Covid-19: Guiné-Bissau regista mais 11 casos

Bissau, 14 mar 2021 (Lusa) – A Guiné-Bissau registou mais 11 casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo dados hoje divulgados pelo Alto Comissariado para a Covid-19.
Segundo os dados, referentes a sábado, foram mais 11 novos casos para um total acumulado de 3.447.
Os dados indicam que há 634 casos ativos no país e mais 11 pessoas foram dadas como recuperadas para um total acumulado de 2.755.
O número de pessoas internadas é de 14.
A covid-19 já provocou a morte a 53 pessoas no país.
Na sequência do aumento de casos que se tem registado desde o início do ano, o Governo guineense decidiu prolongar o estado de calamidade por mais 30 dias, até 25 de março.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.649.334 mortos no mundo, resultantes de mais de 119,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Cooperação/Guiné-Bissau e China assinam acordo de cooperação económica e técnica

Cooperação/Guiné-Bissau e China assinam acordo de cooperação económica e técnica

Bissau, 16 Mar 21 (ANG) – A Guiné-Bissau e República Popular da China assinaram esta terça-feira um acordo de cooperação económica e técnica no valor 50.000.000 Yuans RMB correspondente à 4.100 mil milhões de francos cfa.

Na ocasião, o ministro das Finanças, João Aladje Mamadú Fadia afirmou que a China tem sido um parceiro particular no apoio ao desenvolvimento e do bem estar do país.

“Desde o tempo em que a Guiné-Bissau ainda não é Estado, quando ainda lutava pela conquista da sua independência, depois e até hoje a República Popular da China tem sido um parceiro particular no apoio ao desenvolvimento da Guiné-Bissau”, frisou.

Fadia disse esperar que dentro em breve se comece a utilizar o referido dom, adiantando que a ajuda vai abranger vários projetos a serem financiados até ao limite desse fundo, agradecendo
ainda a República Popular da China em nome da Guiné-Bissau.

Por sua vez, o embaixador da República da China, Guo Ce prometeu elevar o nível de cooperação com o governo guineense para fazer com que estes valores fossem aplicados em  projetos, acrescentando que os dois países sempre foram amigos e irmãos de longo tempo.

Ce prometeu que o seu país vai cooperar com o governo da Guiné-Bissau para combater a covid-19,  e declarou a disponibilidade do seu país de oferecer vacinas caso receber pedido oficial da Guiné-Bissau.

“O governo da China já ofereceu  vacina para 69 países e também a exportou para 43 países. Estamos em mais de 60 países com o plano de validação da vacina da China”, disse Guo Ce.

O diplomata garantiu  que  o seu país vai criar condições para que os estudantes guineenses possam viajar com facilidade.

O presente acordo entra em vigor a partir da data da sua assinatura e é válido até o dia em que os dois governos tenham cumprido todas as obrigações nele estipuladas.

Segundo o artigo II do referido acordo, a Secretaria de Estado do Tesouro da Guiné-Bissau e o Banco de Desenvolvimento da China abrirão uma conta de assistência sem juro nem taxa, designada  de “conta de Assistência nº 2020/1, e farão o registo dos pagamentos da conta de acordo com os processos da operação do Banco de Desenvolvimento da China, e manterão informados, periodicamente, os dois governos sobre a situação da referida conta.ANG/DMG/ÂC//SG

