MUNIRO COMTÉ SUBSTITUI OSCAR BARBOSA “CANCAN” NA CADEIRA DE COMUNICAÇÃO DO PAIGC

Muniro Conte é  o novo Chefe da Divisão de Comunicação do Secretariado Nacional do PAIGC, em substituição de Óscar Barbosa, vulgo Cancan.

Muniro Conte é Membro do Comitê Central e uma das vozes mais interventivas do PAIGC nos últimos anos, com participação ativa na imprensa, nas redes sociais e noutras actividades do Partido.

Jornalista, Jurista e Compositor, o novo homem forte da Comunicação e imagem do PAIGC conta com um Curriculum adequado às exigências da área.

Tem mais de 30 anos de experiência, repartidos entre os sectores público e privado, bem como nas Nações Unidas. De destacar, entre várias funções desempenhadas, a sua passagem como Director-Geral da RDN, Diretor de Antena nas Rádios Pindjiguiti e Bombolom, correspondente da VOA e do Jornal Abola e colaborador da Rádio Renascença.

Na ONU, Muniro Conte teve uma experiência de 13 anos na assistência a área de Comunicação (4  na UNOGBIS e 9 no UNICEF).

Mandatário do Eng. Domingos Simões Pereira no último Congresso Ordinário do PAIGC, Vice Coordenador do Gabinete dos Movimentos de Apoio na Campanha para Legislativas de  2019 e Coordenador do Gabinete do Diálogo Inter-religioso  nas Presidenciais de 2019, Muniro Conte foi, até ao derrube do Governo Constitucional do PAIGC, Conselheiro do Primeiro-Ministro  Dr.Aristides Gomes para Área da Comunicação Social.

Notabanca; 20.02.2021

Zona de fronteira: CENTENAS DE REBELDES FUGIRAM DE SAKUM PARA O LESTE DA GUINÉ-BISSAU

 

[REPORTAGEM_fevereiro_2021] Centenas de rebeldes de uma das facções do Movimento das Forças Democratas de Casamansa (MFDC), dirigidos pelos comandantes Adama Sané e Ibrahima “Kompass” Diatta fugiram na calada de noite de suas bases de Sakum, no Senegal, em direção ao leste da fronteira da Guiné-Bissau, de acordo com as informações avançadas pelas populações das aldeias da linha da fronteira, que afirmaram terem visto um grande número de rebeldes a noite com armas e munições, fugindo dos ataques do exército senegalês.

A região de Casamansa que fica no Sul do Senegal, fazendo fronteira com o norte da Guiné-Bissau voltou a ser, pela quinta vez, palco de mais um conflito militar entre uma das facções dos rebeldes do MFDC e as Forças Armadas da República do Senegal, iniciada a 26 de janeiro (2021) último, e com o objetivo de destruir as bases dos rebeldes e reinstalar as populações deslocadas nas aldeias situadas na linha de fronteira.

O Democrata apurou que os rebeldes estão a procura de uma nova base na linha da fronteira e que reúna as condições adequadas para se instalarem e reabrirem o seu Estado-Maior, para reorganizar e preparar uma resposta às ofensivas das tropas do Senegal.

“Os rebeldes de Casamansa não têm rosto que os distinga do cidadão comum do Senegal ou da Guiné-Bissau. Nem têm fardas que os distingam da população. Ninguém sabe o que estarão a fazer para conseguirem novo esconderijo nas florestas do Senegal nem onde estarão em concreto? Ou se estarão a desenvolver alguma iniciativa para iniciar uma ofensiva que lhes permita dar resposta aos militares do Senegal”, assegurou um dos habitantes da aldeia da linha de fronteira, interpelado pela nossa reportagem.

ATAQUES AOS REBELES PODEM LEVAR A REUNIFICAÇÃO DAS FACÇÕES PARA SE DEFENDEREM

Os analistas abordados pelo jornal O Democrata afirmam que a ofensiva desencadeada pelo exército senegalês sob o comando da zona militar nº. 05, chefiado pelo Coronel Souleymane Kandé, pode levar as facções (Grupos de Salif Sadio, de Ibrahima Diatta “Kompass” – comandante da base L’2 e Adama Sané, Comandante de base de Sakum) a reunificarem-se para se defenderem da ofensiva do Senegal.

