GUINÉ-BISSAU: A ALTA COMISSÁRIA PARA COVID-19, QUER O CANCELAMENTO DO FESTEJO DA CARNAVAL


A alta comissária para luta contra COVID-19 no pais, Magda Nely Robalo, informou hoje que propostou ao governo o cancelamento da comemoração da festa popular de Carnaval para este ano devido nova propagação da doença.

Magda Robalo falava aos jornalista no final desta tarde, numa conferencia de imprensa para informar das novas medidas a serem implementadas no país. Na qual acusou o Governo liderado pelo Nuno Gomes Nabiam de estar a violar as regras estabelecidas.

“Na semana passada tivemos a primeira reunião com Secretaria de Estado da Cultura e ainda hoje, para planearmos sobre realização ou não e a forma de celebração da festa de Carnaval. No concelho dos ministros, recomendamos o seu cancelamento e que no entanto prometemos informar as conclusões”. Frisou.

Questionada sobre o inicio da nova epoca desportiva (GUINES-LIGA), prometeu pronunciar-se após o encontro com secretaria de estado de desportos.

Segundo dados desponiveis, até data presente, o país já registou 2510 positivos e 2405 recuperados, 54 ativos e 45 já mortos pela COVID-19.

RJGB / Radio Bantaba 

GENERAL BIAGUE APELA O PR SISSOCO A TRABALHAR PARA O LEVANTAMENTO DE SANÇÕES AOS MILITARES

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O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, General Biague Na N’Tan, apelou ao Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló, que trabalhe afincadamente para o levantamento de sanções impostas pelas Nações Unidas a cinco oficias superiores do exército guineense. O General Biague fez este apelo esta terça-feira, 19 de janeiro de 2021, durante a sua intervenção na cerimónia de cumprimentos do novo ano recebidos da parte de oficias militares do exército guineense e do Comissário Nacional da Polícia de Ordem Pública e outros oficiais das forças de segurança.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu, depois do golpe de Estado de 12 de abril de 2012, aplicar sanções a cinco oficiais considerados figuras mais destacadas da subversão da ordem constitucional naquela altura, entre as quais, figuram o antigo chefe de Estado-maior das forças armadas, general António Indjai, o vice-chefe de Estado-maior das forças armadas, tenente general Mamadu Turé, o inspetor-geral das forças armadas, contra almirante Estevão Na Mena, o chefe do Estado-maior da força aérea, general Ibraima “Papa” Camará e o atual presidente do Tribunal Militar Superior, brigadeiro general, Daba Naualma.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas através do seu Comité de Sanções decidiu manter o regime de sanções impostas àqueles cinco oficiais militares. No relatório, o secretário-geral salientou que as “medidas adotadas pelos militares no período a seguir às eleições presidenciais são dececionantes e preocupantes”, referindo assim a ocupação de instituições do Estado pelos militares após a demissão do Governo de Aristides Gomes.

Biague Na N’Tan, aproveitou o encontro com as chefias militares para apelar ao Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló, que peça junto da comunidade internacional o levantamento das sanções impostas aos militares guineenses, porque “já é claro que estas sanções não têm valor”.

O responsável do exército guineense disse que o ano 2021 vai ser o ano da organização e da disciplina nas forças armadas, tendo acrescentado que o exército vai priorizar este ano três aspetos fundamentais, designadamente: a estabilização da Guiné-Bissau, a criação da escola para a formação de jovens militares e a reabilitação das infraestruturas militares.

“Estabilização significa dar continuidade do Estado e que este esteja estável e firme para o desenvolvimento. Permitir que o governo e o Presidente da República caminhem juntos a fim de colocarem a Guiné-Bissau no contexto do desenvolvimento, como também para podermos receber visitas de mais Chefes de Estado, muito mais do que em 2020”, assegurou.

O general do exército que dirige as forças armadas guineense explicou que a criação das escolas de formação militares no país, vai permitir ao governo reduzir gastos em termos de dinheiro para pagar as formações no exterior. Frisou que o governo, várias vezes tem dificuldades de pagar os bilhetes de avião e pagar os subsídios aos formandos, por isso alertou o executivo a confiar nos quadros das forças armadas e criar as condições para a implementação de centros de formação locais.

