Covid-19: GUINÉ-BISSAU ULTRAPASSA A BARREIRA DOS DOIS MIL CASOS DE INFEÇÃO POR CORONAVÍRUS

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A Alta Comissária para o combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), Magda Robalo disse esta segunda-feira, 03 de agosto de 2020, que a Guiné-Bissau regista neste momento 2032 (dois mil e trinta e dois) casos de infeção pela Covid-19, acumlados desde o anúncio dos primeiros casos no país. Acrescentou que dos 2032 casos de infeção, registaram-se 944 recuperados e 27 óbitos.

A responsável do Alto Comissariado fez este anúncio durante a apresentação dos dados epidemiológicos sobre a pandemia. O número de casos de infeção subiu de 1981 para 2032, e o número de recuperados evoluiu de 893 para 944. Registou-se também o aumento do número de óbitos, que subiu para 27 casos.

Os dados apresentados indicam que a capital Bissau continua a registar maior número de casos de infeção, 1824, dos quais, 829 recuperados e 20 óbitos.

A segunda região com o maior número de casos é Biombo, no norte do país e muito próxima da capital Bissau. Biombo conta com 120 casos de infeção, dos quais, 70 recuperados e 6 óbitos. Cacheu é a terceira região mais afetada e conta com 37 casos, deste número, 21 recuperados e não tem nenhum óbito. Seguida de Bafatá com 27 casos, 12 recuperados e um óbito.

A região de Oio regista 17 casos, dos quais 9 recuperados e 2 perdidos (casos da infeção que fugiram do controlo das autoridades sanitárias), Gabú tem  e 2 recuperados. Tombali conta com 3 casos da Covid-19 e 1 perdido. A região sanitária de Farim tinha apenas 1 caso, entretanto já  recuperado.

A Alta Comissária explicou que está a ser montada uma nova estratégia de comunicação e sensibilização para a prevenção contra o contágio e propagação da Covid-19 junto das comunidades como forma de fazer que a população tenha noção do vírus e suas consequências para melhor prevenir-se.

De recordar que foram confirmados primeiros casos da Covid-19 na Guiné-Bissau no dia 25 de março deste ano, considerados importados.

Por: Epifânia Mendonça

EX-MINISTRA RUTH MONTEIRO PEDE AUXÍLIO A PORTUGAL POR TER “VIDA EM RISCO


“A ex-ministra da Justiça guineense pediu auxílio a Portugal após o golpe de Estado, explicando que tinha a vida em risco por sabe demais.


Num restaurante do Bairro Alto, por entre olhares preocupados, sempre atenta a quem entrava e falando num tom baixo, Ruth Monteiro, ministra da Justiça da Guiné-Bissau até fevereiro deste ano, desenrolou a teia de intrigas que derrubou o seu Governo. Ficou no poder o Presidente Umaro Sissoco Embaló, declarado vencedor de umas eleições de legalidade questionada, de onde saiu derrotado o candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

A ex-ministra pinta o retrato de um país mergulhado num clima de terror, governado por uma elite política, indistinguível do submundo do crime, que tomou o poder pelas armas e é financiada pelo fluxo de cocaína da América Latina, que passa pela Guiné-Bissau até às mãos dos jiadistas que navegam as areias do Sahel. Conta histórias de altos funcionários do Ministério Público que tentam impedir a revista de camiões de carapaus com quase duas toneladas de cocaína lá dentro, de homens misteriosos que estavam dentro dos veículos e não são acusados de nada. Em março, perseguida e acusada de não devolver três carros do seu ministério, algo que nega, Ruth Monteiro chegou ao ponto de pedir ajuda ao Governo português, explicando que a sua vida estava em risco por saber demais.

Conseguiu escapar, depois de muitas peripécias, com ajuda clandestina de elementos das forças de segurança guineenses.

