MINISTÉRIO PÚBLICO É UMA ENTIDADE MUITO IMPORTANTE NO CAMBATE À CORRUPÇÃO”, diz Ladislau Embassa

O Procurador-geral de República afirmou que o Ministério Público “é uma entidade muito importante no combate à corrupção e por essa razão deve estar dotados de meios operacionais”.
Ladislau Embassa que falava esta sexta-feira (19/7) no acto de entrega dos materiais informáticos oferecidos pela embaixada de China aos diferentes departamentos da sua instituição, diz ainda que o governo deve criar condições necessárias para o razoável funcionamento do ministério público.
“ O Ministério Público é uma entidade muito importante no combate à corrupção e por essa razão deve estar dotado de meios que lhe permita ter a capacidade operacional necessária para poder desenvolver o seu trabalho o que neste momento não existe, falta quase tudo e penso que essa situação não pode continuar e cabe ao governo criar as condições necessárias para o razoável funcionamento da instituição”, diz para depois avançar que “ sem esses meios, o ministério público, acabará por colocar-se numa situação como um soldado que vai ao campo de batalha sem arma”.

Por seu lado, o coordenador do gabinete de auditoria do Ministério Público Lassana Dafé concordou que os materiais recebidos irão permitir o aumento do nível de trabalho “ porque realmente o Ministério Público tem tido dificuldades em termos de materiais informáticos”.
De referir que o ministério publico beneficiou de 20 computadores, 9 impressoras e uma fotocopiadora.
Por: Nautaran Marcos Có/radiosolmansi com Conosaba do PortoPublicada por CONOSABA DO PORTO

PRESIDENCIAIS 2019» NÚCLEO DE APOIO REAFIRMA QUE CIPRIANO CASSAMÁ TEM APOIO DA ACTUAL DIREÇÃO DO PAIGC

Bissau, 19 jul 19 (ANG) – O porta-voz do Núcleo de Apoio à candidatura de Cipriano Cassamá às primárias do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) para a escolha de um candidato para às eleições presidenciais de 24 de Novembro, afirmou que o líder do parlamento guineense conta com apoio da actual direcção dos libertadores para esse desiderato.
Em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira, Abubacar Sanha disse que o actual presidente da Assembleia Nacional Popular Cipriano Cassamá durante 5 anos defendeu a nação e partido de “unhas e dentes” e que perante a crise política constitucional fez tudo em defesa do PAIGC.
Aquele responsável contrariou a posição dos seus colegas de Cabo Verde que antecipadamente sem ouvir a direção do partido, começaram a fazer recolhas de assinaturas para que o Presidente do PAIGC Domingos Simões Pereira avançasse como o candidato do partido às presidenciais de Novembro,acrescentando que nesse momento a única pessoa que tem o dossier de candidatura oficial depositado no partido é o Cipriano Cassamá. 
“Temos a garantia de que Cipriano Cassamá vai ganhar as primárias e a direção do partido vai lhe dar todo o apoio para concorrer às eleições presidenciais”,revelou.
Informou que o Núcleo já recolheu quatro mil assinaturas em Bissau, desde o momento que o Cipriano Cassamá mostrou a sua intenção de concorrer às primárias no PAIGC, acrescentando que vão continuar os trabalhos de recolhas de asinaturas igualmente no interior do país. 
Conosaba/ANG/DMG/ÂC

O Secretário de Estado de Segurança e Ordem Pública considera de precária as condições laborais das forças paramilitares do país.

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Mário Saiegh falava esta sexta-feira (19/7) depois da visita conjunta com o ministro do Interior as instalações do Comissariado da Polícia da Ordem Publica, da Intervenção Rápida e algumas esquadras da capital Bissau.

Segundo Saiegh, esta precariedade laboral das forças policiais tem a ver com a desorganização interna existente anteriormente no próprio ministério.

“É um pouco difícil ver o que constatamos. Os agentes não têm condições que é extremamente precária, mas eles estão a fazer na medida de possível em cumprimento das suas obrigações. É verdade que temos que admitir que talvez toda esta situação da precariedade é o fruto de um pouco da desorganização existente anteriormente no ministério”, afirma o Secretário de estado.,

Saiegh admitiu ainda que o actual executivo pretende reorganizar o ministério dentro do limite, por isso, solicita a colaboração da população.

