LÍDER DO MOVIMENTO PATRIÓTICO NÃO APOIA NENHUM DOS DOIS CANDIDATOS À SEGUNDA VOLTA DAS PRESIDENCIAIS NA GUINÉ-BISSAU

O líder do Movimento Patriótico disse hoje (6/12) que a eleição de um novo chefe do Estado entre os dois candidatos que disputam a segunda volta das presidências de 29, será a continuidade da crise que o país viveu nos últimos cinco anos.

José Paulo Semedo falava à imprensa no princípio desta tarde para anunciar a posição do seu partido sobre a segunda volta das eleições presidenciais que serão disputadas entre Domingos Simões Pereira apoiado pelo PAIGC «vencedor das legislativas» e Umaro Sissoco Embalo apoiado pelo MADEM-G15 «líder da oposição na Assembleia Nacional Popular».

Segundo José Paulo Semedo, a sua formação política não está em condição de apoiar nenhum dos dois candidatos na corrida.

“A partir de 29 de Dezembro, temos que enfrentar uma nova realidade, mas que, esta nova realidade pode ser só mudança da roupa, vai continuar na mesma [crise], porque entendemos que quer um quer o outro, é a continuidade do conflito que foi alimentado nos últimos cinco anos, é por isso que entendemos que temos que pautar pela neutralidade entre os dois candidatos na corrida presidencial nesta segunda volta”, justificou.

No próximo dia 29, os guineenses são chamados às urnas para escolher um novo presidente da República para os próximos 5 anos.

Os últimos anos da magistratura de José Mário Vaz ficaram marcados com a crise política institucional depois da demissão de Domingos Simões Pereira ao cargo do chefe do governo que depois seguiu com a expulsão de 15 deputados, que votaram contra o programa apresentado pelo governo liderado por Carlos Correia, posteriormente alguns deste fundaram o partido Madem-G15, agora líder da oposição.

E estas duas figuras que vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, já tinham desempenhado a função do chefe do governo durante a presidência de Mário Vaz.

A segunda volta das eleições presidências está marcada para o dia 29 do mês corrente e a campanha eleitoral começa no próxima sexta-feira, 13 e termina a 27 de Dezembro.

Por: Braima Sigá

Presidenciais 2019

Painel de Monitorização do CNCS considera de “positiva” a cobertura mediática na primeira volta

Bissau, 06 dez 19 (ANG) – O porta-voz do Painel de Monitorização do Conselho Nacional da Comunicação Social (CNCS) considerou de positiva a cobertura mediática na primeira volta das presidenciais de novembro último, visto que apesar das dificuldades que limitaram a realização do trabalho na globalidade, os órgãos de informação do país conseguiram dar tratamento igual aos 12 candidatos.

Ricardo Semedo que falava esta sexta-feira numa conferência de imprensa reconheceu que foram feitas coberturas de forma equilibrada tendo cada órgão funcionado de acordo com os meios disponíveis na altura.

“Destaca-se a preocupação da maioria das rádios de fazer passar informações em tempo real sobre a participação dos eleitores no ato de votação tanto no país, assim como na diáspora”, frisou.

Aquele responsável disse que registou com preocupação a difusão on-line de informações falsas (fake news) e mensagens de instigação ao ódio durante a campanha com o objectivo de manipular a opinião pública.

Acrescentou que, contudo, o Painel de Monitorização notou, com satisfação, que não foi reportada qualquer informação falsa ou difundida mensagens de ódio nas páginas de facebook dos media tradicionais, nomeadamente as rádios, televisão, jornais , entre outros.

No que tange ao respeito ao Código de Conduta, Semedo revelou que foram observadas “reiteradas violações” ao referido Código de Conduta para a Cobertura das presidenciais nos programas matinais de algumas rádios, bem como o uso de expressões de aliciamento dirigidas aos cidadãos com o objetivo de orientar o sentido de voto.

“A Rádio Capital Fm e África Fm no olhar do Painel não tiveram um bom desempenho profissional, de acordo com os indicadores de avaliação estabelecidos pelo Conselho Nacional de Comunicação Social”, informou Ricardo Semedo.

Falando na violação da interdição da divulgação antecipada dos resultados eleitorais, o porta-voz do Painel informou que, apesar de terem conhecimento da disposição legal que proíbe a antecipação da divulgação dos resultados eleitorais, as rádios Voz de Quelelé e Capital Fm violaram o procedimento.