Enfatizou que as forças armadas têm quadros competentes em diferentes áreas, tendo lembrado que alguns edifícios do exército foram reabilitados por técnicos das forças armadas, por isso apelou ao governo que lhes conceda os apoios necessários para que possam construir novos aquartelamentos com o intuito de “salvar” a Marinha de Guerra Nacional, o aquartelamento dos pára-comandos e outros.

“O ano 2021 será um ano da demostração das nossas capacidades. É um ano em que as forças armadas terão que demostrar, na verdade, que esqueceram tudo aquilo que passou neste país” advertiu, para de seguida apelar à unidade no seio da classe.

“As forças armadas receberam a medalha mais alta da condecoração da Guiné-Bissau e que está no meu peito. A medalha não é minha, mas sim é de toda a classe”, referiu.

“Quero, em nome das forças armadas, que demostremos ao povo guineense que fomos nós que lutamos pela independência e que não buscamos a independência para massacrar o povo, mas sim para permitir que os nossos filhos vivam em ambiente da paz e estabilidade”, notou.

Sublinhou que deu orientações claras a todas as divisões e vão ser cumpridas pelo Tribunal Militar Superior.

“Os militares devem ser capacitados através de seminários sobre a Constituição da República da Guiné-Bissau. Os oficiais superiores e até soldados devem ter a noção da Constituição guineense, como também do regulamento da disciplina militar e conhecer os dispositivos jurídicos da defesa e mesmo os generais, nos seus gabinetes, devem apropriar-se destas leis para se orientarem, assim se houver alguma situação ligada a Constituição da República, saberão se às suas intervenções estão a violar a lei ou não”, contou para entretanto, pedir a unidade, obediência e respeito no seio das forças armadas.

O chefe de Estado-Maior General disse que este ano será um ano de novos uniformes nas forças armadas e que as cerimónias oficiais serão feitas com espadas nas mãos, portanto considera o ano 2021, como um ano da nova era nas forças armadas.

Sobre a presença de forças militares estrangeiras no país, o General Biague disse aos militares na sala para não aceitarem mais a presença de qualquer força estrangeira na Guiné-Bissau, quer seja a força das Nações Unidas ou do ECOMIB que não venham mais ao país, porque “nós é que passaremos a ser a ECOMIB da Guiné-Bissau”.