“Esta nomeação do Ministro e o Secretário do estado é uma atenção especial que o governo dá a este sector, por isso, vamos tentar reorganizar esta casa dentro do limite da lei, nada podemos permitir com excesso, tanto por parte da população assim como da força de segurança. Portanto é bom que haja a colaboração também por parte da população para que alguns tempos, que a própria população possa ver as forças policiais como um colaborador, não como as forças repressivas apenas”, prometeu  

Na quarta-feira última, o ministro do Interior visitou diferentes departamentos que compõem a instalação do próprio ministério para constatar e avaliar as informações formais que já recebeu por parte dos responsáveis.

Por: Braima Sigá

FOI FEITA O LANÇAMENTO DA PRIMEIRA PEDRA DO PARQUE ARTESANAL, PROJETO DA SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO E ARTESANATO.

O DISCURSO DA SECRETÁRIA DE ESTADO

“É com regozijo especial que quero desejar a todos os ilustres convidados e participantes que vieram testemunhar, pela sua vontade e convicção da sua importância a inauguração solene de uma cerimónia singela mas simbólica e fundadora da criação deste espaço urbano de projecçao e qualidade e da originalidade dos produtos do artesanato da Guiné-Bissau.

Quero expressar as minhas mais sinceras palavras de agradecimento pelo calor humano aqui demonstrado pelos nossos dignissimos convidados e pelo interesse inequívoco que souberam manisfestar em prol da qualificação e certificação da actividade artesanal, da sua divulgação e promoção em prol do desenvolvimento económico e do progresso social relativo a situação jurídico laboral dos artesãos nacionais da sua árdua, engenhosa e nobre profissão.

Minhas Senhoras e meus senhores

O Patrimônio cultural da Guiné-Bissau requer uma valorização e requalificação ambiciosa de modo a transformá-lo num produto de grande potencial com interesse para o desenvolvimento da actividade turística com o objectivo de fomentar a geração de receiras decorrentes desta actividade, visto que o sector do Turismo pode ser catalisador de uma importante fonte de crescimento económico, de criação de emprego e de redução da pobreza, pela transversalidade das suas valências no que a promoção e valorização de outras actividades conexas diz respeito.

Entretanto, ao Governo cabe, através da acção da Secretaria de Estado do Turismo e Artesanato e por intermedio da minha determinação, assumir a responsabilidade política de criar e garantir condições conducentes a ultrapassar alguns obstáculos fundamentais ao desenvolvimento sustentável do Artesanato enquanto produto turístico e privilegiado na estratégia de reforço do turismo de índole cultural com base na grande atractividade turística das actividades e exposições artesanais no espaço urbano.

Esta visão requer uma acção concertada e planificacda dos diferentes órgãos responsáveis pelos sectores do turismo e do aratesanato, com base em princípios e objectivos definidos no quadro de um plano estratégico nacional de desenvolvimento do Turismo.

A estratégia do Governo para a implementação do referido plano deverá eleger modelos de parceria público privado como solução adequada a equação da problemática de financiamento dos projectos turísticos, que permitirá aos promotores privados nacionais ou estrageiros trabanhar em consonância com o governo na concepção e na execução dos futuros projetos turísticos, tendo em conta a necessidade de preservação e de convergência dos interesses públicos e privados envolvidos.

Os Futuros Investimentos públicos ou privados e acções que favoreçam o desenvolvimento de actividades artesanais com interesse para o sector do Turismo deverão visar prioritariamente na criação de emprego principalmente a favor das mulheres e juvens artesãos nas comunidades locais, a formação de recursos humanos necessários a garantia de qualidade dos serviços prestados, a construção e melhoramento de infra-estruturas básicas para o estabelecimento recomendável de organizações artesanais por forma a contribuir para a promoção da economia do artesanato no plano municipal, através da criação de soluções para a estratégia nacional de desenvolvimento qualitativo e sustentável do turismo na Guine-Bissau.

Para esse efeito, a comunidade dos actores envolvidos no processo de desenvolvimento turístico na Guiné-Bissau deve trabalhar em estreita colaboração no sentido de ajudar a reforçar os pilares da estratégia nacional de desenvolvimento de actividades artesanais, bem como assegurar a sua responsabilidade económica e ambiental.
Do ponto de vista legal, o Governo não poupara esforços no sentido de conceder os apoios jurídicos necessários a atracção e acolhimento de projectos de investimento e da criatividade no sector do artesanato de maneira transparente.