“A rádio Voz de Quelelé através de uma nota de imprensa da Agência Lusa divulgou as declarações da diretoria da campanha do candidato do PAIGC, em que se dizia que em menos de 48 horas o seu candidato seria Presidente da República. Por seu turno, a rádio Capital Fm referiu que o candidato do MADEM-G15 agradecia o voto de confiança e afirmava que nehnum dos 12 candidatos conseguiria 50 por cento dos votos”, frisou.

Segundo Ricardo Semedo, o posicionamento do CNCS após análises,  lamentou a atuação das rádios Capital Fm e África Fm enquanto protagonistas das falhas verificadas na implementação das recomendações dirigidas aos media, no dia 14 de novembro, na sequência da visita efetuada aos diferentes órgãos de comunicação social do país.

Semedo sustentou  que apesar das exortações feitas durante as visitas às redacções de algumas rádios, prosseguiram a difusão de propaganda eleitorais nos espaços de publicidade comercial, e felicita aos órgãos que depois das visitas conseguiram cumprir as recomendações , mudando o formato de alguns programas.

O Painel volta a recomendar o uso de linguagem moderada, textos sem insultos e o respeito ao princípio do contraditório nos espaços noticiosos ou de debates.

O trabalho do Painel de Monitorização da Campanha Eleitoral foi feito em colaboração com o Gabinete Integrado das Nações Unidas para Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) e foram monitorizadas as informações procedentes de 30 fontes diferentes que utilizam Facebook, Websites, Blogs e Twitter, tanto dos candidatos presidenciais, de partidos políticos bem como páginas de simpatizantes e espaços de Media oficiais em blogs ou websites.

ANG/DMG/ÂC//SG

PAIGC considera “crime de lesa  pátria”, o acordo  Nuno Nabiam/ Umaro Sissoco Embalo

 

Bissau,06 Dez 19(ANG) – A Directoria Nacional de Campanha do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde considerou o acto de assinatura em Dakar(Senegal) do acordo entre Nuno Nabiam e Umaro Sissoco Embalo de  “crime de lesa-pátria”.

“Uma pátria forjada na luta com o sacrifício e o suor de grandes guineenses, como Amílcar Cabral, Domingos Ramos, Nino Vieira, Osvaldo Vieira, Quemo Mané, Canha Nan Tunguê, Francisco Mendes, Pansau Na Isna, entre tantos outros que glorificaram a luta com a sua coragem e o seu patriotismo”, disse o comunicado a que ANG teve acesso.

Neste sentido, o PAIGC disse no comunicado que cabe perguntar aos mentores do referido acordo se ele não poderia ter sido assinado em Bissau? E o porquê da sua assinatura em Dakar?

Critica que o acto demonstra, de forma clara e  inquestionável, a ausência total de “consciência nacional”, como igualmente de uma total e completa “dependência de pensamento”.

“Assinar um Acordo desta natureza em território estrangeiro para além de esconder duvidosos interesses, demonstra ser uma acção anti patriótica que pode configurar alienação de uma porção da nossa soberania, na justa medida em que nenhum guineense  deve esquecer que as eleições presidenciais de 29 de dezembro não são só cruciais como decisivas para o futuro político, económico e social da Guiné-Bissau”, lê-se no comunicado.

O PAIGC considera acordo Nuno/Umaro “um acto absolutamente inaceitável  de ingerência, venha ela donde vier, no processo eleitoral em curso no nosso país”.

Refere  que os autores materiais deste acto estão a cometer um crime contra a independência e soberania da Guiné-Bissau, “facto que também não nos admira nem colhe de surpresa, pois os que assinaram este dito acordo, são figuras intimamente ligadas ao grupo que levou este nosso martirizado país à situação de desgraça em que se encontra nos planos económico e social”.

O PAIGC e a sua Directoria Nacional de Campanha Eleitoral apelam aos guineenses no sentido de se manterem alertas e atentos ao que considera  “manobras que este grupo está urdindo com a conivência de interesses alheios à Guiné-Bissau”. ANG/AC//SG

Publicada por ANG à(s) 07:41:00

Presidenciais 2019

Movimento “Geração Positiva”, considera de positivo apoio prestado ao candidato Domingos Simões Pereira

Bissau,06 Dez 19(ANG) – O Movimento “Geração Positiva”, considerou de positivo o apoio prestado ao candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, Domingos Simões Pereira, na primeira volta do escrutínio de 24 de Novembro.

