IDRISSA DJALÓ ACUSA JOMAV DE FAZER PARTE DA ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA DO PAÍS

O líder do Partido da Unidade Nacional, Idrissa Djaló, insurgiu-se esta segunda-feira, 13 de maio de 2019, contra atitude do Presidente da República, José Mário Vaz, perante o impasse na composição da Mesa da ANP, acusando-o ainda de fazer parte de uma associação criminosa existente no país e de usar argumentos falaciosos para atrasar o país e dividir os guineenses para salvar a sua agenda pessoal.

Idrissa Djaló disse que razões evocadas na última sexta-feira pelo Chefe de Estado não justificam o atraso na nomeação de novo Primeiro-ministro e, consequentemente, formação do governo. Afirma, no entanto, que os deputados não votaram a figura de Braima Camará para o posto de 2º vice-presidente da Mesa da ANP porque é Mandinga ou muçulmano, mas, sobretudo porque gozam de um direito político para fazer escolhas que julgarem corretas, sublinhando que se sente assustado com a “insensibilidade” de José Mário Vaz face aos problemas que o país enfrenta.

“Infelizmente, a Guiné-Bissau tem uma classe política que não acredita na própria democracia e que sempre usou a subversão e violência como caminhos para encontrar soluções aos problemas que o país enfrenta”,  lamenta. Idrissa nega que não há crise no parlamento “apenas o Braima Camará é que não foi votado como 2º vice-presidente da Mesa da ANP, porque não conseguiu voto do PAIGC e dos partidos (aliados) com quais tem acordo de incidência parlamentar”.

O presidente de PUN sustenta ainda que tanto o coordenador do MADEM-15 como o próprio partido não podiam esperar que, depois de tudo que aconteceu, o PAIGC dê ainda benefício de dúvida àquela formação política e acusa JOMAV de “sistematicamente” utilizar mentiras para salvar a sua agenda pessoal e cada vez mais determinado em destruir o país.  

“Estamos na política, cada um a defender seus interesses e não seria admissível deixar que MADEM-G15 controlasse PAIGC e o Presidente da República como uma marionete e é claro que votar Braima Camará é entrega-lo as chaves de poder deste país que o povo confiou ao PAIGC. Estamos simplesmente a aplicar a democracia, parlamento está a funcionar, há uma maioria clara e uma mesa constituída.

Disse que José Mário Vaz é um homem perdido que tem medo do seu passado porque vai ser julgado pelos crimes que cometeu no passado e aconselha ao Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15) e ao Partido da Renovação Social como partidos democráticos que são a posicionarem-se claramente sobre o funcionamento da democracia guineense. E que assumam publicamente que as eleições são a única via para chegar ao poder na Guiné-Bissau, como também reconhecer que houve eleições justas e transparentes e que houve vencedores com a responsabilidade de governar o país.

O DEMOCRATA

CNE PROPÕE REALIZAÇÃO DAS PRESIDENCIAIS A 3 DE NOVEMBRO


A Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau propõe que as eleições presidenciais se realizem a 03 de Novembro, de acordo com um cronograma de actividades para o escrutínio. O cronograma indica também a data de 08 de Dezembro para a segunda volta.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau propõe que as eleições presidenciais se realizem a 03 de Novembro, de acordo com um cronograma de actividades para o escrutínio. O cronograma indica também a data de 08 de Dezembro para a segunda volta, de acordo com a agência Lusa.

Por outro lado, a CNE indicou, esta segunda-feira, em comunicado, que cabe ao Presidente, José Mário Vaz, a marcação das eleições presidenciais. O chefe de Estado disse, na sexta-feira, que não dependia “exclusivamente” de si.
Esta é a resposta da CNE às declarações do Presidente guineense. Na sexta-feira, José Mário Vaz afirmou aos jornalistas: “Eu vou marcar, mas não depende exclusivamente de mim. Há o GTAPE (Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral) e a CNE (Comissão Nacional de Eleições). Eles é que estão a preparar a agenda para propor datas possíveis para haver eleições, é preciso ouvir o Governo e partidos políticos com assento parlamentar. Perante este ambiente eu não posso marcar a data enquanto aqueles órgãos não se pronunciarem sobre o assunto.”