Com efeito, gostaria de endereçar as minhas mais sinceras palavras de agradecimento a Assembleia Nacional Popular, através da atenção e amabilidade do seu presedente, Sua Excelencia Engenheiro Cipriano Cassama pela horosa cooperação institucional prestada com vista a concretização deste projeto inédito, bem assim a Câmara Municipal de Bissau e especialmente ao seu presidente cessante, Sua Excelencia Dr. Luis de Melo, pelo apoio concedido na desponibilização do espaço, e que não soube poupar os seus enérgicos esforços em prol da facilitação deste nobre Projeto.

Muito Obrigada pela Vossa presença e pela Vossa Preciosa atenção.”

Secretaria de Estado do Turismo e Artesanato

PAÍS DEPARA COM AUMENTO DAS MOSCAS QUE DESTROEM MANGAS

V

A direcção dos Serviços de Protecção Vegetal diz estar preocupada com o aumento da taxa de famílias de moscas que destroem as frutas de mangas nos diferentes campos agrícolas no país

É neste âmbito que se iniciou, esta quinta-feira (18), uma formação de dois dias para os técnicos de diferentes instituições no domínio de luta contra moscas de frutas nas mangas na Guiné-Bissau.

Perante esta preocupação, o responsável para o seguimento e vigilância do projecto de luta contra moscas de frutas nas mangas, Delfim Domingos da Costa, explica que em todo território denota-se o número elevado do índice desta espécie nas mangas”.

“Na zona norte do país a situação está um pouco a diminuir devido ao empenho dos populares da zona fronteiriças da parte da Guiné-Bissau e Senegal enquanto na zona sul contínua a aumentar num nível acelerado que é muito preocupante”, alertou o responsável do seguimento e Vigilância.

A propagação de Bactrocera invadiu a Guiné-Bissau, no início 2004, provavelmente saído de Sri Lanka e está a pôr em causa a produção de manga e citrinos e o seu sucesso comercial e ainda agrava as condições socioeconómicas dos fruticultores, provocando a desistência dos camponeses a investir nesse sector.

O responsável considerou que as mangas Roxa (conhecidas na Guiné-Bissau por Modja barba” são muito doces que tornam-se alvos predilectos de pássaros e moscas e apresentam “todavia podridão e amolecimento interno da polpa”.

“Esta mosca ataca até legumes mais e, nós estamos a trabalhar na manga e actualmente a espécie de Modja Barba é que mais afecta com a questão de mosca uma situação que poderá diminuir a produção da manga”, referiu Delfim Domingo da Costa.

Delfim Domingos da Costa aconselha os produtores a seguirem as orientações da Direcção dos Serviços de Protecção Vegetal por forma a evitar mais propagação da situação do género no país.

“A forma correcta que os produtores devem estar apegados quando detectarem esta situação na horta é escavar buraco para depois enterrá-lo e depois as mangas danificadas devem ser colocadas num saco plástico para deitar no sol a fim de matar o insecto e por último é a limpeza da horta sempre para purificar o lugar”, aconselhou Delfim da Costa.

Mosca de manga é uma espécie resistente a pesticidas tradicionais e facilmente se adapta às diferentes condições agro-ecológicas.

Radio Sol Mansi

A nova imagem da diplomacia guineense

Durante a Cimeira da CPLP a decorrer no Mindelo, a Ministra dos negócios estrangeiros, Suzi Barbosa, declarou:
“A circulação e a cidadania têm sido temas recorrentes na Agenda da CPLP, daí que esperamos que o Conselho de Ministros reunido no Mindelo adopte medidas que contribuam para o processo de construção da cidadania lusófona e criação de condições para uma Mobilidade efectiva dos cidadãos lusófonos dentro do espaço da CPLP.

Acreditamos que mobilidade é um factor fundamental para a coesão e consolidação de uma Comunidade, por isso, decorridos tantos anos, é tempo de darmos passos concretos nessa matéria, a fim de consolidarmos a nossa Comunidade. Para tal, é fundamental um impulso político da nossa parte.