Os estrategas da guerra de guerrilha garantiram à nossa reportagem que os rebeldes de Casamansa têm uma experiência nas técnicas de guerrilha e utilizam árvores de grande porte e palmeiras para se esconderem, também conseguem fazer ataques espontâneos e limitados com quatro homens.

Os ataques de limpeza desencadeados pelas tropas senegalesas com recurso a armas pesadas e helicópteros, com os quais destruíram as bases dos rebeldes, obrigaram as facções do MFDC à negociação para uma possível reunião, de forma a defenderem-se em conjunto.

Para o grupo de Ibrahima “Kompass” e Adama Sané, é urgente encontrar um novo espaço na floresta de “Tchedoukou” para instalar o seu Estado-Maior, para poderem analisar novas estratégias, a nível interno e externo, como também as consequências dos bombardeamento das tropas senegalesas.

As pesadas derrotas e a destruição das suas bases com armas pesadas levou os guerrilheiros do MFDC a acusarem as Foças Armadas Revolucionária do Povo (FARP) da Guiné-Bissau de envolvimento no teatro de guerra, sobretudo ao permitir que os “Jambaars” – forças especiais senegalesas utilizem o território guineense para “caçar” os rebeldes.

A colaboração do exército guineense que é recusada pelas autoridades nacionais na linha da fronteira foi evidenciada pelo próprio comandante senegalês da zona militar nº. 05 (Ziguinchor), o Coronel Souleymane Kandé, que dirige as operações que, numa das suas declarações, enalteceu o que considera “a boa colaboração” das forças da defesa e de segurança da Guiné-Bissau, através de informações precisas para as suas operações de “destruições das bases dos bandos armados” e consequentemente o reassentamento das populações que há mais de 30 anos fugiram das vilas situadas na linha de fronteira, designadamente: Billas, Albondi, Nhadju, Samilique e Late Madina, ambos da secção de Bitupa Camaracunda.

Sobre o envolvimento das tropas da Guiné-Bissau no referido conflito, as forças rebeldes liderados por comandante Ibrahima Diatta “Kompass” advertiu as FARP, através de um comunicado à imprensa, para não se envolver na guerra que os opôs contra o exército do Senegal.

Os rebeldes do MFDC perderam o seu Estado-Maior e estão neste momento em fuga. Ninguém sabe muito bem onde estão escondidos. Quem chega às Tabancas de Papia, Nhalon, Mangomica 1º, Mangomica 2º, e Brenguilon situadas a dois  quilómetros da linha da fronteira com a República do Senegal e a escassos metros do seu Estado-Maior, não se encontra nenhuma alma viva dos rebeldes do MFDC. O seu Estado-Maior situado na floresta de Sikum é agora irreconhecível, porque sofreu um forte bombardeamento dos helicópteros e canhões das forças especiais senegalesas.

O fogo do incêndio em consequência dos bombardeamentos consumiu não somente as bases dos rebeldes do MFDC, mas também os pomares de cajú dos agricultores guineenses que se encontram na linha da fronteira. Esse fato levou as FARP e a Brigada da Guarda Nacional que garante a segurança de todas as tabancas guineenses na linha de fronteira a declararem todas as quintas e plantações de cajueiros e campos de cultivo de benon como zonas de risco. Proibiram, por isso, as populações de se deslocarem em todas as zonas de plantações agrícolas situadas a menos 500 metros da fronteira.

Os militares guineenses consideram que existe risco enorme de alguns agricultores pisarem minas que os rebeldes do MFDC poderão ter enterrado nos terrenos agrícolas próximos ou situados na linha da fronteira.

ALDEIAS FRONTEIRIÇAS SENTEM-SE SEGURAS GRAÇAS ÀS PRESENÇA DE MILITARES GUINEENSES

As FARP e a Brigada da Guarda Nacional presentes em todas as tabancas da linha da fronteira aconselharam os habitantes daquela zona a não se deslocarem à zona de risco, o que levou os populares a declararem à imprensa, “não vimos aqui nenhum rebelde”.

Todas as tentativas para encontrar uma explicação plausível para a fuga dos guerrilheiros do MFDC do seu Estado-Maior, na floresta de Sikum, teve sempre como resposta, “não vimos aqui nenhum rebelde”. Todos os habitantes das Tabancas de Papia, de Nhalon, de Mangomica 1º, Mangomica 2º e de Brenguilon que a reportagem abordou sobre a fuga dos rebeldes do MFDC, tiveram como resposta a mesma frase como se fossem programados.