Cabo Verde e Guiné-Bissau assinam acordos durante visita de MNE guineense – PR

Cabo Verde e a Guiné-Bissau assinam esta semana acordos nas áreas da comunicação social, energias renováveis, investigação agrária e consular e comunidades, anunciou hoje o Presidente cabo-verdiano, após receber a chefe da diplomacia guineense.
Numa mensagem divulgada pelo chefe de Estado após a “audiência de cortesia”, na Praia, com a ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa, que hoje iniciou uma visita de “amizade e trabalho” a Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca acrescenta que, além desses acordos, abordou as “perspetivas de cooperação” nos transportes marítimo e aéreo, empresarial, cultura e desporto e colaboração político-diplomática com a governante guineense.
A visita de Suzi Barbosa a Cabo Verde decorre até quarta-feira, a convite do chefe da diplomacia cabo-verdiana, Rui Figueiredo Soares, e, segundo o Governo, “insere-se no quadro dos esforços das mais altas autoridades dos dois países no sentido de alargar e aprofundar as relações bilaterais, conferir-lhes uma nova dinâmica e elevá-las a um patamar que corresponda à importância dos laços históricos, culturais e afetivos que unem os povos de Cabo Verde e da Guiné-Bissau”.
Depois de ter sido recebida pelo Presidente da República, a chefe da diplomacia guineense seguiu viagem para a ilha do Fogo, onde se encontrará com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.
Ainda no Fogo, Suzi Barbosa irá visitar empreendimentos turísticos, empresas do setor vinícola e a Casa das Bandeiras.
Nos dias seguintes, a agenda da ministra inclui mais visitas, reuniões de trabalho e assinaturas de protocolos de cooperação entre os dois governos.
Nos últimos meses, os dois países têm aprofundado as relações bilaterais: em janeiro, o Presidente da República cabo-verdiano foi o primeiro chefe de Estado de Cabo Verde a deslocar-se à Guiné-Bissau, e, no mês seguinte, Cabo Verde inaugurou a primeira embaixada em Bissau, durante uma visita de Rui Figueiredo Soares àquele país.
Conosaba/Lusa
 


PAIGC condena e denuncia “atos de brutalidade gratuita” contra cidadãos na Guiné-Bissau

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) condenou e denunciou hoje “atos de brutalidade” registados sexta-feira contra cidadãos da Guiné-Bissau, dia em que regressou ao país o líder do partido, Domingos Simões Pereira.
Num comunicado, a comissão permanente do partido “repudia e condena os atos de brutalidade gratuita e desproporcional contra cidadãos pacíficos e ordeiros, potenciando um quadro que pode rapidamente degenerar no caos e anarquia”.
Domingos Simões Pereira regressou sexta-feira a Bissau, depois de estar ausente do país quase um ano, sob forte presença policial, que acabou por dispersar apoiantes e militantes do partido com gás lacrimogéneo.
O partido denuncia, no comunicado, a “agressão violenta” contra o jornalista Adão Ramalho, mas também a detenção de elementos da juventude do partido, salientando que um deles foi conduzido ao “Palácio da República, presente do dito ministro do Interior, e “agredido durante horas antes da sua libertação sem qualquer processo”.
“Sorte idêntica teve outro elemento do protocolo do partido que foi conduzido a instalações militares e também violentamente agredido”, salienta.
O PAIGC exige a demissão do Procurador-Geral da República, Fernando Gomes, pela sua “incapacidade e renúncia em impulsionar os inquéritos que deviam visar o apuramento dos autores morais e materiais das agressões sistemática que têm ocorrido”.
O partido exige também à comunidade internacional a “devida e rigorosa constatação das constantes violações dos direitos humanos que estão a ocorrer na Guiné-Bissau por parte dos atuais detentores do poder” e exorta que sejam “aplicadas as medidas correspondentes”.
Na sexta-feira, a polícia da Guiné-Bissau emitiu um comunicado a avisar que no âmbito do estado de calamidade, devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, em vigor no país só é permitido aglomerações de 25 pessoas.
Na terça-feira, o bloguista guineense Aly Silva foi sequestrado e espancado, no centro de Bissau, tendo depois sido abandonado nos arredores da cidade, um caso denunciado pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Fonte do Ministério do Interior guineense contactada pela Lusa disse que soube deste incidente através daquela organização de defesa dos direitos humanos.
Em entrevista quarta-feira à Lusa, Aly Silva denunciou que foi agredido a mando de “pessoas ligadas ao poder”, associando-as diretamente ao Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, que já recusou qualquer responsabilidade.
As organizações da sociedade civil têm denunciado diversas violações dos direitos humanos contra ativistas, políticos, deputados e jornalistas e órgãos de comunicação social.
Um dos casos mais recentes foi o de dois ativistas políticos do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15), segunda força política do país e que integra a coligação no Governo, que denunciaram publicamente terem sido espancados alegadamente por guardas da Presidência guineense, dentro do Palácio Presidencial, um caso a que o Ministério Público guineense ainda não deu seguimento, de acordo com a Liga dos Direitos Humanos.
Conosaba/Lusa

Liga dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau repudia ataque contra jornalista Adão Ramalho

A Liga dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau repudia ataque contra A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) repudiou hoje a “agressão brutal” feita por agentes das forças de segurança ao jornalista Adão Ramalho, da rádio Capital, em “pleno exercício de funções”.