Em comunicado, divulgado esta segunda-feira, a CNE esclarece que a “marcação da data das eleições compete ao Presidente da República, ouvido o Governo, que é a entidade responsável para a mobilização de recursos, os partidos políticos, que são protagonistas da disputa eleitoral, e a CNE, responsável pela organização e gestão do processo eleitoral”.
De acordo com RFI, a CNE acrescenta que pode enviar, esta segunda-feira, para a Presidência da República o Cronograma das Actividades para as Eleições Presidenciais em “nome da salvaguarda do interesse público e da estabilidade e paz social, tão almejadas”.
O chefe de Estado guineense termina o seu mandato a 23 de Junho.
Entretanto, quase dois meses depois das eleições legislativas, a 10 de Março, o Presidente da República, José Mário Vaz, ainda não ouviu os partidos com assento parlamentar, nem indigitou o futuro primeiro-ministro.
Os deputados, eleitos em Março, só tomaram posse a 18 de Abril e o início da X legislatura demonstrou fracturas político-partidárias que existem no país com o impasse criado com a eleição para a mesa da Assembleia Nacional Popular.
O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC, a APU-PDGB, a UM e o PND, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 e o Partido de Renovação Social, com 48.


Notabanca

Líder de PUN considera de falaciosa justificação do Chefe de Estado para não nomear Primeiro-Ministro


Bissau, 13 de Mai 19 – (ANG) – O líder do Partido da Unidade Nacional (PUN),considerou hoje de enganador o argumento do Presidente da República que condiciona a nomeação do novo Primeiro-ministro com o entendimento na Assembleia Nacional Popular (ANP).

Idrissa Djaló falava hoje numa conferência de imprensa disse que não há crise no parlamento guineense, mas sim  a reprovação, através de uma votação dos deputados, do nome do coordenador do Movimento para Alternância Democrática (Madem-G-15),Braima Camará para as funções de  segundo vice-presidente do hemiciclo, que para assumir essa função precisa dos votos de PAIGC e seus aliados.
“Como rivais políticos, o Braima Camará e o seu movimento não podem esperar que depois de todo o conflito político que passaram, o PAIGC vai- lhe dar benefícios políticos ou prendas”, questionou  Djalo para acrescentar que , “logicamente que não”, porque na política  cada um defende os seus interesses .
O político disse que o coordenador do Madem – G-15 controla o Presidente da República como uma marioneta, aceitá-lo como o segundo vice-presidente da ANP, estar-se-a a entregar a esta pessoa e o seu partido chaves do poder da Guiné-Bissau, o que não foi decidido nas urnas.
Para Djaló , o que está a acontecer no parlamento guineense não passa de um exercício da democracia.
Salientou que a ANP esta a funcionar, há uma maioria clara e uma mesa constituída e se o Madem ainda  duvida disso, que apresente, de novo, o nome de Braima Camará para a votação.
“Por razões simplesmente políticas os partidos da nossa aliança não vão votá. É tão simples ou seja não se trata de uma questão religioso ou tribal, trata-se da política, de pura política e isto é a democracia e um direito de cada deputado votar com a sua consciência e da sua crença política ”, frisou.
Questionado sobre  qual será o passo seguinte para se sair do empasse político uma vez que José Mário Vaz na semana passada condicionou a nomeação do novo Chefe do Governo ao entendimento no parlamento Djaló reafirmou a sua posição de que não há crise na ANP,salientando que o Chefe do Estado uma vez no final do seu mandato tem medo do seu passado.
Referiu que José Mário Vaz tem  a consciência de que no dia 23 de Junho deste ano termina o seu mandato e que vai ser confrontado com os crimes que já tinha cometido no passado que vão ser julgados porque até aqui esta a beneficiar da imunidade que vai acabar.
“Está perdido,  e com medo . Esta a tentar, por todos os meios, provocar o caos no país”, afirmou Idrissa Djaló
O líder do PUN, um dos aliados do PAIGC,  salientou ainda que está a espera que o Madem-G15 e o Partido da Renovação Social (PRS) ,enquanto partidos democráticos, se posicionem claramente sobre o funcionamento da democracia guineense, “porque  assumiramm publicamente que as eleições são a única via para chegar ao poder na Guiné-Bissau”. 
ANG/MSC//SG

CO-FUNDADOR AFIRMA QUE “É HORA DE DESMANTELAR FACEBOOK”


O co-fundador do Facebook, Chris Hughes, disse, num artigo de opinião publicado no The New York Times, que “é hora de desmantelar” a rede social, e apelou aos reguladores a tomarem medidas.
Chris Hughes,  que ajudou a criar a maior rede social do mundo, há 15 anos,  descreve Mark Kuckerberg, em artigo retomado pela Newsletter DN_Insider, como “uma pessoa boa e generosa” e que  “tem uma influência que mais ninguém tem no  sector privado ou no governo”.