Suzi Barbosa que chegou ao Mindelo num vôo da TAP, em classe económica, participou na cerimónia de assinatura do 1° protocolo de acordo entre a UE, Instituto Camões, Portugal, Cabo-verde e o novo Governo da Guiné-Bissau.

O projeto GESTDOC, de proteção documental, no âmbito do processo das reformas da da justiça e modernização da administração pública, previsto no Programa Terra Ranka. 

Suzi Barbosa aproveitou ainda esta breve passagem por Cabo-Verde para reunir-se com a comunidade guineense residente nesse país irmão, para inteirar-se da sua situação.

Fonte: Televisão de Cabo-Verde

Sistema nacional de saúde da Guiné-Bissau está doente”

Relatório da Liga Guineense dos Direitos Humanos apresenta um quadro negro do sistema de saúde, com corrupção à mistura. Falta tudo, desde orçamento a equipamento e fiscalização.

Krankenhaus in Bissau (Gilberto Fontes)

Um estudo apresentado em Bissau, nesta quinta-feira(18.07), pela Liga Guineense dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau mostra que o sistema nacional de saúde do país está doente, quase inoperante, ineficaz e pouco transparente, onde os doentes são obrigados a comprarem tudo para serem assistidos nos centros de saúde públicos, com equipamentos obsoletos. A Liga fala ainda em corrupção no processo de junta médica.

O país regista uma das mais elevadas taxas de mortalidade materna e neonatal da sub-região oeste africana, refere o relatório sobre o Direito à Saúde. O documento, produzido em 2018 e apresentado nesta quinta-feira pela Liga Guineense dos Direitos Humanos, relata disfuncionamento do sistema de saúde, que contribui decisivamente para o agravar dos problemas no acesso e a qualidade do serviço de saúde prestado aos guineenses, disse o presidente da Liga, Augusto Mário da Silva.

“O disfuncionamento do nosso sistema de saúde começa desde logo com a insignificante dotação orçamental afecta a este setor estratégico, passando pela insuficiência dos recursos humanos em termos qualitativos e quantitativos, pela degradante situação das infraestruturas e dos equipamentos devido à falta de manutenção adequada, pela repartição desigual dos recursos disponíveis, venda no mercado farmacêutico nacional de medicamentos de origem duvidosa, bem como pela ausência de mecanismos de controle da atuação dos profissionais que intervém no sector”, lê-se no documento apresentado em Bissau.

O relatório da Liga Guineense dos Direitos Humanos sobre o direito à saúde constatou que, mesmo como os apoios internacionais, os programas nacionais de combate às doenças, como a malária e o HIV/SIDA, apresentam falhas graves e que as respostas que têm sido apresentadas à população não são adequadas.

Krankenhaus in Bissau

Médicos no Hospital Nacional Simão Mendes

Os profissionais de saúde são acusados de fazer o mínimo possível para salvar a vida, de enraizar a cultura do improviso e de abdicar da cultura de excelência. A isto acresce uma cultura institucional pouco colaborativa em que os médicos se sabotam ou trabalham uns contra os outros.

Corrupção na junta médica

O relatório refere ainda um baixo nível de fiscalização, fraca capacidade de gestão nos hospitais e uma falta de transparência nos centros de saúde. E sublinha a corrupção no processo de atribuição de junta médica, em que os doentes ficam na Guiné-Bissau e os candidatos à imigração são contemplados.

Ainda de acordo com o diagnóstico apresentado pela Liga Guineense dos Direitos Humanos, o sistema de saúde guineense não tem mínimas condições de resposta às catástrofes naturais ou epidemias. Na longa lista de problemas estão também a deficiente cobertura dos serviços de cuidados primários de saúde, insuficiência ou quase ausência de meios de diagnósticos e outros equipamentos médicos indispensáveis, diz o relatório apresentado por Augusto Mário da Silva.

“A tudo isso, se associam o disfuncionamento da inspeção sanitária, excessiva dependência de apoios do exterior para o funcionamento de rotina, ausência de um mecanismo legal e institucional de integração e coordenação do sector privado e de medicina tradicional, implantação anárquica de postos inaquados de tratamento médico, aquisição e introdução de medicamentos no mercado sem qualquer mecanismo rigoroso de controlo de qualidade, enfim, o Sistema Nacional de Saúde Guineense está doente”, referiu.