“Segundo informações recolhidas pelos monitores da LGDH, a vítima estava a ser seguida por um grupo de agentes de segurança desde o aeroporto Internacional Osvaldo Vieira até à sede nacional do PAIGC, onde foi agredida”, refere, em comunicado divulgado à imprensa.

Para a organização não-governamental dos direitos humanos guineense, aquele ato “cobarde e repugnante, enquadra-se na estratégia de intimidação e condicionamento do exercício da liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau pelo regime instalado”.

“A LGDH repudia esta conduta abusiva e arbitrária das forças de segurança e, exige a responsabilização criminal e disciplinar dos autores desta atrocidade. A propósito, a LGDH denuncia a existência de um plano tenebroso que visa amordaçar o exercício da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau”, pode ler-se no comunicado.

Na terça-feira, o bloguista guineense Aly Silva foi sequestrado e espancado por um grupo de desconhecidos armados.

Regresso de DSP: Polícia lança gás e agride jornalista da Rádio Capital

O regresso esta sexta-feira (12.03), do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, ficou marcado com o lançamento de gás lacrimogéneo e agressão ao jornalista da Rádio Capital FM, Adão Ramalho, pelas forças da ordem.
Na tentativa de travar a multidão que acompanhava Domingos Simões Pereira, incluindo os jornalistas, à entrada ao centro da cidade, a Polícia de Intervenção Rápida usou gás lacrimogéneo e alguns agentes terão agredido o jornalista Adão Ramalho, deixando-lhe com ferimentos na cabeça.
A notícia está em atualização…
Por CNEWS

Reportagem: Líder do PAIGC aterra em Bissau com forte dispositivo policial a controlar

Bissau, 12 mar 2021 (Lusa) – O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, chegou hoje a Bissau, depois de um ano de ausência do país, sob controlo de um forte dispositivo policial.
“O nosso pai chegou, o dono da terra chegou”, gritou uma das poucas apoiantes que conseguiu entrar no parque do aeroporto, local onde só tinham acesso jornalistas e pessoas que fossem buscar passageiros ou viajar.
Se num primeiro momento os jornalistas foram autorizados a passar do parque de estacionamento para a zona de chegada de passageiros, rapidamente foi-lhes dito que não podiam permanecer naquela zona e aconselhados a dirigirem-se para o local de paragem de viaturas.
Para entrar no aeroporto, a viatura da Lusa parou em dois postos de controlo policial e só depois teve acesso ao parque de estacionamento.
O controlo policial no aeroporto, justificado com base na pandemia provocada pelo novo coronavírus, levou mesmo a uma troca de palavras mais acesas entre forças de segurança e membros do PAIGC.
Já à saída do aeroporto, assim que a viatura de Domingos Simões Pereira abandonou o local, as forças de segurança cortaram a saída, impedindo a saída de outros membros da comitiva do PAIGC, bem como de passageiros que chegaram à capital guineense no avião da Euroatlantic.
A passagem só foi desbloqueada cerca de 40 minutos após a saída de Domingos Simões Pereira.
Enquanto os dirigentes do partido aguardavam por Domingos Simões Pereira no aeroporto, na sede do PAIGC, que estava desde as primeiras horas da manhã com um forte dispositivo policial, apoiantes e militantes foram dispersos com gás lacrimogéneo, muitos dos quais acabaram por procurar refúgio no interior das instalações.
Às 15:30 locais (mesma hora em Lisboa) ainda permanecia um forte dispositivo policial junto à sede do PAIGC, de onde já tinham saído a maior parte dos apoiantes e militantes depois de um curto discurso de Domingos Simões Pereira, e a circulação de pessoas e viaturas ainda estava a ser controlada.
“Muitos de vocês que estão aqui hoje estavam preocupados, porque diziam que o Domingos tinha fugido e não ia voltar nunca mais, mas meus irmãos, eu andei com combatentes pela liberdade da pátria”, disse, perante os aplausos dos militantes.
Hoje de manhã, a polícia emitiu um comunicado a avisar que não está permitida a aglomeração de mais de 25 pessoas na via pública.
Na sequência do aumento de casos que se tem registado desde o início do ano, o Governo guineense decidiu prolongar o estado de calamidade por mais 30 dias, até 25 de março.
Desde o início da pandemia, a Guiné-Bissau já registou mais de 3.300 casos de covid-19 e 51 mortos.