O exemplo mais sintomático destas respostas programadas foi o do Comité de Tabanca de Papia, Barrato Ianca, que disse à nossa reportagem que desde o início das operações de limpeza na floresta de Sikum que não via um rebelde do MFDC na sua Tabanca. Curiosamente, ninguém na povoação junto a fronteira sabe explicar como é que os rebeldes que, quase todos os dias, conviviam com eles fugiram da floresta de Sikum.

Eram os rebeldes que os vendiam quase todos os dias carne de caça de qualidade para o seu consumo familiar. Aliás, havia entre eles uma enorme amizade e camaradagem.

“Desde que as tropas senegalesas desencadearam a operação de limpeza na floresta de Sikum onde viviam os rebeldes do MFDC, nunca mais vimos por aqui na Tabanca um rebelde. Ou a passar por aqui na nossa estrada como era frequente “, explicou a nossa reportagem o ancião da Tabanca de Papia, Barrato Ianca, que garantiu ainda que com a chegada das FARP e da Brigada da Guarda Nacional, a sua Aldeia jamais teve a visita de um rebelde.

Também pelo mesmo diapasão afinou o Comandante das forças militares guineenses estacionadas na Escola Básica da Tabanca de Papia, Ansumane Djata que garantiu a nossa reportagem que desde que chegou naquela Tabanca da linha da fronteira nunca viu um rebelde do MFDC.

“Desde que cheguei aqui com os meus homens não vimos nenhum rebelde do MFDC. Todas as informações de fuga de populações e de que nós estamos a deter rebeldes em fuga é pura e simplesmente ‘Fake News’”, explicou a nossa reportagem.

Na Tabanca de Nhalon a dois quilómetros da linha da fronteira, o espírito de medo e de susto generalizado que reinava no início, quando os militares senegaleses desencadearam o bombardeamento, já passou. A presença das FARP e da Brigada da Guarda Nacional trouxe a população local uma enorme confiança que acabou com o medo. Ninguém pensa agora abandonar a sua casa para se refugiar no interior da seção de Ingore ou das tabancas do setor de São Domingos.

Nas Tabancas de Mangomica 1º e Mangomica 2º, situadas a três quilómetros da linha de fronteira os jovens já não se preocupam com o barrulho dos bombardeamentos dos aviões das tropas de Senegal ao Estado-Maior dos rebeldes do MFDC. Quando a nossa reportagem chegou nas duas Tabancas no início da noite, os jovens estavam começar uma festa de batizado da criança (rapa), com uma aparelhagem de sons que fazia um enorme barrulho. Com certeza os seus antigos vizinhos da floresta Sikum que foram bombardeados pelas tropas do Senegal e obrigados a esconder algures nas tabancas vizinhas não gostaram de ouvir esse barrulho.

Instados a pronunciar se o barrulho da música da sua festa não poderia levar os rebeldes do MFDC atacarem as duas tabancas, a opinião dos jovens foi unânime que neste momento a população das Tabancas que vivem na linha de fronteira está muito bem protegida pelas tropas guineenses.

BOMBARDEAMENTO SENEGALÊS QUEIMA POMARES DE CAJÚ DE AGRICULTORES GUINEENSES

Para além de não haver segurança para desenvolver, neste momento, as atividades agrícolas nas propriedades situadas a menos de 500 metros da linha da fronteira, o fogo das bombas senegalesas destruíram algumas quintas de Cajú na zona de risco. Foi o que aconteceu com Uié N’Doque, o agricultor de Tarreiro, cuja quinta foi totalmente consumida pelo fogo das bombas dos helicópteros senegaleses

Com 17 membros na sua família, Uié N´Doque perdeu uma quinta de Cajú de 155 metros de largura e 255 metros de cumprimentos. Tudo porque a sua quinta está situada quase em cima da linha da fronteira com o Senegal e a escassos metros do Estado-Maior dos rebeldes na floresta de Sikum, seção de Bitupa Camaracunda.

Mal se chega a Quinta de Uié N’Doque, na linha de fronteira percebe-se logo que, na verdade, os rebeldes do MFDC estão em fuga do seu Estado-Maior. Ninguém sabe para onde fugiram nem quantos é que perderam a vida. Na floresta de Sikum reina agora o silêncio total. A única voz que se ouve agora nas árvores de grande porte de Sikum é chilrear dos pássaros, quando não há bombardeamentos.

