grande mundo a conquistar. No entanto, o meu principal objetivo é trazer vitórias para o meu país Guiné-Bissau, e para a África. Dedico este prémio a toda a equipa do InnovaLab e BIGTechnologies que dia e noite trabalham para o desenvolvimento do nosso ecossistema de inovação e empreendedorismo”, escreve o jovem na sua conta no Facebook.


                                      BIOGRAFIA                                                         

Adulai Bary é natural de Bissau. É cofundador do primeiro laboratório de Inovação da Guiné-Bissau “InnovaLab”: O pioneiro acelerador de inovação localizado na Guiné-Bissau. InnovaLab  concentra-se nos setores de impacto social, Educação, Agricultura, Saúde e Infraestrutura e a importância da criação de empregos em todos os seus programas. Figurara entre os mil jovens líderes africanos que participaram no programa Mandela Washington Fellowship 2016, um programa emblemático de treinamento da Iniciativa de Jovens Líderes Africanos (YALI) do então presidente norte-americano Barack Obama, em Empreendedorismo e negócios na Universidade de Nova-Reno.

Bary é o embaixador de ONG mundial O.S.E.R. África na Guiné-Bissau. É também Embaixador do Próximo Einstein Forum (NEF), África Science & Technology 2017 – 2019 da Guiné-Bissau. Salienta-se que os Embaixadores do NEF são jovens campeões de ciência e tecnologia do NEF, um de cada país africano e a Guiné-Bissau tem com todo orgulho o Adulai Bary.

Por: Sene Camará

Principais mercados de Bissau: VENDA DE PRODUTOS ALIMENTARES NO CHÃO E LIXO DEIXAM CÂMARA MUNICIPAL IMPOTENTE

[REPORTAGEM_julho_2019] A venda de produtos alimentares no chão e a falta de higiene que se registam nos principais mercados da capital deixam a Câmara Municipal de Bissau impotente na sua iniciativa de organização e de limpeza dos mercados. A vida dos utentes e dos cidadãos está em risco de contaminação por doenças. Por outro lado, a falta de higiene e a desorganização dos mercados continuam a preocupar os utentes dos mercados, em particular nos principais mercados visitados pela equipa de reportagem do semanário O Democrata, designadamente o mercado de Caracol (Bairro Bandim), a chamada Feira de Cacheu (Bairro Mindara) e o mercado do Bairro Militar, que manifestam-se preocupadas com a situação neste período das chuvas.  

De acordo com a constatação “in loco” feita pela nossa equipa de reportagem, na qual a questão do lixo bem como a falta de espaços para novos utentes continuam a ser o maior desafio da edilidade da capital, sobretudo no que concerne à limpeza dos mercados e à sua organização, proibindo a venda de produtos alimentares no chão.

O mercado de Caracol e de Cacheu (improvisado), as mais populares, também deparam-se com sérios problemas de higiene e de espaços adequados devido à situação geográfica dos mesmos. Aliás, os mesmos problemas são enfrentados pelos três principais mercados visitados, dado que estão no meio de habitações privadas, apesar de serem os mais frequentados.

CARACOL ENTRE A INICIATIVA DE BOAS PRÁTICAS DE LIMPEZA E A PERSISTÊNCIA DO LIXO  

Não obstante a deterioração que se verifica em algumas zonas dos mercados confrontados com falta de higiene e falta de espaço, os utentes improvisam a venda dos peixe, fruta e outros produtos hortícolas no chão, onde estendem plásticos ou panos (em tecido africano) no chão para neles exporem os seus produtos.

A nossa reportagem não ouviu nenhum “viva-alma” que se movimentam naqueles mercados reclamar que os produtos alimentares estavam expostos no chão. Compram-nos sem hesitação. 

Registaram-se algumas melhorias no mercado de Caracol em comparação com os anos anteriores, dado que os utentes em colaboração com funcionários de Câmara Municipal, removem o lixo todos os dias do interior do mercado. No fim de cada dia de trabalho lavam a zona pavimentada com produtos de limpeza enquanto outras zonas, fora do edifício do mercado, são deixadas abandonadas, sem cuidados nenhuns em termos de higiene. Muitas vezes são os próprios utentes quem limpa os lugares onde trabalham. 