O drama marcou-a profundamente. Nascida e criada na Guiné-Bissau, Ruth Monteiro veio para Portugal estudar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e ficou por cá a trabalhar. Décadas depois foi passar umas férias a Bissau e por lá ficou. “Hesitei bastante”, confessa. “Mas fiquei apaixonada de novo pela minha cidade. Redescobri-me, entrei em casa da minha mãe e era como se não tivesse estado longe todos esses anos”. O seu trajeto profissional, como advogada e assessora do Ministério da Justiça, bem como a militância num pequeno partido sem representação parlamentar, o Movimento Patriótico, desembocou num convite para integrar o Governo de Aristides Gomes, do PAIGC. “Agora quero voltar a ser advogada e não me querem deixar”, diz, entre gargalhadas que soam a tristeza. “No fundo, é a única coisa que sei fazer”.

Costuma dizer-se que a História é escrita pelos vencedores. Com Nuno Nabian a conseguir formar Governo e a aprovar o seu programa, com a CEDEAO a reconhecer a Presidência de Umaro Sissoco Embaló, teme que o mundo esqueça aquilo que se passou e a maneira como chegaram ao poder?

Deixe-me dizer-lhe que o Nuno Nabian não conseguiu nenhuma vitória no Parlamento. Nós não estamos a falar de vitórias conseguidas de forma democrática. Estamos a falar de vitórias com base nas ameaças, com base numa violência que vem do submundo do crime. Estamos a lidar com gente ligada ao tráfico de droga e ao terrorismo, foram eles que tomaram de assalto o poder e estão a ditar as leis. Veja que Sissoco disse agora que não irá cumprir com as declarações do Conselho de Segurança da ONU, que determinam que o Governo deve ser eleito com base naquilo que foram as eleições legislativas, livres e justas, de 2019. Ele diz “eu não o vou fazer”, desafia qualquer autoridade e, ao que parece, vai conseguindo impor as suas decisões.

Mas como surge então a aprovação do programa e Governo de Nuno Nabian?

Primeiro, o presidente da Assembleia Nacional Popular [Cipriano Cassamá] é ameaçado. O próprio faz uma conferência de imprensa e diz que ele e a família estão a ser ameaçados e que não vai enfrentar quem faz um golpe de Estado com uso da força dos militares. A ANP foi cercada mais do que uma vez, de cada vez que se previam decisões do hemiciclo que não fossem de acordo com os interesses de Embaló e da sua entourage. Temos uma sessão que é convocada e realizada com todo o tipo de ilegalidades que se podem imaginar – a começar pela mesa da Assembleia, que deve refletir a proporcionalidade dos deputados, o que não aconteceu. Tinha o grupo que se juntou a Embaló, o PRS [Partido para a Renovação Social] e o Madem-G15, que apoia o Embaló. É o primeiro ato absolutamente ilegal, que viola tudo quanto é legislação guineense, e eles conseguem realizar. A isto chama-se vitória? Não, terá outros nomes. Depois há a contagem dos deputados presentes, para se determinar o quórum, que é feita com deputados que ainda não o são – só depois de aberta a Assembleia vão tomar posse. Temos membros do Governo que, não tendo pedido a sua substituição, agiam como membros do Governo do Nuno Nabian, são demitidos à noite para no dia seguinte aparecerem como deputados: uma figura clássica de abuso do direito, a não comunicação de um impedimento, para dizerem que ainda são deputados. Não temos uma maioria, é um arranjo de pessoas que assaltaram o poder e querem dar-lhe vestes democráticas para o impor à comunidade internacional. E isso é algo que a comunidade internacional está a ter dificuldade em resolver, a questão do assalto ao poder pela via armada: não há ninguém que não saiba como se consegue esta aparente e fictícia maioria parlamentar.

Apesar de haver deputados da APU-PDGB que se recusaram a apoiar Embaló, tendo inclusive um deles sido raptado, também houve cinco deputados do PAIGC que, depois disso, acabaram por apoiar o Governo de Nuno Nabian.