Por: Assana Sambú/Epifânia Mendonça

Guiné-Bissau: TRÁFICO DE MADEIRA EM EMINÊNCIA DE PROVOCAR CONFLITO ARMADO NA FRONTEIRA COM SENEGAL

O Contrabando de madeira na zona fronteiriça entre a Guiné-Bissau e o Senegal está em eminência de provocar incidente aramado entre as duas partes, as denúncias são dos populares do Sector de Bigene que já não se sentem tranquilos com esta situação
De acordo com as informações que a Radio Sol Mansi (RSM) tem acesso, a madeira em causa teria sido explorada ilegalmente por operadores clandestinos que actuaram durante vários meses nas matas de Banú, Saiam, e Saiam Balanta, pertencentes ao sector de Bigene.
A RSM tem acompanhado esta situação há várias semanas tentando saber, junto das autoridades tanto administrativas e assim como policiais envolvidas neste cenário, o que realmente está a acontecer mas está a ser sem sucesso.
Mas, embora estes entraves, a nossa estação emissora, sabe que este cenário preocupante já é do conhecimento das autoridades superiores, sobretudo das forças de segurança que, de acordo com as informações, estão a proceder substituição do pessoal instalado no sector de Bigene, inclusive já foi destacado um novo comandante de operação da Guarda Nacional em substituição do anterior.
No passado recente, a RSM tinha divulgado informações através de varias denúncias de populares de tabancas deste sector dando conta da retoma de actividades de cortes clandestinas de madeira, na altura as denuncia apontavam a tabanca de Capal como centro destas actividades, sendo que a espécie de `Pau de Sangue` é a mais visada.
As fontes confidenciaram à RSM que o facto era do conhecimento das autoridades florestais que teriam dito que não poder intervir devido a cumplicidade das próprias autoridades superiores.
Desde então, segundo a mesma fonte, a rede tem continuado a actuar nesta zona e teria traçado uma linha com o Senegal para contrabandear a sua produção ilegal de madeiras.
O facto teria sido descoberto, no passado dia 10 do corrente, por um agente do serviço florestal, que teria rastreado a rede até ao local da sua estucagem, precisamente no território Senegalês, na linha de fronteira com a Guiné-Bissau.
Depois desta constatação, o agente teria retirado do local e teria decidido, no dia seguinte, sem suporte das forças de Guarda Nacional do sector, montar a sua própria operação envolvendo até o comandante de secção de Ingoré e alguns agentes colocados na secção de Barro para proceder a recuperação da quantidade da madeira avistada na aquela localidade.
Sem dar de conta, adianta ainda a nossa fonte, os Gendarmes do Senegal também tinham a mesma informação destes contrabandos, e com a mesma linha identificaram o local onde os operadores clandestinos teriam estocado as madeiras, e decidiram montar emboscada para captura dos autores.
Entretanto, de cordo com a nossa informação a operação quase teria desembocado em confronto entre as duas forças. Um cidadão residente naquela localidade, que pediu anonimato, disse estar preocupado com esta situação
“O mais grave é que isso vai criar incidente armado quando mais se espera, eu não vou vos esconder isso porque as duas partes [Guiné-Bissau e Senegal] estão em contenção”, adverte.
A maior parte das denúncias das populações recebidas nos últimos meses pela RSM envolvem os cidadãos estrangeiros a actuarem clandestinamente nas matas da Guiné-Bissau.
Estes relatos começaram a circular depois de o governo ter apresentado uma proposta para abertura de um “regime especial” de cinco anos na moratória que proíbe a corte das árvores no país.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Amade Djuf Djaló/radiosolmansi com Conosaba do Porto

Cabo Verde e GGuiné-Bissau vão assinar protocolo de acordo no domínio da média

Bissau 19 Jan 21 (ANG) – O Presidente do Conselho e Administração da Rádio Televisão de Cabo Verde afirmou hoje que os dois países vão assinar um protocolo na área da Comunicação Social.

Policarpo de Carvalho que se encontra no país no quadro da visita do Chefe de Estado cabo-verdiano disse que o acordo vai ser assinado entre os governos e um outro acordo com a Rádio e Televisão da Guiné-Bissau.

O Presidente do Conselho e Administração da Rádio Televisão de Cabo Verde  fez esta revelação  após uma visita à Agência de Notícias da Guiné(ANG) e ao Jornal Nô Pintcha, realizada após um encontro com o Secretário de Estado da Comunicação Social, Conco Turé, à que assistiram  os diretores-gerais dos quatro órgãos públicos de comunicação social e o Secretário-geral da Secretaria de Estado da Comunicação Social.

Policarpo disse que aproveitou a oportunidade para trocar expectativas com os colegas da Guiné-Bissau e conhecer um pouco da experiência da Rádio e Televisão do país  e deixar aqui aquilo que é a experiência da Rádio e Televisão de Cabo-Verde (RTC).

Instado a falar das possibilidades de cooperação entre os órgãos de comunicação social dos dois países, Policarpo  revelou  que acabaram de lançar uma académia RTC em Cabo-Verde que será um centro de referência avançada de formação na área de Comunicação Social para o mundo, pelo que espera receber os profissionais da Guiné-Bissau, com o objetivo de melhorar as suas performance.

“Acabamos de falar com o Secretário de Estado da Comunicação Social e estamos abertos para dar o nosso apoio à organização de todo o quadro jurídico, depois da assinatura do protocolo entre os dois Governos. Assim   poderemos ajudar na formatação do quadro jurídico para um modelo mais avançado “frisou Policarpo de Carvalho.

A RTC conta com mais de 300 trabalhadores e gere um orçamento de cerca de dois milhões de Euros.

O presidente Jorge Carlos Fonseca cumpre hoje o segundo dia de sua visita oficial de quatro dias à Guiné-Bissau. ANG/MSC/

Em 30 minutos Simões Pereira fala dos militares, das greves e do seu regresso

Por CNEWSO líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira comentou este domingo (17.01), a decisão das Nações Unidas em manter os militares guineenses em regime de sanções e afirma que a classe castrense continua a ser enganada no país.