O exército senegalês canta o sucesso das suas operações de destruição das bases dos rebeldes, mas as populações que vivem na linha da fronteira lamentam a perda ou a fuga dos seus “camaradas” ou clientes que outrora lhes vendiam carne da caça da primeira qualidade. Os rebeldes não vendiam apenas a carne de caça aos habitantes da linha da fronteira, como também utilizavam as pequenas infraestruturas rodoviárias das tabancas da linha da fronteira para vendar madeira aos empresários estrageiros interessados que vivem na Guiné-Bissau e no Senegal.

SENEGALESES PERSPETIVAM O REGRESSO ÀS SUAS ALDEIAS ABANDONADAS HÁ MAIS DE TRINTA ANOS

Para os habitantes das aldeias da secção de Bitupa Camaracunda, a opinião é unânime que a operação da limpeza dos rebeldes do MFDC na floresta de Sikum visa acompanhar de perto o regresso da sua população e protegê-los, para poderem levar a cabo as suas actividades agrícolas tranquilamente. A população das aldeias próximas da floresta de Sikum deixaram os seus campos agrícolas há 39 anos, desde que a guerra fustiga as vidas humanas naquela seção.

Acreditam ainda que os militares dirigidos pelo Comandante da Zona Militar número cinco, Coronel Souleymane Kandé estão a combater também o tráfico ilegal de madeira. Por isso, aplaudiram quando, a 28 de janeiro de 2021, os militares anunciaram a intenção de neutralizar os elementos do MFDC que estabeleceram o seu Estado-Maior na floresta de Sikum, que abusavam na população.

No início de 2018, ressurgiu em Casamansa a violência com o massacre na floresta de Bofa, que ceifou a vida de 14 homens que foram cortar madeira. O exército do Senegal, prendeu na sequência desses acontecimentos 20 suspeitos que ainda estão a espera de julgamento.

Entretanto, analistas senegaleses criticam o silêncio do atual responsável pelo processo de negociações de paz em Casamansa entre os rebeldes MFDC e o governo do Senegal, Robert Sanhá e asseguram que perdeu agora uma boa oportunidade de convocar as duas partes para a mesa de negociações.

Para os analistas, Robert Sanhá deveria aproveitar logo no dia 26 de Janeiro quando se ouvia os primeiros tiros de ataques do exército do Senegal, convocar as partes em conflito para uma reunião de negociações de um processo de paz duradouro para discutir, pelo menos, a autonomia da região em relação ao governo de Dacar.

Os rebeldes sob a liderança do Movimento das Forças Democratas de Casamansa (MFDC) iniciaram o conflito nas florestas de Casamansa a 26 de dezembro de 1982, quando um grupo de jovens casamansenses liderados por Abade Augustin Diamacoune Senghor tiraram a bandeira do Senegal na administração de Ziguinchor e colocaram a bandeira branca de Casamansa, fato que desencadeou o conflito até a data presente com o propósito de lutar pela independência total da grande região de Casamansa, contudo os rebeldes, depois de vários anos, acabaram por dividir-se em facções, por causa do protagonismos de alguns chefes militares.

Durante esse conflito registaram-se perdas incalculáveis de vidas humanas das populações civis e dos militares e rebeles, como também registaram-se vários deslocados de guerra e milhares dos refugiados em território da Guiné-Bissau.

Casamansa é uma região localizada no sul do Senegal e também ao sul da Gâmbia e a norte da Guiné-Bissau. Está dividida em baixa Casamansa (região de Ziguinchor) e alta Casamansa, região de Sédhiou e de Kolda, este último que se encontra a leste da Guiné-Bissau, concretamente nas zonas do setor de Perada, região de Gabú.

Recorde-se que, foi na convenção entre Portugal e França de 1886 que Casamansa, na altura, o “coração” de império português na região passou para o domínio da França, integrando assim no território senegalês. Durante os 243 anos da presença portuguesa naquela região, nada mais restou em Ziguinchor senão o crioulo-português.