Esses deputados foram guardados por militares, não sabemos como se conseguiu o voto deles. O que sabemos, e é público, é eles dizerem “nós temos medo de ir à sede do PAIGC” e depois terem as casas guardadas por militares. As pessoas têm famílias e já sabem qual é o nível de violência a que este Governo e este Presidente estão dispostos a chegar para se manterem no poder. Um deputado [Marciano Indi], líder da sua bancada parlamentar, é raptado e agredido em plena luz do dia, o próprio presidente da Assembleia Nacional não diz uma palavra em defesa do deputado. A que nível de violência é que se pode chegar? Quando eu estive escondida durante dois meses, era a esse nível de violência que me tinham dito que eles poderiam chegar para calar as pessoas.

Na altura foi divulgado um email seu em que dizia ter sido informada por agentes das secretas e da segurança do Estado quanto a ameaças à sua integridade física. Poderia explicar-nos melhor o que se passou, o que lhe foi transmitido?

Não posso revelar as fontes porque poria em risco as pessoas que me tentaram proteger. O que me foi dito, e não só pelas secretas, mas também por outros elementos de segurança presentes na Guiné, é que a questão da droga e os conhecimentos que eu posso ter do dossiê da droga eram motivos importantes para quererem a minha não saída da Guiné. Veja bem, o ministro do Interior tem uma pasta muito mais sensível que a Justiça. Ele [Juliano Fernandes] saiu e entrou várias vezes da Guiné, e eu não podia sair. Mas o ministro do Interior foi amedrontado, sequestrado e levado para o seu ministério para ser ouvido quando se pretendia intimidar os deputados do seu partido, que são do partido do Nuno Nabian, para que não se ausentassem do Parlamento no dia da votação do programa.

Agora que não está na Guiné-Bissau, este dossiê da droga de que fala, que diz ser o centro da trama, do que se trata em concreto? Quem é que implica? Militares, agentes das forças de segurança, elites de partidos guineenses

Há um relatório muito recente – não foi feito por mim, não participei minimamente – apresentado às Nações Unidas em que o que se diz é exatamente a situação da Guiné. Nós temos instituições do Estado envolvidas no tráfico de droga. E o tráfico de droga está a financiar o terrorismo. Temos um Ministério Público completamente corrompido e incapaz de se afastar dos laços em que se envolveu. Quando foi a maior apreensão de droga na Guiné-Bissau, as pessoas que mais impediram a realização do trabalho da Polícia Judiciária foram os agentes do Ministério Público – algo que foi publicamente denunciado por mim, por ser ministra da pasta.”

“OBS.: A entrevista completa está na edição impressa.”

Notabanca; 03.08.2020

Publicada por notabanca à(s) 09:02

PRESIDENTE GUINEENSE DESMENTE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

Salário: Umaro Sissoco Embaló desmente Simões Pereira
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, negou esta segunda-feira (03.08), que tivesse aumentado o seu salário de 38 mil dólares (pouco mais de 18 milhões de FCFA), para 100 mil dólares (50 milhões de FCFA).
Na semana passada, o líder do PAIGC acusou num vídeo gravado a partir de Portugal, Umaro Sissoco Embaló, de ter “aumentado” o seu salário para 100 mil dólares.
“Não há nenhum chefe de estado que recebe três mil dólares. Não houve nenhum, na história da Guiné-Bissau. Eu gostava mesmo que a Guiné-Bisssu tivesse recurso para eu receber 100 mil dólares. Até agora anda no meu caro e nunca tive casa de funções na minha vida”, disse o Presidente da Republica Umaro Sissoco Embaló, à margem do discurso sobre o dia dos trabalhadores guineenses, que se assinala esta segunda-feira.
CNEWS/ANGB