Simões Pereira fez o retrato em pouco mais de trinta minutos, analisando os últimos acontecimentos no país, onde não está há cerca de um ano.

“Lamento essa situação (de sanções). Lamento porque, na verdade, os militares continuam a ser enganados na Guiné-Bissau. Nos acontecimentos de 27 de fevereiro (de 2020) eles foram induzidos que estavam a combater um monstro, que era o PAIGC e Domingos Simões Pereira. E foi-se alimentando essa mentira que lhes foi contada”, começou por analisar, Simões Pereira, em “Grande Entrevista” da RTP África.

O líder do “partido dos libertadores” prosseguiu ainda e afirma que o tempo está a tirar as dúvidas em relação aos problemas da Guiné-Bissau:

“Eu penso que o tempo ajuda a esclarecer muita coisa. E isso que nós estamos a ver é, realmente, uma demonstração de que é tudo mentira muito daquilo que está a ser dito no país. As pessoas que vão prometendo que conseguem resolver os problemas das sanções, e que conseguem criar amnistias. Portanto, eu penso que o tempo está a permitir que essas estruturas (militares) compreendam o erro em que foram induzidas para reverter essa situação”, disse Simões Pereira.

Sobre a visita que o presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca realiza, a partir desta segunda-feira à Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira desconfia da Real intenção da mesma:

“A Guiné (Bissau) e Cabo Verde estão ligados por laços muito fortes. Laços históricos e de sangue. Portanto, normalmente, a visita de entidades a esse nível devia ser momentos de festa, de reencontro e momento de enaltecimento daquilo que, de facto, nos une. Se o presidente Jorge Carlos Fonseca está convencido de que a sua visita irá, realmente, representar tudo isso, eu não tenho razões para o censurar. Tenho dúvidas. Parece-me que continua a ser aquele perfilar de visitantes para tentar legitimar aquilo que só o povo guineense devia legitimar”, encarou.

Ao comentar a onda de greves na Guiné-Bissau, o também antigo primeiro-ministro ataca mais uma vez o governo de Nuno Nabiam:

“Quem quer pagar salários milionários aos titulares dos órgãos de soberania não vai poder pagar aos professores e não vai poder pagar aos enfermeiros, não há magia nisso”, afirma, para de seguida lembrar os tempos em que era primeiro-ministro:

“Entre 2014 e 2015, nós pagamos aos professores e aos enfermeiros, pusemos luz, água e nós construímos as infraestruturas e fizemos isto tudo porque era a nossa prioridade. E aquilo que o país era capaz de produzir era conduzido para essas prioridades”, lembrou.

Sobre o seu regresso ao país, quase um. ano depois de ter deixado o território guineense, o líder do PAIGC deixa o desejo:

“Idealmente, ainda em janeiro, eu espero estar em Bissau”, concluiu.

dus curpu un corson!» Jorge Carlos Fonseca é o primeiro Presidente de Cabo Verde a visitar a Guiné-Bissau

O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, inicia segunda-feira uma visita oficial à Guiné-Bissau, a primeira de um chefe de Estado cabo-verdiano, e que, segundo as autoridades, demonstra o bom relacionamento entre ambos os países lusófonos.
Em declarações à Lusa, a chefe da diplomacia guineense, Suzi Barbosa, afirmou que é a “primeira de muitas coisas”.
“É a primeira vez que se realiza a visita oficial de um Presidente e também é a primeira vez que Cabo Verde vai abrir uma embaixada na Guiné-Bissau”, disse.
Segundo a chefe da diplomacia guineense, em “47 anos de independência da Guiné-Bissau, nunca Cabo Verde, após a sua independência, tinha aberto uma embaixada”.
Cabo Verde tinha apenas um consulado em Bissau.
“Isto demonstra o bom relacionamento que existe, neste momento, entre os nossos dois países”, afirmou.
A chefe da diplomacia guineense disse que a nova embaixada de Cabo Verde em Bissau não será inaugurada durante a visita de Jorge Carlos Fonseca, mas que o chefe de Estado cabo-verdiano vai deslocar-se acompanhado de uma grande delegação empresarial.
A visita decorre entre segunda e quarta-feira.
Na quinta-feira passada, o Presidente cabo-verdiano nomeou o diplomata Camilo Querido Leitão da Graça embaixador de Cabo Verde em Bissau.
Até agora, o embaixador cabo-verdiano na Guiné-Bissau não era residente no país, acumulando com outras representações.
Para o chefe de Estado cabo-verdiano, a visita servirá para o reforço e relançamento das relações entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau.
“São países que têm laços históricos de cultura e muitas cumplicidades e poderá ser um momento importante para relançar, reforçar, aproximar cada vez mais os dois povos”, afirmou anteriormente o Presidente.
O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, já tinha convidado o seu homólogo para a sua tomada de posse, no início do ano passado, então marcada por uma crise pós-eleitoral, mas que não se concretizou.
Em novembro do ano passado, Umaro Sissoco Embaló formalizou o convite ao homólogo de Cabo Verde para uma visita oficial ao país, para “reforço” dos “laços históricos” entre os dois Estados.
A carta-convite foi entregue pelo embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, M´Bala Fernandes, que foi recebido pelo chefe de Estado cabo-verdiano, que é atualmente presidente em exercício da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Conosaba/Lusa