As mulheres “bideiras”, que vendem fora do edifício principal devido a falta do espaço no interior, improvisam, com recurso a baldes com água ou outros materiais, para conservar os seus produtos e assim evitar expô-las no chão.

Mas nem todos os utentes têm esse cuidado. Por falta de espaço no interior do mercado, a maioria que vende fora usa plásticos ou panos estendidos no chão, onde expõem para venda dos seus produtos, sem se preocuparem com o risco de contaminação dos seus produtos.    

FORÇAS DE ORDEM GARANTEM SEGURANÇA DO MERCADO DE CARACOL E AOS UTENTES

Em termos de segurança, registaram-se melhorias significativas, de acordo com os utentes abordados pela nossa equipa de reportagem. O mercado conta com um corpo de elementos das forças de ordem pública colocados para garantir a segurança do mercado e dos utentes. As forças de ordem dispõem de uma esquadra situada a 100 metros do portão principal do mercado.

De acordo com os utentes, após a chegada das forças de segurança registou-se uma significativa redução de roubos, no período da noite, sobretudo os carteiristas que atuavam de dia, gatunos que perturbavam muito os cidadãos que circulavam no mercado. Os elementos da polícia circulam por todo o mercado durante o dia, alguns deles a paisana. Movimentam-se no interior e nos arredores, controlam o mercado a fim de garantir a segurança aos utentes e seus bens.

Os proprietários dos ’boutiques’ e armazéns do mercado contratam seguranças à empresas de segurança ou guardas particulares para cuidar dos seus armazéns no período da noite, dado que sentem-se mais confortáveis com os guardas privadas a noite, uma vez que as forças de ordem muitas vezes não conseguem garantir a total segurança do local.

No que diz respeito à água, Caracol dispõe de água canalizada junto às casas de banho. Estas têm condições básicas de funcionamento e é exigida uma taxa de 25 francos cfa para urinar, 100 francos cfa para um uso mais “pesado”.

A responsável das mulheres vendedeiras do mercado de Caracol, Glόria Có, explicou na entrevista que a Câmara Municipal de Bissau conseguiu cumprir com parte da promessa feita de manter o edifício principal do mercado limpo. Contudo diz que falta a construção de balcões que também é uma das promessas feitas pelos responsáveis da edilidade, cujo objetivo é acabar com a venda de produtos alimentares no chão.

“Os agentes da Câmara, no final da tarde, fazem toda a limpeza, recolhem o lixo e lavam o recinto e os pavimentados. Essa iniciativa assumida pela Câmara ajuda muito a deixar o interior do mercado limpo e acaba com o mau cheiro”, contou para de seguida assegurar que nenhuma vendedeira deseja colocar os seus produtos no chão, sobretudo nesta época da chuva. Mas lamenta a falta de espaço adequado. Segundo a sua explanação, isso leva os utentes a vender os produtos no chão, com os riscos de contrair doenças infecciosas.

MERCADO IMPROVISADO DE CACHEU – UMA AMEAÇA À SÁUDE DE UTENTES E CONSUMIDORES

O mercado improvisado de Cacheu que se encontra no meio de habitações no bairro de Mindara é confrontado também com sérios problemas de higiene e de superlotação devido a falta do espaço, mas é um dos mercados mais procurados da capital para a venda de produtos hortícolas e peixe seco trazido da região de Cacheu.

A famosa feira de Cacheu ocupa uma rua estreita entre a antiga discoteca “Cabana” e o interior do bairro. Algumas vendedeiras ocupam outras ruas próximas, até a beira da estrada, com os seus produtos expostos no chão. 

As vendedeiras ocupam casas particulares para colocar os seus produtos. Perante essa situação, são obrigadas a pagar o espaço ocupado do particular bem como a pagar a Câmara Municipal pela ocupação. A movimentação das pessoas naquele mercado leva as vendedeiras a ocupar até as bermas da estrada, o que torna muito difícil trânsito de carros e de pedestres. 