Doentes compram até fios de sutura

Na Guiné-Bissau, segundo o relatório, o cidadão comum é obrigado a comprar até as luvas que o médico usa para ser assistido no hospital público. E no interior do país, onde vivem guineenses mais pobres, a situação é ainda pior. Em todos os hospitais e centros de saúde, a Liga encontrou falta de meios ou equipamentos de diagnóstico obsoletos, citando o caso do tratamento do cancro para realçar a inexistência de um modelo de despiste atempado, o que leva à morte muitos doentes que podiam ser salvos.

Guinea Bissau Afrika Krankenhaus

Doentes compram material básico para serem tratados nos hospitais

“Em nome do Estado Social de Direito que a Guiné-Bissau proclama formalmente, é totalmente inaceitável que os utentes do nosso sistema nacional de saúde, na sua maioria em situação de extrema pobreza, continuem a custear diretamente do seu bolso a aquisição de materiais básicos de tratamento médico nomeadamente, sondas, agulhas, cateteres, Mascaras de proteção facial, soros fisiológicos, água oxigenada, lâminas de cirurgias, luvas e até fios de sutura, com o agravante de nas regiões as populações serem obrigadas a arcar com os custos de evacuação de doentes que oscilam entre 50 e 150 mil francos CFA” revelou o estudo sobre o estado da saúde guineense.

O documento mostra que não há uma visão e vontade política dos sucessivos Governos, o que por si só evidencia a existência de uma rede de interesses obscuros que impede a efetivação de um serviço nacional de saúde eficiente e eficaz. Fato que transforma os estabelecimentos hospitalares em autenticas unidades de cuidados paliativos, e que também constitui um perigo enorme para a vida dos profissionais de saúde. Além de defender que estas falhas e faltas apontadas devem ser suprimidas, a Liga Guineense dos Direitos Humanos exorta o novo Governo a aumentar a dotação do Orçamento Geral do Estado para o setor da saúde, construir mais centros de assistência médica e, ainda, a aumentar a fiscalização da atividade sanitária, no sentido de garantir maior responsabilização dos agentes do setor.Inverter o cenárioOuvir o áudio03:49

Sistema nacional de saúde da Guiné-Bissau está doente – Estudo

Na sua curta declaração aos jornalistas, a nova ministra da saúde guineense, Magda Nely Robalo Silva, avisa que a Guiné-Bissau está ainda longe de grandes progressos no sector: “Nós vamos precisar de bastante tempo para atingirmos o nível de qualidade de servições que respeite a dignidade de cada guineense, que nos façam sentir cidadãos de primeira categoria, que nos façam não ter medido de adoecer durante a noite e de ter que ir a um serviço de saúde porque sabemos que vamos estar em boas mãos. Nós ainda estamos longe disso”, disse.

Para inverter a tendência, Magda Silva avisa que é preciso que todos os atores do sistema da Saúde assumam as suas responsabilidades e reconheçam que têm poder sobre a vida das pessoas. O desafio, segundo a ministra, é fazer com que as pessoas voltem a confiar no sistema de saúde guineense e uma maior consciencialização nos cuidados de saúde. Primeira mulher a dirigir o departamento de luta contra doenças transmissíveis e o programa de luta contra o paludismo (malária) na região africana da OMS, Magda Robalo espera que seja possível aumentar o nível técnico, tanto em termos de diagnóstico como de tratamento no país, dentro de quatro anos e desta forma reduzir a ida de doentes para o estrangeiro.

Magda pretende continuar a cooperação, alargar o leque de parceiros, tanto nacionais como internacionais, mas melhorar a capacidade de absorção de ajudas, melhorar a imagem do país e ainda prestar contas aos parceiros.

Ladislau Embassa: “MINISTÉRIO PÚBLICO SEM RECURSOS NÃO PODE COMBATER A CORRUPÇÃO”

19/07/2019 / OdemocrataGB / No comments

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O Procurador Geral da República, Ladislau Clemente Embassa, afirmou esta sexta-feira 19 de julho de 2019,  que o Ministério Público é uma entidade muito importante no combate à corrupção razão pela qual deve estar dotado de meios que permitam ter capacidade operacional necessária para desenvolver o seu trabalho.