Por: António Nhaga, Enviado Especial

Conosaba/odemocratagb

Covid-19: Guiné-Bissau regista 27 novos casos

Bissau, 20 fev 2021 (Lusa) – A Guiné-Bissau registou 27 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, para um total acumulado de 3.091, segundo os dados divulgados hoje pelo Alto-Comissariado para a covid-19.
Segundo as autoridades, na sexta-feira foram registados no país mais 27 casos, elevando o total acumulado para 3.091.
Os dados indicam também que há 539 casos ativos e que foram dadas como recuperadas mais oito pessoas, elevando o total acumulado de recuperações para 2.500.
Desde o início da pandemia, a Guiné-Bissau registou 46 vítimas mortais.
Na sequência do aumento de casos que se tem registado desde o início do ano, o Governo guineense decidiu na quinta-feira prolongar o estado de calamidade, que devia terminar terça-feira, por mais 30 dias.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.453.070 mortos no mundo, resultantes de mais de 110,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Mudanças nas chefias militares: PRESIDENTE SISSOCO EXONERA GENERAL “PAPA” CAMARÁ E NOMEIA O CORONEL JOAQUIM FERREIRA NA FORÇA AÉREA

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O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, acaba de nomear “sob proposta” do Ministro da Defesa Nacional e Combatentes da Liberdade  da Pátria, o General Sandji Fati e após aprovação do Conselho Superior Militar, o coronel Joaquim Filinto Silva Ferreira, para o posto de Chefe do Estado Maior da Força Aérea.

A informação consta do decreto presidencial n° 14/2021 tornado público esta sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021, pelo Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República.

A Chefia do Estado Maior da Força Aérea havia sido ocupada, desde 2009, pelo Major General, Ibraima “Papa” Camará, exonerado hoje e nomeado para o cargo de Presidente do Instituto de Defesa Nacional que também era ocupado pelo Major General, Augusto Mário Có.

Para o cargo de vice-chefe do Estado Maior da Força Aérea, que era ocupado pelo Brigadeiro General, Carlos Bampoque, o Presidente Embaló nomeou  o Coronel Mamadú Saliu Embaló, da contra inteligência militar, enquanto o Capitão de Mar-e-Guerra, Vitorino Tegba, foi nomeado vice-chefe do Estado Maior da Armada (Marinha de Guerra Nacional.

Há muito que se vinha falando da substituição do Major General Ibraima “Papa” Camará, da Chefia do Estado Maior da Força Aérea, por falta de “entendimento e de respeito às relações de hierarquia”.

Por: Tiago Seide

METEOROLOGIA CONFIRMA A INVASÃO DA “POEIRA GODZILLA” PROVENIENTE DO SAARA

Por Jornal Odemocrata  19/02/2021O Instituto Nacional da Meteorologia Nacional da Guiné-Bissau confirmou a invasão de uma nuvem de “poeira godzilla” aos céus da Guiné-Bissau, proveniente do deserto de Saara, sobretudo a que se tem registado  por estes dias em Bissau e aconselha os cidadãos a usarem  máscaras faciais para se protegerem da nuvem que diz ser  “uma ameaça à saúde”, sobretudo para os asmáticos e para as pessoas que padecem de problemas respiratórios. 

A invasão da poeira foi confirmada pelo ponto focal da previsão sazonal do Instituto Nacional da Meteorologia, Cherno Mendes, em entrevista ao jornal O Democrata, via telefone, na manhã desta sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021, na qual explicou que a nuvem de poeira viaja do Saara para as Américas, depois de cruzar o Atlântico num percurso de mais de dez mil quilómetros.

“Esta massa é o fenómeno natural, de ar seco carregado de partículas de areia que se forma sobre o deserto do Saara no final da primavera, no verão e no começo do outono no Hemisfério Norte. Geralmente desloca-se em direção ao Oeste sobre o Oceano Atlântico a cada três ou cinco dias”, diz o meteorologista guineense.

O especialista alertou na sua explanação que se a poeira persistir por mais tempo, a Guiné-Bissau pode esperar uma “grande baixa” na produção agrícola, sobretudo dos pomares de cajueiros.

Questionado sobre que medidas devem ser tomadas pelas populações para se protegerem, Cherno Mendes respondeu que de forma geral será difícil determinar que medidas, por se tratar de um fenómeno natural.

Contudo, em relação à saúde, recomendou ao uso permanente de máscaras faciais quando a atmosfera está coberta de poeira, sobretudo para as pessoas asmáticas e as que padecem de problemas respiratórios.

Em relação às culturas nos campos agrícolas, registou com apreensão eventuais baixas, a nível de produção, caso persista a poeira. Cherno Mendes deixou claro que será difícil prever os efeitos dessa “massa seca” nas culturas, porque as culturas não são seres humanos e logo será difícil protege-las do fenómeno.