Segundo Célia Yalá, uma moradora de Belém e utente daquele mercado improvisado, a localização geográfica do mercado não é nada boa porque interfere e dificulta o trânsito e cria aglomeração de pessoas na estrada. 

“O mercado é muito apertado, sujo e com mau cheiro! Recorremos ao mesmo porque não temos alternativa. Vimos algumas vendedeiras a terem cuidado com os seus produtos, por isso usam objetos altos para colocar os produtos, mas nem todas tomam esses cuidados. Vimos todos os dias produtos expostos no chão junto ao lixo”, explicou.

VENDEDORES RESPONSABILISAM A CÂMARA MUNICIPAL PELA FALTA DE CONDIÇÕES DE HIGIENE

A localização do mercado não a permitiu ter casa de banho própria que estaria disponível para os utentes. Por isso, os utentes são obrigados a recorrer às casas de banho dos moradores, onde são obrigados a pagar 50 francos cfa para urinar e 100 francos para o outro “serviço”.

O mercado não dispõe de uma equipa encarregue da limpeza ou da remoção do lixo, pelo que são os utentes que acabam por fazer o serviço ou cada um procura limpar apenas o seu espaço.  

A vendedora da peixe, Celeste Té, disse a repórter que pagam diariamente aos proprietários do terreno 300 francos cfa e à Câmara Municipal de Bissau 150 francos pela ocupação do espaço, mas lamenta o facto de serem eles mesmos a ocupar-se da limpeza do mercado e da remoção do lixo.

“Para além do espaço que pagamos duas vezes diariamente, ao proprietário e à Câmara Municipal, pagamos mais 100 francos aos jovens dos carrinhos de mão para remover o lixo retirado dos nossos espaços para um local onde há contentores de lixo. A câmara não fez nada aqui, para além de cobrar dinheiro aos utentes, por isso responsabilizamo-la pela situação da degradação em que se encontra este mercado. Se estivermos no espaço de particulares, que a câmara deixe de cobrar-nos o espaço, deixando apenas os proprietários cobrar”, lamentou para de seguida avançar que todos os dias recebem críticas de consumidores que circulam pelo mercado sobre a falta de higiene e relativas aos produtos expostos no chão.

Lembrou ainda que a Câmara, no passado, queria retirar-lhes daquele lugar, transferindo toda a gente para o mercado de Bandim, mas o mercado de Bandim estava totalmente lotado por comerciantes estrangeiros, razão pela qual não conseguiram mudar – se para aquele mercado, resolveram ficar.

“Outra razão para não estarmos no mercado de Badim tem a ver com a clientela. Se conseguir espaço e a maioria das colegas não conseguir, poderá ficar vítima e não ter muitos clientes no mercado de Bandim, sobretudo a procura de produtos hortícolas e de peixe seco. A maioria que ficar terá o domínio do mercado. É verdade que a situação deste mercado é precária, mas conseguimos vender e muito os nossos produtos e os clientes estão habituados ao espaço”, contou.

Lamentou ainda que atualmente o negócio esteja difícil devido à atual situação financeira do país, o que acaba por criar a subida de preços dos produtos. Informou, por exemplo, que compram o famoso peixe “Bica” junto dos pescadores no valor de 3500 (três mil e quinhentos) F.CFA por quilograma e outros peixes primeira a 2500 (dois mil e quinhentos) junto dos pescadores.

“Nós somos obrigados a aumentar um pouco, acima do valor de compra para podermos ganhar alguma coisa, tendo em conta os gastos que fizemos”, disse.

Um dos vendedores de panos de “Pinte” no mercado de Cacheu, Papis Ié, contou que pagam aos proprietários dos terrenos 5000 francos cfa mensais pela ocupação do espaço, enquanto pagam à Câmara Municipal 150 francos diários e 3000 francos mensais aos proprietários de armazéns onde guardam os materiais e os seus panos. 

“O mercado não tem nenhumas condições para funcionar corretamente, mas não temos alternativa, por isso decidimos ficar aqui para trabalhar e conseguir o nosso ganha-pão do dia-a-dia. Comecei a vender aqui no ano passado depois de as mulheres abandonarem este espaço que estou a ocupar. Vendo panos tradicionais que custam entre 12 a 18 mil francos cfa, muito procurados para as cerimónias tradicionais”, notou.