Criticando o monopólio da empresa que ajudou a criar e onde já não trabalha há mais de dez anos, Chris Hughes refere que Mark Zuckerberg “criou um leviatã  que expulsa o empreendedorismo e restringe a escolha do consumidor”.

Perante este cenário, o co-fundador da rede social pede aos reguladores medidas para limitar a operação do Facebook.
Enquanto empresa, o Facebook tem a seu cargo o Messenger, o Instagram e também o WhatsApp, com as estimativas a apontar que Zuckerberg controle cerca de 80% das receitas das redes sociais.
De acordo com Chris Hughes, Mark Zuckerberg “controla três plataformas de comunicação nucleares – Facebook, Instagram e WhatsApp – usadas por milhares de milhões de pessoas todos os dias”.

“O Mark consegue decidir sozinho como configurar os algorítmos do Facebook, para determinar aquilo que as pessoas vêem nos feeds de notícias, que definições de privacidade usam e que tipo de mensagens são entregues. Ele define as regras”, escreve no artigo de opinião.

 “O governo deve responsabilizar Mark. Há demasiado tempo que os legisladores estão maravilhados com o crescimento explosivo do Facebook, e desvalorizam a responsabilidade de garantir que os americanos estejam protegidos e que os mercados sejam competitivos”, aponta Chris Hughes.

Nos últimos anos, têm sido flagrantes os problemas de privacidade do Facebook, com as críticas a adensarem-se. O caso Cambridge Analytica é o maior exemplo, levando até Mark Zuckerberg a reconhecer que a reputação da empresa, relativamente ao tema da privacidade, não é a melhor.

Esta semana, tornou-se conhecido que, além de uma multa avultada, as negociações entre o Facebook e a FTC (regulador norte-americano) poderão também implicar a integração de novos executivos no quadro da rede social, para discutir as questões de privacidade na actividade da empresa.

Notabanca

Centenas de crianças-soldado libertadas na Nigéria

Milícia pró-governamental nigeriana libertou, esta sexta-feira (10.05), 894 crianças envolvidas na luta contra os rebeldes islâmicos do Boko Haram, segundo a ONU.

Quase 900 crianças, das quais mais de 100 meninas, foram, esta sexta-feira (10.05), resgatadas a um grupo armado do Nordeste da Nigéria e vão agora ser alvo de programas de reintegração.

Segundo informação da UNICEF, as crianças, 894 no total, foram libertadas das fileiras do grupo Civilian Joint Task Force em Maiduguri, no nordeste da Nigéria, na sequência de um acordo assinado em 2017, em que o grupo se comprometeu a adotar medidas para acabar com o recrutamento de crianças-soldados.

Com esta libertação, sobe para 1.727 o número de crianças e jovens resgatados desde 2017, sublinha a Unicef, em comunicado.

Proteger os direitos das crianças

“Qualquer compromisso para a libertação das crianças é um passo na direção certa para a proteção dos direitos das crianças e deve ser reconhecido e encorajado”, referiu o representante da Unicef na Nigéria, Mohamed Fall, acrescentando que “as crianças do Nordeste da Nigéria suportaram o peso deste conflito. Elas têm sido usadas por grupos armados como combatentes e não-combatentes e testemunharam a morte, o assassínio e a violência”.

O mesmo responsável lembra ainda que: “Não podemos desistir de lutar pelas crianças quando estas ainda são afetadas pelos combates. Continuaremos até que não haja mais crianças nas fileiras de todos os grupos armados na Nigéria”.

O atual conflito armado no Nordeste da Nigéria levou ao recrutamento, entre 2013 e 2017, de mais de 3.500 crianças, com o objetivo de serem usadas por grupos armados não-estatais. “Outras foram raptadas, mutiladas, violadas e mortas”, acrescenta a UNICEF.

Nos anos de 2017 e 2018, cerca de 9.800 pessoas, anteriormente associadas a grupos armados, bem como crianças vulneráveis, estiveram em programas de reintegração organizados pelas Nações Unidas.

DW

FMI diz que economia guineense está sob stresse

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou esta sexta-feira que a situação orçamental da Guiné-Bissau está sob stresse e que é preciso “estancar” os aumentos da dívida pública, conter a despesa e arranjar financiamento adicional.