ONU SOB PRESSÃO PARA ENTREGAR ARISTIDES GOMES ÀS AUTORIDADES GUINEENSES

Governo liderado por Aristides Gomes, saído das legislativas de 2019, foi demitido por Sissoco Embaló
O Ministério Público guineense enviou uma carta às Nações Unidas a solicitar a entrega à justiça de Aristides Gomes. Ex-primeiro-ministro está refugiado nas instalações da ONU desde fevereiro, altura em que foi demitido.
Nas últimas semanas, surgiram no Parlamento várias denúncias dos deputados das bancadas dos partidos que agora governam a Guiné-Bissau – Movimento para a Alternância Democrática (MADEM G-15) e Partido de Renovação Social (PRS) – sobre a alegada corrupção envolvendo o ex-primeiro-ministro Aristides Gomes, que foi demitido em fevereiro, um dia depois de Umaro Sissoco Embaló ter tomado posse, simbolicamente, como Presidente da Guiné-Bissau. Desde então, o ex-governante refugiou-se na sede das Nações Unidas, na capital guineense.
O Ministério Público guineense enviou uma carta à representação da ONU em Bissau a pedir a entrega de Aristides Gomes à justiça, confirmou já um asssessor do ex-primeiro-ministro. O pedido não é questionável, em termos legais, mas terá sempre conotações políticas, afirmou à DW África o jurista Luís Vaz Martins.
“Não há aqui grandes questões para colocar, em termos da lei. Mas um inquérito sobre o suposto crime, nesta altura do campeonato, só nos leva a pensar que, efetivamente, essa investigação terá mais conotações políticas, do que propriamente a busca com objetividade, com vista à descoberta da verdade e a realização da justiça”, sublinha o jurista guineense, que lembra ainda que já se assistiu a “várias situações que requerem uma investigação urgente da parte do Ministério Público, mas assim não aconteceu.”
Rosine Coulibaly, representante especial do secretário-geral da ONU, foi recebida pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló
“É pura perseguição”
“É pura perseguição”, conclui, por sua vez, o analista político Rui Landim em declarações à DW África. “É simplesmente ajustar contas com ele [Aristides Gomes] sobre toneladas de drogas que apreendeu [enquanto primeiro-ministro] e penas pesadas a que os traficantes foram condenados”, argumenta.
Esta segunda-feira (03.08), o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, recebeu em audiência a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, Rosine Coulibaly, que à saída preferiu falar de outro assunto.
“Para não dizer muito, no próximo dia 10 de agosto, farei um briefing no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a evolução da situação na Guiné-Bissau e encontrarei os atores políticos nacionais, mas o primeiro que encontro é o Presidente da República, para análise da situação e sobre os progressos alcançados e as dificuldades”, declarou Coulibaly.
A Missão Integrada de Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) “vai terminar em breve e o importante é que as reformas sobre a qual nós estamos engajados avancem”, acrescentou a representante do secretário-geral das Nações Unidas.
A DW África tentou, sem sucesso, junto de várias fontes, confirmar a existência da carta do Ministério Público enviada às Nações Unidas.
Conosabadw.com/pt

Figura da semana: JUSTINO DELGADO LANÇA “RUBANE”, O SEU 12º ÁLBUM DISCOGRÁFICO

[SEMANA 30_2020] O expoente máximo da música moderna guineense, Justino Delgado, lançou neste mês de julho, o seu 12º álbum intitulado “Rubane”, uma obra discográfica com 12 faixas musicais, cujo CD já se encontra à venda na capital do país, Bissau. O músico celebrou, no ano passado [2019], o seu 40º aniversário de carreira musical, num evento recheado de canções que marcaram gerações na Guiné-Bissau, na lusofonia e no mundo.

Juju, como também é tratado carinhosamente, é o cantor guineense mais popular, tendo já gravado doze álbuns, dos quais um Best Of. 

Foi distinguido variadíssimas vezes no país e no estrangeiro. É também o Embaixador da música moderna guineense e lidera a banda Dokolma, uma banda antiga do qual fazia parte, mas que restaurou nos últimos anos e que às vezes o acompanha nos seus concertos.