“Essa poeira sai do Saara e desloca-se a outras partes do mundo com reforço do vento difícil de parar e que atinge com intensidade neste momento a nossa zona”, precisou.

“Portanto se persistir, poderemos ter baixo rendimento nas nossas culturas e isso tem o seu impacto nas flores das frutas, sobretudo neste momento de floração das frutas. Porque é uma poeira quente e seca e quando ataca o processo de reprodução de flores em estado aberto, seca-as de imediato”, alerta.

NUVEM DE POEIRA: MÉDICO RECOMENDA AO USO DE MÁSCARAS FACIAIS E AO CONSUMO DE ÁGUA

O médico clínico geral e cirurgião urologista, Malam Sabali, recomendou ao uso de máscaras faciais e ao consumo de muita água, também aconselhou os pais e encarregados de educação a não permitirem as crianças e os idosos saírem à rua sem necessidade para evitar que inalem a poeira.

O médico sustentou que são as camadas mais vulneráveis à inalação desta poeira, bem como os doentes de asma, bronquite, pacientes com problemas  respiratórios.

“Consumir muita água ajuda tornar húmidas as vias respiratórias o que facilita também o arrastamento, por via digestiva, de bactérias ou germes que a pessoa possa ter inalado, portanto, o consumo de água torna assim a via respiratória mais húmida”, aconselhou o médico clínico geral que, entretanto alertou os pacientes que sofrem de asma e outras doenças respiratórias a não se movimentarem sem que haja motivos para fazê-lo, como forma de evitar a inalação de poeiras.

Por: Filomeno Sambú/Assana Sambú Fotos: Cortesia de Albano Barai

«As pastas dos Governadores Regionais» Presidente da República, Sissoco Embaló convida Movimento da Sociedade Civil para governação

 

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, terá convidado o Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, a assumir as pastas dos governadores regionais, apurou o Capital News, junto de uma fonte da direção da organização.

Em causa está, de acordo com a fonte, aquilo que Sissoco Embaló terá considerado “falta de entendimento” entre os partidos que sustentam o Governo de Nuno Nabiam, para a nomeação dos governadores.

Em resposta ao convite do Presidente da República, Fodé Carambá Sanhá, presidente do Movimento da Sociedade Civil, convocou, dia 18 de fevereiro, algumas organizações membros do Movimento, para decidir sobre o assunto, soube o CNEWS.

“Ele fez convite por telefone, a cada um dos nossos colegas para esta reunião, na qual muitos de nós não participaram”, disse a fonte.

Em jeito de conclusão, as organizações presentes na aludida reunião declinaram-se ao pedido de Carambá Sanhá, para assumirem as pastas nas regiões, pois se trata-se de um assunto de “natureza política”, que pode comprometer as organizações da sociedade civil, indicou o confidente do Capital News.

Na reunião, ficou patente que Umaro Sissoco Embaló pretende remodelar o “seu governo”, até final do mês de fevereiro. E uma das possíveis saídas apresentadas pelo grupo é que o Movimento Nacional da Sociedade Civil estaria em condições de aceitar assumir o Ministério da Administração Teritorial, para ser a organização a “geri-lo”, apurou o Capital News.

Por CNEWS com Conosaba do Porto

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Organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau pedem fim de combates em Casamança

As Organizações da sociedade civil guineense pediram hoje o fim dos combates em Casamança, sul do Senegal, e que o conflito seja mediado através do diálogo com as autoridades senegalesas, com a participação da Guiné-Bissau e da Gâmbia.
Em comunicado, divulgado nas redes sociais pela Liga Guineense dos Direitos Humanos, 23 organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau apelam para à “cessação imediata das hostilidades por ambas as partes” e para a “necessidade de se respeitarem os civis que não estão envolvidos no conflito”.
As organizações da sociedade civil apelam também ao “diálogo entre as autoridades senegalesas e todas as fações do Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MDFC), com a participação das autoridades da Guiné-Bissau e da Gâmbia, para encontrarem uma solução para a paz duradoura” naquela região.
Conosaba/Lusa

Covid-19: GOVERNO GUINEENSE LEVANTA SUSPENSÃO DE AULAS EM BISSAU

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O governo deliberou levantar a suspensão do funcionamento das aulas a nível do setor autónomo de Bissau, após o término do prazo da vigência do estado de calamidade (23 de fevereiro). A decisão consta do comunicado do conselho de ministros desta quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021.