Em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira, o coordenador do referido Movimento, lesmes Monteiro qualificou de “muito bom”, os 40 por cento conquistado pelo candidato Domingos Simões Pereira, o que lhe permitiu vencer a primeira volta das presidenciais.

Aquele responsável louvou ao Povo guineense pela demonstração de maturidade cívica no pleito de 24 de Novembro findo, bem como à classe jornalística “que fizeram um trabalho extraordinário de forma isenta”, durante a cobertura eleitoral, e  todos os actores políticos que aceitaram os resultados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições(CNE).

“O que gostamos de realçar é no sentido de pedir à todas as entidades e pessoas envolvidas nesse processo para evitarem falar em questões etnias, religiosas e regionalistas, tendo em conta que não ajuda no fortalecimento da unidade nacional”, referiu.

Disse que quem vier a ser escolhido Presidente da República será o garante da unidade nacional ou seja não será  presidente da etnia balanta, fula, papel, Mandinga  outras , mas sim de todos os guineenses.

“Nós, enquanto guineenses, devemos preservar aquele valor de unidade nacional e por isso apelamos aos Povo da Guiné-Bissau para votar com as suas consciências e, sobretudo, num projecto político credível que vai unir os guineenses”, disse.ANG/ÂC//SG

Publicada por ANG 

PRESIDENCIAIS 2019: Debates televisivos

No âmbito da TV, os candidatos têm a seguinte programação:

Dia 18 de dez – entrevista às 21 horas com o candidato Umaro Cissoco.

Dia 19 de dez – entrevista às 21 horas com o candidato DSP;

Dia 26 de dez – Debate às 21 horas entre os candidatos DSP e Umaro Embalo com a duração de 90 minutos.

Eleições presidenciais: DIREÇÃO DE APU-PDGB DENUNCIA ACORDO ASSINADO ENTRE NUNO NABIAM E ÚMARO SISSOCO EMBALÓ

A direção de Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) denunciou no início da noite desta quinta-feira, 05 de dezembro de 2019, o acordo político assinado por seu líder e candidato derrotado na primeira volta das eleições presidenciais, Nuno Gomes Nabiam e Umaro Sissoco, no qual compromete-se apoiar este último na segunda volta prevista para dia 29 do mêS .

A denúncia do referido acordo político assinado em Dacar (Senegal), entre Nabiam e Sissoco, foi tornado público através do comunicado assinado por todos os cinco vice-presidentes e a direção do secretariado nacional daquela terceira maior formação política no hemeciclo guineense, designadamente: Mama Saliu Lamba, Armando Mango, Joana Cobna Nhanca, Fatumata Djau Baldé e Batista Té, bem como por Secretário Nacional, Juliano Fernandes, no qual decidiram demarcar-se do referido acordo político, que Nabiam diz ter assinado em nome do seu partido.

O acordo político, assinado ontem em Dacar, refere que Nuno Nabian vai trabalhar em conjunto com os partidos que o apoiam para assegurar que o seu eleitorado se mantenha coeso, evite dispersão de votos e se consolide em torno de Úmaro Sissoco Embaló.

“Em caso de vitória, as partes comprometem-se a trabalhar juntos para promover a concórdia nacional, a unidade nacional e a criar um clima de paz e estabilidade indispensável ao bom desempenho do cargo de Presidente da República”, refere-se o acordo de Dacar.

A direção do partido esclareceu esta noite em comunicado enviado à imprensa que o candidato (Nuno Nabiam) suportado pelo partido e que ocupou a posição do terceiro mais votado na primeira volta, tomou uma “decisão unilateral” sem consultar os órgãos superiores do partido. No entanto, a direção afirma que o acordo assinado por Nuno Nabian para apoiar o candidato do MADEM-G 15, Úmaro  Sissoco Embaló, não reflete e nem engaja a APU-PDGB.

Recorde-se que na sequência das eleições legislativas realizadas a 10 de março deste ano, a APU-PDGB fez um acordo de incidência parlamentar e da estabilidade governatova com o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor do escrutínio, permitindo a formação do atual Governo, liderado por Aristides Gomes.