Líder do PAIGC critica atuação da policia guineense perante apoiantes que o foram receber no aeroporto

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, criticou hoje a polícia guineense pela forma como dispersou apoiantes que o foram receber ao aeroporto quando estava a chegar de Portugal.
A polícia usou granadas de gás lacrimogéneo para dispersar militantes do PAIGC que estavam nas imediações do Palácio Presidencial e na sede do partido, que ficam na mesma praça, atuações que Domingos Simões Pereira condenou e exortou a polícia a abandonar a partir de hoje.
“Convido a polícia a deixar esta forma de atuar de hoje em diante”, declarou Domingos Simões Pereira, que falava aos jornalistas já na sede do PAIGC, após uma passeata do aeroporto até ao centro de Bissau, sempre seguido por dezenas de apoiantes.
Simões Pereira afirmou que não vai tolerar que a polícia tente regular a vida da Guiné-Bissau, tarefa que disse ser determinada pelas leis da República.
O líder do PAIGC denunciou uma alegada agressão a um jornalista que cobria o acontecimento, por parte da polícia.
 
“Não posso admitir aquilo que vi hoje, fui testemunha ocular da forma desumana como foi agredido o jornalista Adão Ramalho”, da rádio Capital FM, observou Domingos Simões Pereira.
O ex-primeiro-ministro e candidato que disputou a segunda volta com o atual Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, avisou que vai ser uma voz critica à atuação do poder.
“Vou ser uma voz que vai apelar ao povo guineense a fazer frente àqueles que querem violentar o povo guineense”, frisou Domingos Simões Pereira, para destacar que em nenhum momento teve medo de regressar ao país.
“No dia em que sentir medo de algo vou desaparecer deste mundo”, observou Simões Pereira, já numa breve declaração aos apoiantes que enchiam o salão nobre Amílcar Cabral, na sede do partido.
O dirigente notou que regressou ao país para “assumir responsabilidades” pelo facto de o PAIGC ser “o partido que trouxe a independência” à Guiné-Bissau.
Conosaba/Lusa

Saúde/Médico dermatologista lamenta surgimento do novo fenómeno de mudança de cor da pele na Guiné-Bissau

Bissau, 10 Mar 21 (ANG) – O Médico dermatologista lamentou esta terça-feira o surgimento do novo fenómeno de mudança de cor da pele na Guiné-Bissau.

Em entrevista exclusiva a Rádio Sol Mansi, o dermatologista Sílvio Coelho que falava em resposta a campanha “Eu amo a minha cor da pele” disse que as causas e consequências de mudar a cor da pele,  em termos quantitativo não possui dados estatísticos,  mas diz que  está a evoluir significativamente.

O Médico dermatologista considerou  que a autoridade e a população não encara a mudança de cor da pele e nem a sua evolução no país.

  “A mudança de cor da pele tem várias consequências negativas, e são maiores que as vantagens. A cor da pele  é a nossa identidade se a perder, então perdeste a tua identidade,” advertiu.

Coelho afirmou que após a mudança de cor  de escuro para claro, a própria sociedade te condena e já não serás a mesma.

“A mudança de cor da pele é um fenómeno novo na Guiné-Bissau, o uso de creme clareador da pele  tem como consequência   a colocação  da sua saúde em causa, porque mais  mais tarde  a pele fica murchada.

O médico explicou que a Guiné-Bissau não possui nenhum centro ou serviço de dermatologia instituída, e que, por isso, não têm um dado estatístico que indica o número exato de pessoas que mudaram a cor da pele.

A campanha “ Eu amo a minha cor da pele” foi lançada na sexta-feira(5) de março em Bissau.ANG/JD/ÂC//SG