As aulas haviam sido suspensas, desde 23 de janeiro, no quadro de adoção de medidas que visam estancar o aumento de número de casos de coronavirus na Guiné-Bissau.

O governo prorrogou ainda o estado de calamidade, ainda em vigor, por mais trinta dias.

No que concerne ao surgimento da epidemia do Ébola, o executivo decidiu reconstruir a equipa de restreio do Ébola que havia sido instituída nos anos 2014/2015 e manter abertas as fronteiras com a república da Guiné-Conakry, nos três pontos de entrada, nomeadamente Buruntuma, Pitche-Fulamore e Cuntabane.

Na parte deliberativa, o conselho de ministros aprovou o programa para a campanha agrícola da época seca 2021/2022 e o respetivo  orçamento, instituindo, “por despacho do primeiro ministro”, um Task Force integrando o vice primeiro ministro, os ministros de agricultura, da economia, das Finanças e dos negócios estrangeiros para a mobilização de fundos necessários à plena execução do programa.

Ainda o plenário aprovou o projeto de digitalização dos correios da Guiné-Bissau (ecp).

Neste particular, autorizou o ministro dos transportes e comunicações para dirigir e acompanhar o processo negocial com o grupo NUMHERIT SA, visando o estabelecimento de parceria público privada para a transformação digital dos correios da Guiné Bissau (ecp).

Por: Tiago Seide

PRIMEIRO-MINISTRO DA GUINÉ-BISSAU, ENG. NUNO GOMES NABIAM RECEBEU EM AUDIÊNCIA HOJE, EM BISSAU O SR. NATHAN M. BELETE, DIRETOR DE OPERAÇÕES DO BANCO MUNDIAL PARA CABO-VERDE, GÂMBIA, GUINÉ-BISSAU, MAURITÂNIA E SENEGAL

 

REUNIÃO DE TRABALHO | Recebemos hoje de manhã o Senhor Nathan M. Belete Diretor de operações do Banco Mundial para Cabo-Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau, Mauritânia, Senegal.

Analisamos várias questões ligados aos projetos e financiamentos para a Guiné-Bissau, com maior enfoque nos apoios de que a nossa economia precisa para suportar os impactos negativos da pandemia de covid-19.
Louvamos a abertura e a disponibilidade do Banco Mundial em continuar a apoiar a nossa economia.
Juntos somos mais fortes
GOVERNAR PARA TODOS

Diplomacia/ ” Nunca as relações políticas e diplomáticas da Guiné-Bissau e Cabo verde estiveram boas como atualmente” , diz a Ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau

Bissau, 16 Fev 21 (ANG) – A Ministra dos Negócios  Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, Suzy Carla Barbosa, afirmou segunda-feira que as relações políticas e diplomáticas entre  a Guiné-Bissau e Cabo verde nunca foram tão boas como atualmente.

Suzy  Barboza que falava à imprensa à saída da audiência com o Ministro Cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Rui Alberto de Figueiredo Soares, disse que a inauguração da chancelaria da República de Cabo Verde, pela primeira vez na Guiné-Bissau, provou que os dois países estão mais unidos do que nunca.

Informou que durante a audiência com o seu homólogo cabo-verdiano analisaram a mobilidade entre os dois países e a integração dos cidadãos guineenses em Cabo Verde.

De acordo com a chefe da diplomacia guineense, a Guiné-Bissau, enquanto apoiante da proposta do Estado cabo-verdiano para a mobilidade na CPLP, vai trabalhar para sua concretização, assim também como na CEDEAO.

Suzy disse que acredita  nesse modelo porque  vai ser adapto à realidade de integração africana.

Por sua vez, o Ministro cabo-verdiano, destacou por seu lado o considerado ”excelente momento” nas relações políticas e diplomáticas entre Bissau e Praia.

Rui Soares realçou o encontro proporcionados com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e o Primeiro-ministro, Nuno Nabiam, destacando  a necessidade do reforço e fortalecimento do que chamou de  “laços indestrutíveis” entre os dois países com um passado histórico comum.

O diplomata cabo-verdiano sugere a extensão e fortalecimento dessas relações às instituições e empresas dos dois países.

Segundo Rui Soares, brevemente, uma delegação cabo-verdiana, chefiada pelo Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, vai efetuar uma  visita à Guiné, para tratar, em detalhes, dos acordos bilaterais. ANG/CP/LPG//SG