A situação orçamental da Guiné-Bissau continua sob stresse. Primeiramente devido a despesas mais elevadas do que o previsto, o défice público em inícios de 2019 ultrapassou significativamente a meta do projeto de orçamento. O défice foi também significativamente superior ao período homólogo de 2018, ano em que se estima ter atingido 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB), numa base de compromissos”, afirmou, em conferência de imprensa, Tobias Rasmussen, chefe da missão do FMI.

Segundo o responsável, em simultâneo aumentaram as pressões sobre o financiamento, o que resultou num “crescente saldo de contas para pagar”.

O FMI estima o diferencial de financiamento para 2019 em cerca de 3% do PIB, mas uma “maior produção de caju deve ajudar a fazer aumentar o crescimento do PIB real estimado de 3,8% em 2018 para cerca de 5% em 2019”, mas, ressalva, “preços inferiores de caju implicam riscos de queda da atividade económica e da cobrança da receita fiscal”.

Nesse sentido, durante as reuniões que a missão teve em Bissau foram discutidos os passos para assegurar a sustentabilidade orçamental e reforço das finanças públicas. “Para reduzir o défice, garantir o pagamento de salários e outras obrigações, assim como estancar os aumentos da dívida pública, será necessária uma combinação abrangente de mobilização acrescida de receita, contenção da despesas e identificação de financiamento adicional”, salienta o FMI.

Durante a sua estadia em Bissau, o FMI também abordou a questão da evolução do setor financeiro, no qual, sublinhou, se “registou um avanço encorajador no sentido da resolução dos litígios relacionados com o resgate bancário de 2015, cancelado pelo Governo”.

Segundo o FMI, depois do declínio do crédito bancário à economia, estão a “avançar de forma célere planos no sentido de uma resolução amigável do litígio e concomitante recapitalização de um dos bancos que, se concluído com sucesso, representariam um apoio relevante à estabilidade financeira e crescimento a longo prazo”.

O FMI deverá regressar a Bissau para mais consultas e possível assinatura de um acordo de Facilidade de Crédito Alargado, com o novo Governo, em Setembro. Lusa

Figura da semana: GUINEENSE CARLOS LOPES CONTINUA ENTRE OS AFRICANOS MAIS INFLUENTES

11/05/2019 / OdemocrataGB / No comments

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[SEMANA 18_2019] O economista e docente universitário da Guiné-Bissau, Carlos Lopes, surge na posição 85 entre os 100 ‘Africanos mais Influentes’ e é destacado como um “líder intelectual”, numa lista elaborada pela Revista ‘The Africa Report’, na sua classificação inaugural sobre as principais figuras africanas que controlam as alavancas do poder em toda a política, negócios, desporto, comunicação e artes: dos bilionários aos pacificadores imprevisíveis e super-estrelas do mundo artístico e do desporto. A lista foi divulgada no passado dia 01 de Maio de 2019.

O também antigo chefe da Comissão Económica das Nações Unidas para África tem estado a trabalhar na adaptação de um “New Green Deal” para África, tentando “pressionar os formuladores de políticas” sobre como “adaptar-se à mudança climática e impulsionar a industrialização ao mesmo tempo”, lê-se na publicação ‘Vivências Press News’. Criada em 2005 em Paris, a revista The Africa Report é uma publicação mensal e pertence ao mesmo grupo editorial da revista Jeune Afrique. Em 2006, 2007 e 2012 venceu o Diageo Africa Business Reporting Award na categoria de melhor órgão de imprensa.

                                                                       BIOGRAFIA

Carlos Lopes nasceu em Canchungo, Região de Cacheu (norte da Guiné-Bissau), a 7 de Março de 1960. Desempenhou anteriormente as funções de Coordenador residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil. É Doutor em História pela Universidade de Paris 1/Panthéon-Sorbonne. Foi consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura (UNESCO).

Integrou os quadros do PNUD em 1988 como economista do desenvolvimento. Em Novembro de 2005, foi nomeado Director dos Assuntos Políticos, Humanitários e de Manutenção da Paz no Gabinete do Secretário-Geral da ONU, na gestão de Koffi Annan. Foi Diretor Executivo da UNITAR e Sub-secretário Geral da ONU.

Foi Secretário Executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África (CEA). Faz parte de um grupo de quadros africanos selecionados pelo Presidente do Rwanda, Paul Kagami, para fazer reformas económicas na União Africana. É autor de numerosa bibliografia sobre questões de desenvolvimento e estudos africanos e lecionou em universidades e instituições académicas em Lisboa, Zurique, México, Uppsola.

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