Por: Assana Sambú

SINDICATOS DO SETOR DO ENSINO RETIRAM CONFIANÇA AO GOVERNO DE ARISTIDES GOMES

Duarte Bunghoma Sanhá, presidente de Comissão Negocial da greve dos quatro sindicatos do setor do ensino público da Guiné-Bissau, afirmou que as organizações sindicais  já não têm confiança tanto na pessoa de Aristides Gomes quanto em nenhum dos membros do seu governo e ameaçam desencadear nos próximos dias uma paralisação de cinco dias, no fim da qual, de acordo com o sindicalista, será entregue ao governo um novo pré-aviso de greve de sessenta dias (janeiro e fevereiro) de 2020.

A posição dos sindicatos foi tornada pública esta quinta-feira, 05 de dezembro de 2019, por Duarte Bunghoma Sanhá, membro do Sindicato Nacional dos Professores e presidente da Comissão Negocial da greve dos quatro sindicatos da classe.

O posicionamento dos professores vem na sequência do incumprimento do acordo assinado com o governo, sob mediação dos líderes religiosos guineenses e a última medida tomada pelo executivo de Aristides Gomes, que mandou, segundo documentos exibidos à imprensa, retirar carga horária aos professores e, consequentemente, cortar alguns dos subsídios que usufruíam da carga horária. A intervenção dos líderes religiosos evitou a paralisação que teria seu início a 11 de novembro último.

Em reação a decisão do governo, Duarte Bunghoma exigiu que os descontos fossem extensíveis a outros setores e a  organizações sindicais de outros setores da vida social do país e lamenta por isso o fato de os professores terem sido, recorrentemente, “vitimas dessa atitude de descontos pelos sucessivos governantes que passaram na administração da Guiné-Bissau”.

“Se houvesse a necessidade de tomar essa decisão, o governo teria que produzir outro despacho para revogar a anterior e não desta forma, do gabinete a revogar um documento aprovado pelo governo e publicado no boletim oficial”, criticou, lamentando que o professor é, sistematicamente, vítima dessas jogadas porque os processos dos governantes não possam nas suas mãos.

“Quando tudo se relaciona com professor, é bicho de sete cabeças e tem que haver mexida, mas gostaríamos de tomar conhecimento também pelos órgãos de comunicação social que aos magistrados foram descontados na sequência da greve que paralisou as suas atividades antes da realização da primeira volta das presidenciais de 24 de novembro”, recomendou.

“De igual modo gostaríamos de ouvir a mesma coisa a acontecer com  aos funcionários da Assembleia Nacional Popular, porque a caracteirista da lei é assente justamente nisso, isto é, é geral e abstrato”, reforçou o sindicalista para de seguida, lembrar que quando aos militares foram retiradas as patentes, “um direito adquirido”, revoltaram-se.

“Acreditem  que se estivéssemos nessa posição dos militares alguém pagaria a fatura cara”, avisou.

Duarte Bunghoma denunciou igualmente um plano em execução pelo governo, em conluio com os inspetores e direções das escolas públicas da região de Bafatá, leste do país,  de  bloquear  os salários de um grupo de professores que haviam aderido a greves dos professores, tal como aconteceu no passado e que levou a classe a paralisar as aulas nas escolas publicas durante cinco meses.

Os sindicatos, através de Bunghoma, deixaram claro na sua posição de que não vão ceder os 15 dias solicitados pelos líderes religiosos para encontrar soluções consentâneas e elogiam a intenção do executivo de retirar todos os professores das escolas públicas das  escolas privadas.

“No final veremos quem vai chorar com a decisão. Não há segredo nenhum para ninguém que todos os professores das escolas privadas são das escolas públicas”, sublinhou, revelando que o diploma de carreira docente aprovado pela ANP foi trocado, porque um deputado disse que se o verdadeiro diploma fosse publicado no boletim oficial daria muito dinheiro ao professor.

Apesar da sua posição, Duarte Bunghoma apela aos professores a entregarem as fichas de avaliação, aguardando pelos sindicatos, porque,  “são nota de “abota” – notas verticais” e lembra que quando decidiram levantar a paralisação foram agredidos física e verbalmente pelos seus  associados. Porém, avançaram com a decisão por respeito aos líderes religiosos e nega qualquer conivência política na decisão dos sindicatos.

Por: Filomeno Sambú

MULHERES VENDEDEIRAS DE PEIXES DESMORALIZADAS COM ESCASSEZ DESSE PRODUTO NO MERCADO

As mulheres vendedeiras nalguns mercados do país queixam da falta do peixe para poder abastecer os mercados. Segundo as mesmas, já não há peixe onde costumam comprá-los.

A reportagem da Rádio Sol Mansi pôde constatar no mercado a falta de peixe para o consumo.