BIOGRAFIA
Justino Gomes Delgado nasceu na Ilha de Bubaque. Apaixonado pela música desde tenra idade, teve o seu primeiro contato com a música aos 12 anos de idade. Gravou o álbum ‘Lôla’  e ‘Casamenti D’Haos em 1989.

‘Gabiana’ surgiu em 1993, em 1995 lançou ‘Tétété’, em 1998, ‘Troco’. Em 2000 lançou ‘Farol’. Outros álbuns de grande sucesso também foram ‘Ley Dy Byda’, Tilita, Dum D’Tchom. Agora em 2020 coloca o álbum ‘Rubane’ no mercado.

Em 1978, fundou e liderou o grupo musical ‘Flor de África’, ainda era jovem estudante, Cresceu rapidamente em popularidade e fama. Em 1979, foi convidado para integrar o grupo África Livre. De 1982 a 1984 investiu as suas energias na carreira a solo, tendo feito muitas aparições como artista convidado em shows com os grupos: África Livre, Super Mama Djombo e Nkassa Cobra.

Por: Sene Camará

Conosaba/odemocratagb.

Covid-19 já matou mais de 680 mil pessoas em todo o mundo

A pandemia de covid-19 já matou pelo menos 680.014 pessoas em todo o mundo e infetou 17.638.510 desde dezembro, refere o último balanço feito pela Agência France-Presse (AFP) com base em dados oficiais.

Do total de casos de infeção oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o final do ano passado, pelo menos 10.156.500 foram considerados curados.

O número de casos diagnosticados só reflete, no entanto, uma fração do número real de infeções, já que alguns países testam apenas casos graves, outros fazem os testes para rastreio e muitos países mais pobres só têm capacidade limitada de fazer teste.

Na sexta-feira, foram contabilizadas 6.469 novas mortes e 286.453 novos casos de covid-19 em todo o mundo.

Os países que registaram mais mortes nos seus últimos relatórios de balanço foram os Estados Unidos, com 1.442 novas mortes, o Brasil (1.212) e a Índia (764).

Os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em termos de vítimas mortais como de infeções, com 153.314 mortes e 4.562.170 casos, segundo a contagem da Universidade Johns Hopkins.

Pelo menos 1.438.160 pessoas foram declaradas curadas no país.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 92.475 mortos e 2.662.485 casos, o México, com 46.688 mortos e 424.637 casos, o Reino Unido, com 46.119 mortos e 303.181 casos, e a Índia com 36.511 mortos e 1.695.988 casos.

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é a que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 85 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida do Reino Unido (68), de Espanha (61), do Peru (58) e da Itália (58).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 84.337 casos (45 novos nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortes e 78.989 recuperações.

A Europa totalizava 210.200 mortes e 3.177.936 casos às 11:00 TMG (12:00 em Lisboa), enquanto a América Latina e as Caraíbas registavam 197.544 mortes e 4.828.413 casos.

Os Estados Unidos e o Canadá contabilizavam 162.278 mortes e 4.678.286 casos, enquanto na Ásia se somavam 62.779 mortes e 2.848.811 casos.

O Médio Oriente contabilizava 27.321 mortes e 1.156.750 casos, África 19.660 mortes e 929.326 casos e Oceânia 232 mortes e 18.995 casos.

Esta avaliação foi realizada usando dados recolhidos pela AFP junto das autoridades nacionais de saúde e com informações da Organização Mundial da Saúde.

Em Portugal, morreram 1.735 pessoas das 51.072 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA

ABERTURA DE CANDIDATURAS PARA AS BOLSAS DE ESTUDO PARA O ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL

Fonte: Cooperação Portuguesa Guiné-Bissau

ABERTURA DE CANDIDATURAS PARA AS BOLSAS DE ESTUDO PARA O ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL – Estão abertas, de 31 de julho a 11 de agosto, as candidaturas para as bolsas de estudo para o ensino superior em Portugal, no âmbito do Programa de Bolsas de Estudos da Cooperação Portuguesa para cidadãos guineenses.