MERCADO DO BAIRRO MILITAR – UM DOS MAIS PROCURADOS DA CAPITAL E MAIS VULNERÁVEL

O mercado do Bairro Militar, considerado o terceiro mais popular da Capital, é tido igualmente como um dos mercados mais vulneráveis devido à aglomeração dos utentes, o que dificulta a sua limpeza.

Contudo, é o mercado com mais organização em relação aos dois outros, nomeadamente o mercado do Caracol e o de Cacheu. A nossa repórter constatou que a maioria dos produtos vendidos são colocados em cima de balcões ou mesas construídas a madeira, evitando assim o contato direto com lamas e águas sujas nesta época da chuva. No entanto, nota-se ainda um pequeno número de mulheres que vedem cebolas, foles e outros produtos expostos no chão. 

O mercado dispõe de casa de banhos para homens e para mulheres, situada a menos de 100 metros do sítio onde as mulheres preparam comidas (Tchep, Caldos e pratos tradicionais guineenses) e de outro local onde se deita lixo, o que constituiu perigo a saúde dos utentes e dos consumidores.  

De acordo com informações recolhidas no terreno, a esquadra da polícia do bairro militar envia sempre alguns agentes para manter a segurança, que sofria roubos constantes e ataque de carteiristas e de gatunos. A semelhança de outros mercados visitados, os utentes contrataram guardas para o período da noite. 

O Secretário-geral de associação dos utentes do mercado do Bairro Militar (AUMEB), Mamade Darame, disse que a situação tem vindo a melhorar aos poucos, graças à intervenção da sua organização, que trabalha para a melhoria das condições sanitárias do mercado e a instalação de uma política de boas maneiras. 

Mostrou-se preocupado com a situação do lixo e de venda ilegal de medicamentos, que segundo a sua explicação, a sua organização não tem competências para exigir dos utentes cuidados na vendas dos produtos bem como dos moradores a não deitarem o lixo no mercado, mas acredita que as autoridades competentes farão esforços para pôr fim a tais práticas que põem em risco a saúde pública.    

Explicou que, apesar de a Câmara retirar com regularidade o lixo, vê-se o acumular dos lixos no mercado devido ao número de utentes. Também alguns moradores dos arredores do mercado aproveitam e deitam o seu lixo junto ao mercado para que, quando a câmara passar, o possa recolher.  

Contou que diariamente pagam 150 francos à Câmara Municipal e que são eles (os vendedores/proprietários de cacifos) que assumem as despesas com os guardas noturnos. As três casas de banho foram reabilitadas com esforços da associação mas que segundo ele são insuficientes aos seus utentes.  

Por: Epifânea Mendonça

Foto: Marcelo Na Ritche

OdemocrataGB

MINISTÉRIO PÚBLICO É UMA ENTIDADE MUITO IMPORTANTE NO CAMBATE À CORRUPÇÃO”, diz Ladislau Embassa

O Procurador-geral de República afirmou que o Ministério Público “é uma entidade muito importante no combate à corrupção e por essa razão deve estar dotados de meios operacionais”.
Ladislau Embassa que falava esta sexta-feira (19/7) no acto de entrega dos materiais informáticos oferecidos pela embaixada de China aos diferentes departamentos da sua instituição, diz ainda que o governo deve criar condições necessárias para o razoável funcionamento do ministério público.
“ O Ministério Público é uma entidade muito importante no combate à corrupção e por essa razão deve estar dotado de meios que lhe permita ter a capacidade operacional necessária para poder desenvolver o seu trabalho o que neste momento não existe, falta quase tudo e penso que essa situação não pode continuar e cabe ao governo criar as condições necessárias para o razoável funcionamento da instituição”, diz para depois avançar que “ sem esses meios, o ministério público, acabará por colocar-se numa situação como um soldado que vai ao campo de batalha sem arma”.