Ladislau Embassa falava na cerimônia de distribuição dos equipamentos informáticos oferecidos pelo governo chinês aos diferentes serviços daquela instituição. Na ocasião, Embassa disse faltava quase tudo no ministério público, tendo exortado o executivo, enquanto entidade responsável pela gestão dos recursos públicos, a criar condições necessárias para o razoável funcionamento do ministério público.

Aquele responsável adiantou que, se o ministério público não tiver recursos, acabará por colocar-se numa situação como a de um soldado que vai ao campo de batalha sem arma. Por essa razão, entende que o governo tem que velar por essa situação, porque a sociedade exige muito do ministério público e tem essa obrigação de cumprir a função constitucional e legal.

“Acabamos de proceder a distribuição dos equipamentos informáticos oferecidos pela embaixada de China e entendemos que é importante dotarmos o ministério público de ferramentas necessárias para que consiga desenvolver devidamente a sua função, porque depois de termos visitado as dependências do ministério público constatamos que existem carências enormes que preocupam a direção. A partir daí, solicitamos o apoio da Embaixada de China que se prontificou em responder à essa solicitação. Agradecemos ao embaixador da República Popular da China no país por mais esta colaboração”, sublinhou.

Para o Coordenador de Auditoria do Ministério Público, Lassana Dafé, os materiais recebidos irão ajudar de certa forma a criar condições e aumentar o nível do trabalho, porque no passado o ministério público tem tido dificuldades em termos de materiais informáticos. Portanto essa ajuda da República Popular da China vai contribuir na melhoria do serviço.

Importa salientar que foram oferecidos pela embaixada de China 20 computadores, 10 impressoras e um maquina fotocopiadora.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A      

19/07/2019 / OdemocrataGB / No comments

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O Procurador Geral da República, Ladislau Clemente Embassa, afirmou esta sexta-feira 19 de julho de 2019,  que o Ministério Público é uma entidade muito importante no combate à corrupção razão pela qual deve estar dotado de meios que permitam ter capacidade operacional necessária para desenvolver o seu trabalho.

Ladislau Embassa falava na cerimônia de distribuição dos equipamentos informáticos oferecidos pelo governo chinês aos diferentes serviços daquela instituição. Na ocasião, Embassa disse faltava quase tudo no ministério público, tendo exortado o executivo, enquanto entidade responsável pela gestão dos recursos públicos, a criar condições necessárias para o razoável funcionamento do ministério público.

Aquele responsável adiantou que, se o ministério público não tiver recursos, acabará por colocar-se numa situação como a de um soldado que vai ao campo de batalha sem arma. Por essa razão, entende que o governo tem que velar por essa situação, porque a sociedade exige muito do ministério público e tem essa obrigação de cumprir a função constitucional e legal.

“Acabamos de proceder a distribuição dos equipamentos informáticos oferecidos pela embaixada de China e entendemos que é importante dotarmos o ministério público de ferramentas necessárias para que consiga desenvolver devidamente a sua função, porque depois de termos visitado as dependências do ministério público constatamos que existem carências enormes que preocupam a direção. A partir daí, solicitamos o apoio da Embaixada de China que se prontificou em responder à essa solicitação. Agradecemos ao embaixador da República Popular da China no país por mais esta colaboração”, sublinhou.

Para o Coordenador de Auditoria do Ministério Público, Lassana Dafé, os materiais recebidos irão ajudar de certa forma a criar condições e aumentar o nível do trabalho, porque no passado o ministério público tem tido dificuldades em termos de materiais informáticos. Portanto essa ajuda da República Popular da China vai contribuir na melhoria do serviço.

Importa salientar que foram oferecidos pela embaixada de China 20 computadores, 10 impressoras e um maquina fotocopiadora.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A      

GOVERNO ANUNCIA CRIAÇÃO DE FUNDO DE GARANTIAS PARA APOIAR PEQUENAS EMPRESAS JUNTO DOS BANCOS

O ministro da Economia e das Finanças, Geraldo Martins, disse esta sexta-feira, 19 de julho de 2019, que o executivo guineense está a trabalhar com outras estruturas para a elaboração de propostas concretas sobre as modalidades da criação de um fundo de garantia com o propósito de auxiliar as pequenas e médias empresas em dificuldades de obtenção de crédito junto dos bancos comerciais do país.