Entretanto, a Rádio Sol Mansi tentou igualmente junto do ministério das Pescas saber dessa dificuldade e acabou por descobrir que há peixe nas empresas privadas mas com preços diferentes a que as vendedeiras costumam comprar na empresa pública de distribuição de peixes.

Segundo o director-geral de Pesca Industrial Carlos Nelson Sanó, a escassez tem a ver com a falta de peixe da empresa chinesa Haifen que é comercializado num preço mais acessível em relação ao de empresas privadas.

“ Na verdade é que as descargas dos peixes estão e ser efectuadas por algumas empresas, o que acontece é que os preços não são iguais”, diz para depois reforçar que quando a empresa haifen trouxer os pescados, o estado os vende num preço mais barato o que cria de certa forma uma concorrência e quando haifen demora a chegar, as mulheres ficam desmoralizadas.

Por outro lado, garantiu que os navios já estão a efectuar a descarga para poder abastecer os mercados.

“ Ao longo deste dia, diferentes empresas que estão a operar no sector das pescas em função das suas obrigações, já estão a efectuar as descargas para obedecer as normas. Não temos navios nacionais que operam e que podem fazer a descarga total no país. É essa a razão da nossa dificuldade em termos de abastecimento dos mercados com pescados”, reconheceu.

A rádio Sol Mansi soube que os peixes da empresa chinesa custam 9 mil francos cfa enquanto nas empresas privadas, são 22 mil francos cfa.

Por: Nautaran Marcos Có

radiosolmansi.net

OPINIÃO AAS: Acordos há muitos!

OPINIÃO AAS: Acordos há muitos!

Nuno Nabian deitou por terra as aspirações dos militantes de tornar a APU-PDGB no segundo maior partido da Guiné-Bissau (a votação nas Legislativas até catapultou o partido para o pódio. E isso era apenas o começo. A aliança no parlamento seria a segunda, e mantém-se, apesar da vontade do seu presidente…).

O discurso no aeroporto, à chegada de Dacar, foi uma bofetada nos militantes, dirigentes e simpatizantes do partido. “Não é um problema meu. Quem quiser acompanhar-me que venha, quem não quiser que vote onde quiser” – palavras de alguém que tinha acabado de assinar um acordo com o candidato que vai disputar a segunda volta das eleições presidenciais…

E agora, por causa da vontade… do seu presidente, de uma única pessoa, o trabalho de anos pode ruir como um castelo de cartas.

O brilhante trabalho feito pelos intelectuais desta formação política, corre perigo. Daí o comunicado tornado público hoje, em que o partido desmarcou-se do seu líder e pediu que ninguém o acompanhasse. Em democracia, Nuno, tudo tem custos.

Nabian, sabe-se lá porquê, assumiu os riscos sozinho e colhe agora as agruras. Seguem-se os próximos capítulos.

Já agora que ninguém nos ouve, será que o Nuno Nabian tem já um acordo rubricado para entrar no… Madem?! AAS

APU-PDGB NÃO RECONHECE ACORDO ASSINADO EM DAKAR PELO SEU PRESIDENTE COM SISSOCO EMBALÓ 


O líder do APU-PDGB assinou acordo político com o PRS nas presidenciais e foi acusado pelos alguns dirigentes desta formação política de trair ideologia política de Koumba Ialá, político que o trouxe e promoveu na vida política da Guiné-Bissau.

Nuno Nabian pretendia inviabilizar o programa do Governo de Aristides Gomes e o OGE também foi rejeitado pelos seus deputados que votaram a favor de manutenção do Executivo porque, reconheceram que havia um compromisso com os libertadores, um acordo político de incidência parlamentar com o PAIGC, com propósitos de garantir a estabilidade política e governativa.

Como se não bastasse, agora com o candidato do MADEM G-15 para segunda volta das presidenciais. Igualmente, foi negado pela maioria dos membros da direcção do APU-PDGB. Mesmo assim, o líder apuano assumiu o acordo, afirmando que, “quem quiser juntar-se a ele que vá. Quem não quiser, que faça a sua escolha”.

A questão é, assim funciona a democracia no seio da APU-PDGB? Que dizem os estatutos do partido?

Perante os fatos e como presidente duma formação política, Nuno Nabian parece sair cada vez mais fragilizado e isolado no seio da APU-PDGB bem como no xadrez político da Guiné-Bissau?


Notabanca; 05.12.2019