ORANGE ANUNCIA PLANO DE MODERNIZAÇÃO E EXTENSÃO DA REDE

 

A Companhia de Telecomunicações  “Orange Bissau” anunciou esta sexta-feira, 15 de janeiro de 2021, a modernização e alargamento da sua rede de telefonia móvel em todo o território nacional.
A intenção da Orange foi transmitida aos jornalistas pelo diretor-geral do Grupo  “ORANGE SONATEL”, Sékou Drame, depois da audiência com o Chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.
O responsável do Grupo de cinco filiais Orange na sub-região [Guiné-Bissau, Guiné-Conakry, Mali, Senegal, Serra Leoa]  fez-se acompanhar do diretor-geral da Orange Bissau, Brutus Sadou Diakité, e altos funcionários daquela empresa.
À saída, Sékou Dramé revelou aos jornalistas que durante a audiência, o grupo e a Orange Bissau apresentaram ao Chefe de Estado o plano de modernização e extensão   da rede de telecomunicações na Guiné-Bissau.
“Vamos preparar a rede para acolher as novas gerações de tecnologia, em particular a internet. É um plano que vai permitir-nos duplicar a capacidade da nossa rede”, indicou e disse que atualmente dispõe de 163 antenas de rede e visam acrescentar mais 150 sítios suplementares para alargar a cobertura e contribuir na transformação digital.

Por: Epifania Mendonça

Conosaba/odemocratagb

ORANGE BISSAU DESACATA AS REGRAS E É CONDENADA A PAGAR QUASE 4 BILIÕES DE FRANCOS FCFA

O Conselho da Administração da Autoridade Reguladora Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (ARN) condena a Empresa de Telecomunicação Móvel “Orange Bissau” ao pagamento de mais de três biliões de flancos cfa
Este montante, segundo a notificação da ARN que a Rádio Sol Mansi (RSM) tem acesso, é na sequência dos relatórios recebidos entre 2018 e 2019 que comprova a infracção cometida pela Orange Bissau no aumento da tarifa aplicada na integração ultrapassa de longe os 45 francos cfa fixados como limite máximo.
Segundo a Autoridade Reguladora Nacional, o valor será depositado na conta do tesouro público que, por sua vez, o fará aos projectos de maximização da rede de telecomunicação e do seu acesso pelas populações, através do Fundo de Acesso Universal das Tecnologias de Informação e Comunicação.
A mesma fonte conta ainda que a ARN condena a Orange Bissau a ajustar, com efeitos imediatos, o valor da tarifa de interligação aos 39,13 francos cfa, incluindo o IGV, resultante do acordo de interligação firmado.
Entre várias irregularidades, a ARN fala da oscilação incompreensível da tarifa Off-net, isto é, uma discrepância real entre a tarifa de interligação negociada e concluída pela empresa que resultou do acordo de interligação assinado, e a que efectivamente foi cobrada aos utilizadores da rede.
“O facto não só prejudicou os utilizadores da rede móvel da Orange como também o regular funcionamento do mercado das tecnologias de informação e da comunicação da Guiné-Bissau”, lê-se na mesma notificação que a RSM tem acesso.
Na notificação de 7 páginas, a ARN espelha ainda ficou provado que a empresa em causa não efectuou a devida comunicação prévia a informar os utilizadores e a ARN dos sucessivos aumentos das tarifas de interligação aos seus clientes e a autoridade, uma vez que já havia um acordo em relação a este facto.
Diante de toda esta situação, a ARN lembra que para evitar comportamentos tendentes a extrair vantagens excessivas ou injustificadas à custa do sacrifício dos consumidores ou utilizadores, a lei confere a ARN a prerrogativa de monitorar e cautelar a prática da tarifa excessivas.
Com isso, ficou decidido que a Empresa de Telecomunicação Móvel “Orange Bissau” foi condenada ao pagamento de três mil milhões, noventa milhões, vinte e um mil e setecentos e quarenta e nove mil flancos cfa.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/radiosolmansi com Conosaba do Porto 
 