O governante falava numa conferência de imprensa conjunta com a diretora nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental, Helena Nosiline Embaló e dos responsáveis dos bancos comerciais sediados no país, realizada no fim de uma reunião que visava fazer o balanço da aplicabilidade do dispositivo de apoio às pequenas e médias empresas criado pelo banco central desde o agosto de 2018.

Sobre a possibilidade da criação de tal fundo de garantia, Geraldo Martins explicou que servirá como alternativa para situações em que os bancos sintam dificuldades, por falta de garantias para a atribuição de créditos a pequenas e médias empresas, sobretudo àquelas em início de atividades.

“Existem outras formas e o fundo de garantia é apenas uma delas, mas esta discussão que nos trouxe aqui hoje vai continuar e com tempo teremos respostas mais exatas em função daquilo que forem as recomendações da comissão que está a estudar este dossiê”, contou.

Relativamente à situação do estado das finanças públicas, disse que o executivo depara com a situação de um Orçamento Geral de Estado que não chegou a ser aprovado pelas entidades que deveriam fazê-la, mas o governo funciona na base deste orçamento. Acrescentou que o orçamento prevê receitas e despesas, enfatizando que nos últimos meses e sobretudo a partir do janeiro do ano em curso, houve um aumento de despesas que se deveu em parte ao ajustamento salarial feito na altura bem como às despesas que o governo teve por causas das eleições.

“Em contrapartida não houve um aumento substancial das receitas, o que fez com que neste momento o défice seja mais elevado do que o que estava previsto. Neste momento o défice fiscal está a volta dos 6 por cento do Produto Interno Bruto. O nosso objetivo, de acordo com os critérios de convergência da UEMOA, é ter um défice fiscal a volta dos 3 por cento, isto significa que agora até final do ano temos que fazer dois exercícios muito complicados. O primeiro é comprimir o máximo as despesas e o segundo é tomar todas as medidas que permitam aumentar as receitas, porque só desta forma é que podemos voltar a um déficit de pelo menos 3 por cento e podemos começar a conversar com os parceiros internacionais”, espelhou.

A diretora nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), Helena Nosolini Embaló, explicou por sua vez, a razão que levou a instituição que dirige lançar o dispositivo de apoio às pequenas e médias empresas. Deve-se ao papel crucial que as mesmas têm na economia, dado que ajudam a criar emprego e dinamizam a atividade económica.

“Apesar desta importância e apesar de nos países da UEMOA praticamente 85 por centos das empresas que formam o tecido económico serem pequenas e médias empresas, enfrentam muitas dificuldades de acesso ao crédito. Por isso havia necessita de encontrar mecanismos ou formas para dar responsas a estas dificuldades que as empresas enfrentam”, notou.

Por: Assana Sambú

Foto: A.S

OdemocrataGB

MUÇULMANOS REÚNEM-SE COM GOVERNO PARA ENCONTRAR SOLUÇÃO SOBRE PEREGRINAÇÃO À MECA


A comunidade muçulmana da Guiné-Bissau reuniu-se esta quinta- feira como o Chefe de Governo para analisarem e encontrar solução para a peregrinação do presente ano, dos fieis muçulmanos a cidade Santa de Meca na Arábia Saudita.Siradju Bari em nome da comunidade muçulmana, afirmou à imprensa depois do encontro com Aristides Gomes que tem havido muitas especulações sobre a ida ou não dos muçulmanos guineenses no presente ano à cidade santa de Meca para cumprir uns dos pilares do Islão, por isso a comunidade islâmica veio junto ao Governo para saber o que está a passar e qual será a solução.“Também viemos apelar ao chefe de Governo de que a comunidade muçulmana precisa de ajuda do Governo para que este sonho se torne realidade”, desejou.

Bari disse que Aristides Gomes falou sobre a peregrinação do ano passado, acrescentando que as bolsas demoraram a chegar ao país e uma soma de novecentos milhões de francos CFA, foi tirado no cofre de Estado e entregue ao ex. Comissário para a Peregrinação, Botche Cande, explicando que este montante deve ser reposto para depois diligenciar o desbloqueamento de outros fundos para financiar a bolsa do ano em curso.Os líderes muçulmanos pediram ao primeiro-ministro, para fazer mais diligências no sentido de fazer os fiéis muçulmanos irem à Meca, salientando que não pretendem a politização do assunto.

Notabanca; 18.07.209