As candidaturas devem obrigatoriamente ser submetidas em Língua Portuguesa e enviadas, até ao próximo dia 11 de agosto, para o seguinte endereço eletrónico: bolext2020.cpcbissau@camoes.mne.pt

COVID-19 – Mais de 673 mil mortos e 17 milhões de infetados em todo o mundo

A pandemia provocada pela covid-19 provocou a morte de pelo menos 673.909 pessoas e infetou 17.352.910 em todo o mundo, segundo o último balanço feito pela Agência France-Presse (AFP)com base em dados oficiais.

De acordo com os dados da AFP, às 11:00 de hoje, há pelo menos 9.992.800 pessoas consideradas curadas.

O balanço indica que, na quinta-feira, foram registadas 6.459 mortes e 290.986 novos casos no mundo.

Os países que registaram o maior número de novas mortes nos seus últimos balanços foram os Estados Unidos (1.379 óbitos), o Brasil (1.129) e a Índia (779)

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em mortes como em casos, com 152.070 óbitos em 4.495.224 casos registados, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 1.414.155 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais atingidos são o Brasil, com 91.263 mortes em 2.610.102 casos, o México, com 46.000 mortos (416.179 casos), o Reino Unido com 45.999 mortos (302.301 casos) e a Índia com 35.747 mortos (1.638.870 casos).

Entre os países mais duramente atingidos, a Bélgica é aquele que tem o maior número de óbitos em relação à sua população, com 85 mortes por 100.000 habitantes, seguida pelo Reino Unido (68), Espanha (61), Itália (58) e Peru (57).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabiliza oficialmente um total de 84.292 casos, (127 novos casos nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortes e 78.974 recuperados.

Também nas últimas 24 horas, as ilhas Fiji e o Vietnam registaram os seus primeiros óbitos por covid-19.

A Europa totalizava, às 11:00 de hoje, 209.180 mortes para 3.157.253 casos, a América Latina e Caraíbas 194.683 mortes (4.733.320 casos), os Estados Unidos e Canadá 161.027 óbitos (4.610.841 casos), a Ásia 61.868 mortes (2.775.743 casos), o Médio Oriente 26.997 óbitos (1.146.821 casos), África 19.325 mortes (910.325 casos) e a Oceânia 229 mortes para 18.615 casos do novo coronavírus.

Esta avaliação foi realizada utilizando dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A AFP sublinha que o número de infeções registadas reflete apenas uma parcela do número real de casos, uma vez que muitos países não têm recursos suficientes para rastrear o SARS-CoV-2 em larga escala.

Portugal regista hoje mais oito mortes e 204 novos casos de infeção por covid-19 em relação a quinta-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

De acordo com o relatório da situação epidemiológica da DGS, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 51.072 casos de infeção confirmados e 1.735 mortes.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, onde continua a haver mais surtos ativos de covid-19, totaliza hoje 26.067 casos, mais 128 do que na véspera.

LUSA

Peregrinação a Meca vive dia mais importante mas envolta em restrições

Bissau, 30 Jul 20 (ANG) –  Os muçulmanos que foram este a

no realizar a peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, chegaram hoje ao Monte Arafat para rezar, equipados com máscaras e sob estritas regras de distanciamento social para evitar infecções de covid-19.

Este é o dia considerado o mais importante do “hajj” – a peregrinação anual a Meca -, mas a pandemia de coronavírus lançou uma sombra sobre todos os momentos simbólicos da peregrinação, que, no ano passado, atraiu 2,5 milhões de muçulmanos de todo o mundo para o Monte Arafat, onde o profeta Maomé fez o seu sermão final há quase 1.400 anos.