Por seu lado, o coordenador do gabinete de auditoria do Ministério Público Lassana Dafé concordou que os materiais recebidos irão permitir o aumento do nível de trabalho “ porque realmente o Ministério Público tem tido dificuldades em termos de materiais informáticos”.
De referir que o ministério publico beneficiou de 20 computadores, 9 impressoras e uma fotocopiadora.
Por: Nautaran Marcos Có/radiosolmansi com Conosaba do PortoPublicada por CONOSABA DO PORTO

PRESIDENCIAIS 2019» NÚCLEO DE APOIO REAFIRMA QUE CIPRIANO CASSAMÁ TEM APOIO DA ACTUAL DIREÇÃO DO PAIGC

Bissau, 19 jul 19 (ANG) – O porta-voz do Núcleo de Apoio à candidatura de Cipriano Cassamá às primárias do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) para a escolha de um candidato para às eleições presidenciais de 24 de Novembro, afirmou que o líder do parlamento guineense conta com apoio da actual direcção dos libertadores para esse desiderato.
Em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira, Abubacar Sanha disse que o actual presidente da Assembleia Nacional Popular Cipriano Cassamá durante 5 anos defendeu a nação e partido de “unhas e dentes” e que perante a crise política constitucional fez tudo em defesa do PAIGC.
Aquele responsável contrariou a posição dos seus colegas de Cabo Verde que antecipadamente sem ouvir a direção do partido, começaram a fazer recolhas de assinaturas para que o Presidente do PAIGC Domingos Simões Pereira avançasse como o candidato do partido às presidenciais de Novembro,acrescentando que nesse momento a única pessoa que tem o dossier de candidatura oficial depositado no partido é o Cipriano Cassamá. 
“Temos a garantia de que Cipriano Cassamá vai ganhar as primárias e a direção do partido vai lhe dar todo o apoio para concorrer às eleições presidenciais”,revelou.
Informou que o Núcleo já recolheu quatro mil assinaturas em Bissau, desde o momento que o Cipriano Cassamá mostrou a sua intenção de concorrer às primárias no PAIGC, acrescentando que vão continuar os trabalhos de recolhas de asinaturas igualmente no interior do país. 
Conosaba/ANG/DMG/ÂC

O Secretário de Estado de Segurança e Ordem Pública considera de precária as condições laborais das forças paramilitares do país.

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Mário Saiegh falava esta sexta-feira (19/7) depois da visita conjunta com o ministro do Interior as instalações do Comissariado da Polícia da Ordem Publica, da Intervenção Rápida e algumas esquadras da capital Bissau.

Segundo Saiegh, esta precariedade laboral das forças policiais tem a ver com a desorganização interna existente anteriormente no próprio ministério.

“É um pouco difícil ver o que constatamos. Os agentes não têm condições que é extremamente precária, mas eles estão a fazer na medida de possível em cumprimento das suas obrigações. É verdade que temos que admitir que talvez toda esta situação da precariedade é o fruto de um pouco da desorganização existente anteriormente no ministério”, afirma o Secretário de estado.,

Saiegh admitiu ainda que o actual executivo pretende reorganizar o ministério dentro do limite, por isso, solicita a colaboração da população.

“Esta nomeação do Ministro e o Secretário do estado é uma atenção especial que o governo dá a este sector, por isso, vamos tentar reorganizar esta casa dentro do limite da lei, nada podemos permitir com excesso, tanto por parte da população assim como da força de segurança. Portanto é bom que haja a colaboração também por parte da população para que alguns tempos, que a própria população possa ver as forças policiais como um colaborador, não como as forças repressivas apenas”, prometeu  

Na quarta-feira última, o ministro do Interior visitou diferentes departamentos que compõem a instalação do próprio ministério para constatar e avaliar as informações formais que já recebeu por parte dos responsáveis.

Por: Braima Sigá

FOI FEITA O LANÇAMENTO DA PRIMEIRA PEDRA DO PARQUE ARTESANAL, PROJETO DA SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO E ARTESANATO.