Imagem: Internet

Capitão dos Portos pede maior precaução aos proprietários de pirogas para evitar tragédias no mar

 

Bissau 14 Jan 21 (ANG) – O Capitão dos Portos da Guiné-Bissau apelou maior precaução aos proprietários das pirogas de transporte de pessoas e bens para as ilhas,  de forma a evitar tragédias no alto mar neste período de ventos fortes.

Siga Batista, em entrevista à ANG, disse que a missão da sua instituição é de zelar pela segurança de pessoas e bens no mar, afirmando que na Guiné-Bissau, com a exceção de Abril à Junho todos os restantes meses são preocupantes para  a navegação marítima inter- ilhas.

Aquele responsável adiantou que actualmente a preocupação da sua instituição aumenta mais, por causa dos ventos fortes que dificultam a visibilidade na navegação com pirogas, por falta de  aparelhos  de orientação das trajetórias  no mar.

Para Batista, todo o cuidado é pouco neste período no mar, por isso apela o  re
dobrar de  esforços em todos os portos com  medidas já em vigor.

Recomenda que   as pirogas devem levar metade da sua lotação, e dispor de coletes de salva-vidas para todos os passageiros, orientação que diz estar a ser acatada  por parte dos usuários das pirogas.

Frisou que os trabalhos do Instituto Marítimo Portuário acabam nos portos e que, ao longo da viagem, cabe aos capitões és das pirogas e outras embarcações  tomarem diligências para evitar o perigo.

Afirmou que a sua instituição trabalha mais na componente de sensibilização das pessoas usuárias do mar, e disse que esta técnica tem dado  frutos uma vez que, comparativamente ao  2019, em que houve mais de 20 mortes por diferentes situações no mar,  2020, sem citar  números, teve menos mortes, o que  considerou de positivo, apesar de lamentar as perdas humanas registadas .ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

 

Postado por ANG às 07:26:00

Cooperação/Portugal assina programa de cooperação de 60 milhões de euros com a Guiné-Bissa

Bissau,14 Jan 21(ANG) – Portugal assinou quarta-feira com a Guiné-Bissau um novo programa estratégico de cooperação de 60 milhões de euros e que vigorará até 2025, anunciou em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.

O Programa Estratégico de Cooperação (PEC) 2021-2025 “terá um envelope financeiro indicativo de 60 milhões de euros, sujeito a revisão anual, para os cinco anos de vigência”, adiantou o comunicado.

O documento foi assinado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa.

Segundo a diplomacia portuguesa, o plano foi “elaborado de acordo com as prioridades e objetivos de desenvolvimento da Guiné-Bissau” e irá abranger projetos nas áreas da educação e cultura, justiça, segurança e defesa, saúde, assuntos sociais e trabalho, agricultura, pescas, energia e ambiente, infraestruturas, economia e finanças.

“Será dado particular enfoque à promoção de parcerias com outros atores, públicos e privados, nacionais e internacionais, nomeadamente com o setor privado, organizações não-governamentais para o desenvolvimento (ONGD), fundações, academia e a comunidade doadora internacional, em particular as Nações Unidas e a União Europeia”, explicou a nota do MNE.

O Programa Estratégico de Cooperação Portugal/Guiné-Bissau 2015-2020 tinha um orçamento indicativo de 40 milhões de euros, cuja execução foi ultrapassada
.ANG/Lusa