Este ano, um número muito limitado de peregrinos foi autorizado a participar no “hajj”, sendo todos residentes ou cidadãos da Arábia Saudita.

O Governo saudita não divulgou o número de peregrinos do “hajj” neste ano, adiantando apenas que participam entre 1.000 e 10.000 pessoas.

Nos anos anteriores, o Monte Arafat juntava, neste segundo dia da tradição, um “mar” de peregrinos, vestidos com roupas brancas, e que ali iam orar e contemplar desde antes do amanhecer até ao anoitecer, sendo comum ver muitos com lágrimas no rosto e as mãos levantadas em adoração nas encostas da colina onde o profeta pediu igualdade e unidade entre muçulmanos.

Este ano, os peregrinos chegaram ao Monte Arafat cerca do meio dia local, viajando de autocarro em grupos de 20 pessoas e de acordo com directrizes rígidas de distanciamento social.

Todos foram submetidos a testes para verificar se estavam infectados com o coronavírus que provoca a covid-19 e estiveram em quarentena.

Ao contrário do que diz a tradição da cerimónia, os peregrinos não podem ficar lado a lado com outros muçulmanos de todo o mundo, um gesto simbólico que indica que, no Islão, todos são considerados iguais perante Deus.

Além disso, todos têm de usar pulseiras, fornecidas pelo Ministério da Saúde da Arábia Saudita, ligadas aos seus telefones, para monitorizar os seus movimentos e garantir o distanciamento físico.

Depois de passar o dia em oração no Monte Arafat, os peregrinos costumam ir para uma zona chamada Muzdalifa, onde descansam e recolhem pedras que são depois usadas para apedrejar simbolicamente o diabo e expulsar o mal.

Este ano, no entanto, as pedras foram pré-embaladas e esterilizadas antes de serem distribuídas aos peregrinos presentes.

O ritual final irá acontecer daqui a três ou quatro dias em Mina, uma zona a cerca de 20 quilómetros de Meca, onde se realiza o festival do sacrifício, comemorado pelos muçulmanos de todo o mundo.

A peregrinação à cidade santa de Meca é considerada pelos muçulmanos um dos cinco pilares do Islão, que todos os fiéis devem cumprir pelo menos uma vez na vida desde que tenham condições físicas e recursos.ANG/RFI

PARLAMENTO GUINEENSE APROVA ENVIO DE DELEGAÇÃO PARLAMENTAR À PORTUGAL 

Os deputados da nação aprovaram, em resolução, o envio de uma delegação parlamentar à Portugal para contactos com as autoridades portuguesas sobre o assassínio do ator Bruno Candé e com a comunidade guineense.
Bruno Candé, 39 anos e de origem guineense, foi morto a tiro no sábado, em Moscavide, e o suspeito da morte do ator vai aguardar julgamento em prisão preventiva.

A resolução, divulgada quarta-feiar à imprensa, refere que foi autorizada a “criação e deslocação de uma delegação a Portugal com vista a manter contactos com as autoridades portuguesas sobre aquele assassínio e inteirar-se da situação dos cidadãos guineenses naquele país”.

Os parlamentares da Guiné-Bissau condenam o assassínio do ator, considerando que foi “fundado em motivos fúteis, por representar o que mais desprezível existe num ser humano”.

Os deputados guineenses encorajam também as “autoridades portuguesas a prosseguir com a urgência necessária, as devidas diligências, de modo a traduzir à justiça o responsável por este ato ignóbil”.

Na resolução, os deputados consideram que o assassínio ocorreu por “motivos racistas” e salientam que a “diversidade racial, cultural, étnica e religiosa representam do que de mais belo possui a humanidade” e que é da “responsabilidade coletiva a defesa e respeito por essa heterogeneidade planetária”.

Bruno Candé, de 39 anos, foi baleado, no sábado, por outro homem, de 76 anos, em Moscavide, no concelho de Loures, distrito de Lisboa

Notabanca; 31.07.2020