O DISCURSO DA SECRETÁRIA DE ESTADO

“É com regozijo especial que quero desejar a todos os ilustres convidados e participantes que vieram testemunhar, pela sua vontade e convicção da sua importância a inauguração solene de uma cerimónia singela mas simbólica e fundadora da criação deste espaço urbano de projecçao e qualidade e da originalidade dos produtos do artesanato da Guiné-Bissau.

Quero expressar as minhas mais sinceras palavras de agradecimento pelo calor humano aqui demonstrado pelos nossos dignissimos convidados e pelo interesse inequívoco que souberam manisfestar em prol da qualificação e certificação da actividade artesanal, da sua divulgação e promoção em prol do desenvolvimento económico e do progresso social relativo a situação jurídico laboral dos artesãos nacionais da sua árdua, engenhosa e nobre profissão.

Minhas Senhoras e meus senhores

O Patrimônio cultural da Guiné-Bissau requer uma valorização e requalificação ambiciosa de modo a transformá-lo num produto de grande potencial com interesse para o desenvolvimento da actividade turística com o objectivo de fomentar a geração de receiras decorrentes desta actividade, visto que o sector do Turismo pode ser catalisador de uma importante fonte de crescimento económico, de criação de emprego e de redução da pobreza, pela transversalidade das suas valências no que a promoção e valorização de outras actividades conexas diz respeito.

Entretanto, ao Governo cabe, através da acção da Secretaria de Estado do Turismo e Artesanato e por intermedio da minha determinação, assumir a responsabilidade política de criar e garantir condições conducentes a ultrapassar alguns obstáculos fundamentais ao desenvolvimento sustentável do Artesanato enquanto produto turístico e privilegiado na estratégia de reforço do turismo de índole cultural com base na grande atractividade turística das actividades e exposições artesanais no espaço urbano.

Esta visão requer uma acção concertada e planificacda dos diferentes órgãos responsáveis pelos sectores do turismo e do aratesanato, com base em princípios e objectivos definidos no quadro de um plano estratégico nacional de desenvolvimento do Turismo.

A estratégia do Governo para a implementação do referido plano deverá eleger modelos de parceria público privado como solução adequada a equação da problemática de financiamento dos projectos turísticos, que permitirá aos promotores privados nacionais ou estrageiros trabanhar em consonância com o governo na concepção e na execução dos futuros projetos turísticos, tendo em conta a necessidade de preservação e de convergência dos interesses públicos e privados envolvidos.

Os Futuros Investimentos públicos ou privados e acções que favoreçam o desenvolvimento de actividades artesanais com interesse para o sector do Turismo deverão visar prioritariamente na criação de emprego principalmente a favor das mulheres e juvens artesãos nas comunidades locais, a formação de recursos humanos necessários a garantia de qualidade dos serviços prestados, a construção e melhoramento de infra-estruturas básicas para o estabelecimento recomendável de organizações artesanais por forma a contribuir para a promoção da economia do artesanato no plano municipal, através da criação de soluções para a estratégia nacional de desenvolvimento qualitativo e sustentável do turismo na Guine-Bissau.

Para esse efeito, a comunidade dos actores envolvidos no processo de desenvolvimento turístico na Guiné-Bissau deve trabalhar em estreita colaboração no sentido de ajudar a reforçar os pilares da estratégia nacional de desenvolvimento de actividades artesanais, bem como assegurar a sua responsabilidade económica e ambiental.
Do ponto de vista legal, o Governo não poupara esforços no sentido de conceder os apoios jurídicos necessários a atracção e acolhimento de projectos de investimento e da criatividade no sector do artesanato de maneira transparente.

Com efeito, gostaria de endereçar as minhas mais sinceras palavras de agradecimento a Assembleia Nacional Popular, através da atenção e amabilidade do seu presedente, Sua Excelencia Engenheiro Cipriano Cassama pela horosa cooperação institucional prestada com vista a concretização deste projeto inédito, bem assim a Câmara Municipal de Bissau e especialmente ao seu presidente cessante, Sua Excelencia Dr. Luis de Melo, pelo apoio concedido na desponibilização do espaço, e que não soube poupar os seus enérgicos esforços em prol da facilitação deste nobre Projeto.

Muito Obrigada pela Vossa presença e pela Vossa Preciosa atenção.”

Secretaria de Estado do Turismo e Artesanato

PAÍS DEPARA COM AUMENTO DAS MOSCAS QUE DESTROEM MANGAS

V

A direcção dos Serviços de Protecção Vegetal diz estar preocupada com o aumento da taxa de famílias de moscas que destroem as frutas de mangas nos diferentes campos agrícolas no país

É neste âmbito que se iniciou, esta quinta-feira (18), uma formação de dois dias para os técnicos de diferentes instituições no domínio de luta contra moscas de frutas nas mangas na Guiné-Bissau.

Perante esta preocupação, o responsável para o seguimento e vigilância do projecto de luta contra moscas de frutas nas mangas, Delfim Domingos da Costa, explica que em todo território denota-se o número elevado do índice desta espécie nas mangas”.

“Na zona norte do país a situação está um pouco a diminuir devido ao empenho dos populares da zona fronteiriças da parte da Guiné-Bissau e Senegal enquanto na zona sul contínua a aumentar num nível acelerado que é muito preocupante”, alertou o responsável do seguimento e Vigilância.

A propagação de Bactrocera invadiu a Guiné-Bissau, no início 2004, provavelmente saído de Sri Lanka e está a pôr em causa a produção de manga e citrinos e o seu sucesso comercial e ainda agrava as condições socioeconómicas dos fruticultores, provocando a desistência dos camponeses a investir nesse sector.

O responsável considerou que as mangas Roxa (conhecidas na Guiné-Bissau por Modja barba” são muito doces que tornam-se alvos predilectos de pássaros e moscas e apresentam “todavia podridão e amolecimento interno da polpa”.

“Esta mosca ataca até legumes mais e, nós estamos a trabalhar na manga e actualmente a espécie de Modja Barba é que mais afecta com a questão de mosca uma situação que poderá diminuir a produção da manga”, referiu Delfim Domingo da Costa.

Delfim Domingos da Costa aconselha os produtores a seguirem as orientações da Direcção dos Serviços de Protecção Vegetal por forma a evitar mais propagação da situação do género no país.

“A forma correcta que os produtores devem estar apegados quando detectarem esta situação na horta é escavar buraco para depois enterrá-lo e depois as mangas danificadas devem ser colocadas num saco plástico para deitar no sol a fim de matar o insecto e por último é a limpeza da horta sempre para purificar o lugar”, aconselhou Delfim da Costa.

Mosca de manga é uma espécie resistente a pesticidas tradicionais e facilmente se adapta às diferentes condições agro-ecológicas.

Radio Sol Mansi

A nova imagem da diplomacia guineense

Durante a Cimeira da CPLP a decorrer no Mindelo, a Ministra dos negócios estrangeiros, Suzi Barbosa, declarou:
“A circulação e a cidadania têm sido temas recorrentes na Agenda da CPLP, daí que esperamos que o Conselho de Ministros reunido no Mindelo adopte medidas que contribuam para o processo de construção da cidadania lusófona e criação de condições para uma Mobilidade efectiva dos cidadãos lusófonos dentro do espaço da CPLP.

Acreditamos que mobilidade é um factor fundamental para a coesão e consolidação de uma Comunidade, por isso, decorridos tantos anos, é tempo de darmos passos concretos nessa matéria, a fim de consolidarmos a nossa Comunidade. Para tal, é fundamental um impulso político da nossa parte.

Suzi Barbosa que chegou ao Mindelo num vôo da TAP, em classe económica, participou na cerimónia de assinatura do 1° protocolo de acordo entre a UE, Instituto Camões, Portugal, Cabo-verde e o novo Governo da Guiné-Bissau.

O projeto GESTDOC, de proteção documental, no âmbito do processo das reformas da da justiça e modernização da administração pública, previsto no Programa Terra Ranka. 

Suzi Barbosa aproveitou ainda esta breve passagem por Cabo-Verde para reunir-se com a comunidade guineense residente nesse país irmão, para inteirar-se da sua situação.

Fonte: Televisão de Cabo-Verde